"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

terça-feira, 13 de abril de 2010

Receber e Dar



Deus fez coisas lindas neste universo que oferece ao homem exemplos gloriosos. Como o caso do Mar da Galiléia, embora este Mar seja um lago de água doce, ele é tão grande que se parece realmente com o mar. Daí o nome Mar da Galiléia.

Em Israel há dois mares bem conhecidos e sua alimentação provém do mesmo rio que é o Jordão, contudo os dois mares são totalmente distintos um do outro.

O Mar da Galiléia que também é conhecido por lago de Genezaré ou ainda lago de Tiberíades é de água doce e contém muitos peixes. Seu litoral está tomado por cidades e aldeias lindas.As colinas que rodeiam o mar são férteis e verdejantes.

Já o outro mar que é o Mar Morto é famoso pela sua grande quantidade de sais minerais. Não tem peixes e nem vida vegetal. Seus arredores são desertos sem nenhuma plantação.

O Mar Morto é uma região de aspecto muito triste. O porquê desta diferença é fácil de se explicar: O Mar da Galiléia recebe pelo norte as águas do rio Jordão com toda a sua carga de vida e fertilidade. Porém não guarda para si esta fertilidade.

As águas seguem seu curso rumo ao sul, ou seja, é dando que se recebe, o Rio Jordão fornece as águas para formar o Mar da Galiléia e este Mar as devolve ao Rio Jordão.

O Mar da Galiléia recebe a água do Hermon e das colinas do Golan. Abundante em águas e vegetação. Este Mar não vive só para si, ele reparte tudo que recebe do clima.
No entanto, o Mar Morto é totalmente diferente.

Recebe igualmente a água do Rio Jordão, mas retém esta água só para si. Não possui saída. Enquanto as águas se evaporam, todos os sais minerais em suspensão se acumulam no enorme recipiente fechado. A excessiva saturação é estéril. Não permite vegetação alguma, não tem vida. Se jogar um animal lá, certamente morrerá.

Eis a diferença: o mar da Galiléia recebe o Jordão, mas não o retém. Para cada gota que entra, há outra que sai. Há um grande equilíbrio entre o receber e o dar. O outro mar é mais avarento, acumulando sua renda com ganância, sem nenhuma generosidade, cada gota que recebe ele a retém para si.
O Mar da Galiléia dá e vive. O outro mar não dá nada. Ele se chama mar Morto. Se alguma pessoa cética lesse esse e-mail, certamente diria que se acontece isso é porque a natureza quis, e não conseguiria falar mais do que isso.

Eu concordaria, mas colocaria os meus porabéns da seguinte forma: agora vamos parar de pensar no Mar da Galiléia, vamos pensar em outra história real que é a nossa vida. Existem muitas coisas no universo que Deus fez para nos servir como exemplo.

Eu acredito que Ele tenha feito desta maneira para que desperte em cada um de nós as mudanças que são necessárias serem feitas na nossa vida, como por exemplo, tirar de dentro da gente o que já está morto, isto é, deixar fluir a energia que movimenta a vida: o receber e o dar.

A lição de liderança que o Mar da Galiléia deixa para nós: ele age como um líder, quando toma a frente do processo, chama para si a responsabilidade e faz o que precisa ser feito, liderança por exemplo. Ele sabe vender muito bem a idéia de que quando se recebe gratuitamente tem que se passar adiante, isto é, temos que repartir.

E o Mar da Galiléia também sabe trabalhar em equipe, pois, distribui suas águas a outros rios, não se consegue nada sozinho.
Gostaria que você refletisse muito sobre este assunto e logo após respondesse uma única pergunta que vou lhe fazer, porém você precisa ter coragem de respondê-la não para mim, mas para você mesmo.

Hoje, agora neste momento da sua vida Espiritual, Pessoal e Profissional como você está vivendo:
como o Mar Morto, retendo tudo para si ou como o Mar da Galiléia que não é egoísta, recebe mas, dá?

Fé Na Biblia...



A bíblia é um livro incomparável, o mais vendido do mundo, o maior best-seller de todos os tempos, tendo sido traduzido em mais de 2000 idiomas e dialetos. Isto se justifica pelo valor que a humanidade lhe atribui e pela fé que nele deposita. A bíblia é tão reconhecida como sagrada que, quando não havia imprensa, milhares de cópias desse livro eram feitas manualmente. Só do Novo Testamento os arqueólogos já encontraram mais de 5000 cópias, entre pergaminhos e papiros. Para termos um elemento comparativo, da obra de Platão foram encontradas apenas 7 cópias manuscritas.

Grande parte da humanidade acredita na bíblia. Entretanto, como podemos afirmar que é verdade o seu conteúdo?

Nós, cristãos evangélicos, a temos como base principal das nossas convicções e fonte dos nossos argumentos referentes à espiritualidade. Contudo, o que podemos responder quando alguém questiona a veracidade das Sagradas Escrituras? Usar um versículo bíblico não vai resolver o problema. O testemunho interno só tem valor para os crentes. Os incrédulos dizem que a bíblia é um livro como outro qualquer, foi escrita por homens e, afinal, “papel aceita tudo”.

Precisamos de evidências extra-bíblicas para demonstrar sua credibilidade. Por quê acreditamos na bíblia? Apenas porque nos foi ensinado dessa forma? É assim que tudo começa, mas, se for só por isso, poderíamos crer também no Alcorão, no Livro do Mórmon, no Evangelho Segundo Allan Kardec e outros. O que a bíblia tem de especial?

Fato é que os referidos livros e outros tidos como sagrados, citam a bíblia ou a tomam como base para elaboração de doutrinas e dogmas, mesmo que muitos deles se distanciem da essência bíblica. Se a Bíblia é tão importante, a ponto de ser usada por religiões fora do cristianismo e do judaísmo, este é um elemento a favor da sua veracidade e superioridade. Mas, ainda assim, a pergunta persiste: por quê acreditamos na bíblia?

Um aspecto importante a se observar é a validade permanente das Sagradas Escrituras. Os livros didáticos perdem sua utilidade de um ano para o outro, mas a bíblia é sempre atual, embora já tenha mais de 2000 anos. Lendo-a hoje, aprendemos lições tão específicas e diretas como se aquele texto tivesse sido escrito para nós agora. Esta característica parece testificar a favor da origem divina da Bíblia. Contudo, tal argumento ainda não tem poder de prova. Por quê cremos na bíblia?

A fé cristã tem seus aspectos misteriosos e inexplicáveis (ITm.3.9), mas ela não é cega nem ingênua. Pedro disse que deveríamos estar preparados para expor as razões da nossa esperança (IPd.3.15). A nossa crença tem fundamento racional e lógico, embora não se limite a esses parâmetros.

Para quem não crê como nós, podem ser úteis os achados arqueológicos que vêm confirmando relatos bíblicos.

Por exemplo:

- Os desenhos e escritas no templo de Carnac, Egito, contam a vitória do Faraó Sisa contra o reino de Judá há 3000 anos, mencionado em 1 Reis 14:25,26.

- A Pedra Moabita, exposta no Museu do Louvre, em Paris, fala sobre a rebelião do Rei Mesa, de Moabe, contra Israel, relatado em 2 Reis 1:1; 3:4-27.

- A Crônica de Nabonido, exposta no Museu Britânico, descreve a queda da antiga Babilônia, da mesma forma que ocorre em Daniel 5:30,31.

Existem muitas outras descobertas científicas que correspondem ao relato bíblico. No que tange ao Novo Testamento, os livros de história geral trazem diversas confirmações, principalmente relacionadas ao Império Romano. Portanto, o pesquisador sincero e imparcial deverá admitir que o aspecto histórico da bíblia tem sido confirmado, embora ainda não se tenha provado, cientificamente, a sua totalidade. Porém, vejamos outros argumentos.

O propósito dos escritores bíblicos não era acadêmico. Por isso, utilizaram linguagem popular. Não obstante, algumas afirmações científicas que a bíblia traz são exatas e extremamente avançadas para a época em que foram escritas (Por exemplo: Jó 26.7; Is.40.22). Tais elementos parecem indicar uma origem sobrenatural para as Sagradas Escrituras, demonstrando que seus escritores, embora humanos, foram inspirados por Deus.

Talvez a maior prova da veracidade bíblica para o incrédulo seja aquela que se refere ao povo de Israel. Sua existência hoje, depois de ter sido perseguido com fúria, é um milagre. Seu retorno à Palestina depois de quase 2000 anos, é outro prodígio divino.

Israel ficou fora do mapa durante muito tempo, mas, sendo citado no livro de Apocalipse (7.4; 11.2; 20.9), em conexão com os fatos do fim do mundo, era imperioso que aquele povo voltasse a ser um Estado. Isto aconteceu em 1948.

Afinal de contas, muitas profecias mostravam que o povo judeu voltaria para a sua terra. (Dt.30.1-10; IRs.8.46-52; Jr.18.5-10; Jr.16.15-16; Jr.29.12-14; Ez.36.33; Os.11.10; Ez.6.8; 11.17; 20.34,41; 28.25. Nee.1.9; Is.43.5; 56.8; Mq.2.12; Zc.10.8). O cumprimento de tais promessas é uma prova contundente de que a bíblia é verdadeira.

Se é verídico o seu aspecto histórico e profético, somos levados a considerar com muita seriedade o restante de suas questões espirituais. Nesse âmbito, nada melhor que a experiência pessoal.

O que a bíblia diz funciona. Ela diz que, em nome de Jesus, enfermos seriam curados, demônios seriam expulsos, e pessoas seriam transformadas e salvas. Isso tem acontecido inúmeras vezes.

O que a bíblia diz funciona. Portanto, podemos concluir que ela é a Palavra de Deus. Nenhum homem poderia produzir os efeitos que ela produz ou prever os fatos que ali estão escritos.

Cabe, então, a cada um de nós, um posicionamento em relação à bíblia. Não é suficiente tê-la em nossas estantes ou bibliotecas. Precisamos nos dedicar à sua leitura e estudo, pois através dela conhecemos o Senhor Jesus Cristo e, por meio dele, chegamos ao Pai celestial.

A bíblia fala sobre o princípio do universo, como nenhum outro livro, mas ela fala também sobre o futuro, inclusive sobre a eternidade. O conhecimento bíblico não pretende satisfazer a curiosidade humana, mas nos conduzir a salvação, livrando nossas almas do inferno e garantindo nossa entrada no reino dos céus.


Fonte de dados arqueológicos:

http://www.geocities.com/companheiroscristaos/02Acreditar.html

http://www.suaescolha.com/features/bible.html#1

O gadareno



A cidade de Gadara, (cidade dos gadarenos), uma cidade opulenta e rica de Decápolis, a uns 10 Km para sudeste do mar da Galiléia, essa região também era chamada de terra dos gerasenos, provavelmente pelo motivo de existir ali uma cidade menor chamada Gerasa.

Existia em Gadara um homem endemoninhado que vivia pelos sepulcros, andando dia e noite clamando pelos montes e sepulcros, ferindo-se com pedras (Marcos 5: 1 a 6 – Mateus 8: 28). Com certeza causava pavor entre os seus e entre os moradores dessas cidades. Um homem completamente louco, possesso por espíritos imundos e malignos, um transtorno para todos.

Um dia Jesus Cristo chegou lá e onde Jesus chega tudo muda (quando Jesus chegou ao sepulcro de Lázaro, esse ressuscitou, quando Jesus chegou a Jericó o cego foi curado, etc).

Quando aquele homem viu Jesus correu ao seu encontro adorando-o e clamando: “Que tenho eu contigo Jesus Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que me não atormentes”. Vejam a ousadia do espírito imundo em dizer a Jesus não me atormentes.

Jesus imediatamente ordenou ao espírito imundo que deixasse aquele homem, perguntando, qual o seu nome? Legião é o meu nome porque somos muitos, o espírito imundo pediu a Jesus permissão para entrarem em uma manada de porcos, nem os porcos aceitaram, precipitaram no mar preferindo a morte (Marcos 5: 7 a 13).

Assim que os habitantes daquelas terras souberam, pediram a Jesus que se retirassem de seus termos (Marcos 5: 17). O homem agora liberto queria ir também com Jesus, mas Jesus disse lhe: “Não, mas vai anunciar aos teus quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti”, e ele partindo tornou-se um evangelizador anunciando a Cristo em Decápolis e demais vizinhança.

Um dia saberemos o resultado do trabalho desse verdadeiro missionário ordenado diretamente por Jesus.

Aprendemos com isso que devemos anunciar as grandezas de Cristo mesmo aos mais incrédulos e profanos, permanecendo fiéis aos ensinos de Cristo sem nos misturar com seus costumes e misérias, permanecendo na doutrina e nos bons costumes que deve habitar entre o povo de Deus.

Jesus se retirou para outra banda do mar continuando Sua obra. Não façais igual aos gadarenos mas faça como os discípulos de Emaús: Fica conosco Senhor (...)

Jesus veio para libertar, curar, salvar perdoando pecados e realizando a obra redentora. Por mais difícil que seja o teu problema, Jesus tem a solução.
Não perca a oportunidade de ter Jesus contigo.

Creia em Cristo, leia a Bíblia.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

REFLEXÃO DE SEGUNDA-FEIRA


carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos
pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a
justiça; por suas chagas, fostes sarados.
-- 1 Pedro 2:24

Ele carregou os nosso pecados. Ele não apenas os carregou; ele
sofreu a penalidade que nós merecíamos. Sua angústia foi a nossa
cura. Seu sofrimento foi a nossa justificação. Como poderíamos
jamais pensar em voltar ao pecado depois que Ele sofreu tanto para
suportar a punição?
iluminalma.com

Humor Legal

Paz, Tinha guardado em meus arquivos essas tirinhas de humor
não me lembro da onde tirei para dar os créditos, mais amém
se alguem souber, favor colocar nos comentarios




História da Bíblia




Origens

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias.

Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

O Antigo Testamento em Hebraico

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C. A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia.

Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos.

O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré.
Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto .

O Novo Testamento em Grego

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.

Traduções

A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego.

Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia.

Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim - a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente.

Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus").

Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos.

Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós.

Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.
As Primeiras Escrituras Impressas

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos.

Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental.

Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra.

Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

Fonte: http://www.sbb.org.br

A jornada de fé


A jornada de fé

“Em toda jornada de fé, há um momento crucial em que tudo o que cremos passa por uma prova de fogo. A nossa caminhada com Deus começa pela fé e deve prosseguir da mesma maneira”.

Um novo começo

Após 13 anos de silêncio, Deus voltou a falar com Abrão, quando seu filho, Ismael, era adolescente. Deus muda o nome de Abrão para Abraão (que quer dizer “pai de multidões”) e Sarai para Sara (“princesa”) e reafir¬ma a sua promessa dizendo: “Aben¬çoá-la-ei e dela te darei um filho...” (Gn 17.16.)

Abraão não acreditou que Deus poderia lhe fazer pai, aos 100 anos, e a Sara, mãe, aos noventa anos. Então, ele riu e anelou que Ismael ti¬vesse o direito da primogenitura, mas a aliança de Deus era com Abraão e Sara.

Sara teve Isaque, o filho da pro¬messa, e Ismael, o filho da serva Agar, fora expulso do convívio deles. Mas Deus, consolou o coração de Abrãao, que se entristecera por ter de rejeitar Ismael e lhe disse que, também dele, faria uma grande nação, porque ele também era descendente de Abraão. Sara teve Isaque, o filho da promessa, e disse: “Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo.” (Gênesis 21.6.)

Creio que foi um marco supremo na vida desse casal. Deus concedeu mais uma chance para conserto e po¬der voltar ao plano original. Era o fim dos erros e do riso. Era o momento de levar Deus a sério. Como tem sido sua jornada com Deus, você o tem levado a sério?

Após receber este mover de Deus e ser instruído pelo Senhor, Abraão não contou a Sara – sua esposa. Como é comum a muitos homens, Abraão acertou com Deus, mas agiu como “agente secreto espiritual” em algo extremamente importante na vida do casal. Optou em ficar calado, talvez para não preocupá-la.

Mas Deus não permitiu que ele ficasse em silêncio e foi visitar, com mais dois anjos, a tenda de Abraão na cidade de Manre (hoje Hebrom). No diálogo entre Abraão e o Senhor que acontecia do lado de fora da ten¬da, Sara ouviu a conversa e começou a rir (já era avançada em idade, 90 anos).

O motivo era o que o próprio Deus dissera a Abraão: [...] “Certa¬mente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz a um filho...” (Gn 18.10.) Deus perguntou a ele o motivo do riso de Sara. Mas Abraão permaneceu mudo de espan¬to, impossibilitado de reagir.
O cumprimento da promessa

O tempo passou e Sara engravi¬dou, um milagre! Nasceu um menino e lhe deram o nome de Isaque, “filho da promessa”. A fé foi fortalecida. O dia do nascimento de Isaque foi mar¬cado por uma grande festa de um pai que se sentia o mais feliz da terra.

Da linhagem de Isaque, outro milagre, Jesus Cristo, filho de uma mulher sem a interferência do seu marido na gra¬videz. Entraria, então, para a história humana e celestial, a fé de Abraão.

O desafio final

Nos vinte anos que se seguiram, Isaque foi motivo de grande alegria para o casal. Eles o viram crescer e tornar-se um jovem formoso, porém viria o desafio final. “Acrescentou Deus: ‘Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocaus¬to, sobre um dos montes, que eu te mostrarei’.” (Gn 22.2.)

Holocausto significaria a morte do filho. Este pedido de Deus era inapro¬priado para Abraão, ainda mais em se tratando da forma com que Isaque fora gerado. Não era um momento de alegria, mas de dor e tristeza. Ele, porém, fez uma decisão no coração e cumpriu fielmente.

Se Isaque era filho de um milagre, o Autor do milagre saberia o que estava pedindo e que, de alguma forma, a promessa seria cumprida.

Abraão selou seu jumento, ajun¬tou lenha e partiu em viagem. Tinha ele 120 anos de idade e aquele não era o momento de duvidar do cum¬pridor maior de promessas – Deus.
Abraão cria no cumprimento da pro¬messa dada a ele pelo Senhor.

Em toda jornada de fé, há um momento crucial em que tudo o que cremos passa por uma prova de fogo. A nossa caminhada com Deus começa pela fé e deve prosseguir da mesma maneira.

Um Deus provedor

No momento do holocausto, Isa¬que perguntou ao pai Abraão, onde estava o cordeiro e ele simplesmente responde: [...] “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocaus¬to...” (Gn 22.8.) Isto que é fé! Abraão sabia que Isaque era a promessa en¬carnada e por isso ele diz que o Senhor proverá. Isaque de livre e espontânea vontade permitiu que o pai o amar¬rasse e o deitasse no altar. Poderia ter resistido, mas não o fez.

Quando Abraão estava prestes a cumprir a solicitação de Deus, o eter¬no bradou: [...] “Abraão! Abraão! [...] Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me ne¬gaste o filho, o teu único filho.” (Gn 22.11-12.) Neste momento, o Senhor enviou um cordeiro para ser sacrifica¬do no lugar de Isaque.

Vinte séculos mais tarde, Deus colocaria seu único filho na mesma situação de Isaque. Só que, desta vez, não houve intervenção do céu. Deus havia prometido desde o princípio do mundo que Jesus seria oferecido como o sacrifício final para a reden¬ção do homem.

Como tem sido a nossa jornada de fé? Qual tem sido o nosso relacio¬namento com Deus? Está disposto a colocar tudo no altar do sacrifício? Há algo em sua vida difícil de entregar a Deus?

Deixar de entregar-lhe parte de sua vida vale a pena? Que impli¬cações práticas uma entrega total nas mãos de Deus teria em minha vida?

Deus está esperando de nós a mesma atitude de Abraão: fé, com¬promisso, entrega total. Nada em nossa vida pode ser mais importante do que fazer a sua vontade, isto é, quebrantamento.

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