"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crescendo na Sombra



–por Dennis Allan

Eu sou um jardineiro amador – muito amador! Gosto de plantas bonitas, mas sei muito pouco sobre o cultivo delas. Mesmo assim, quando eu passo, algumas vezes por ano, na cidade de Holambra, no interior de São Paulo, compro algumas para trazer para casa. Apesar da minha falta de habilidade, algumas delas sobrevivem e prosperam.

Faz alguns meses que comprei duas aglaonemas. Uma delas está num vaso dentro de casa, e continua bonita. Plantei a outra no pequeno jardim na frente da nossa casa e, em poucas semanas, ela estava quase morta. O sol batia, a cadela passava correndo, as folhas caíam quebradas. Resolvi plantar um cróton do lado dela, achando que a primeira planta ia morrer e que precisaria de outra para preencher o espaço. Quase arranquei a primeira, mas decidi deixá-la para morrer naturalmente.

Mas ela não morreu! Na sombra e proteção da planta mais forte do lado, ela recuperou as suas folhas e começou a crescer. Agora, ao invés de uma planta bonita naquele canto, tenho duas, uma maior do que a outra. São diferentes, mas combinam.

Estas duas plantas servem para ilustrar muitos relacionamentos bem-sucedidos. Quando uma mulher procura viver independente de seu marido, ela sofre todos os efeitos da natureza de um mundo pouco acolhedor. Mas quando trabalha em parceria com o marido, até mesmo na proteção e sombra que ele oferece, ela cresce e floresce (Efésios 5:22-33; 1 Pedro 3:1-7). Quando um filho reluta contra a autoridade dos pais, geralmente fica desprotegido num mundo cheio de pessoas prontas a devorar jovens ingênuos.

Os jovens que seguem as orientações de Deus, respeitando e obedecendo aos pais, recebem apóio importante para enfrentar os desafios da vida (Efésios 6:1-3). Quando cristãos menosprezam os presbíteros que guiam a congregação, recusam a ajuda que Deus oferece através desses irmãos experientes e dedicados e desrespeitam a palavra do Senhor (Hebreus 13:17). Mas quando apreciam a orientação e o exemplo desses guias, tendem a prosperar espiritualmente.

Quando Deus coloca alguém na nossa vida para nos proteger, devemos aproveitar a oportunidade e crescer na sombra!

Esboços dos Livros da Biblia - 14



CARTA DE PAULO AOS GÁLATAS


Quando a Boa-Notícia do Evangelho se espalhou pelo império romano e muitos começaram a aceitar Jesus como Salvador, surgiram logo discussões sobre a necessidade de os não-judeus seguirem as leis dos judeus, especialmente a que mandava que todo homem fosse circuncidado (ver Atos 15.1-33).

Essa mesma discussão apareceu nas igrejas que o apóstolo Paulo havia fundado na província romana da Galácia, que ficava numa região que hoje faz parte da Turquia. Várias pessoas estavam dizendo àqueles cristãos que eles precisavam obedecer à Lei de Moisés para poderem ser aceitos por Deus.

A Carta aos Gálatas é a resposta que Paulo dá a essa falsa doutrina. Com argumentos fortes e palavras às vezes chocantes, Paulo denuncia esse outro "evangelho" que está sendo anunciado e procura trazer de volta à fé verdadeira aqueles que estão se desviando do caminho certo. Ele fala da sua própria experiência cristã e defende a sua autoridade como apóstolo.

Mostra também como, na reunião dos líderes cristãos em Jerusalém, ele tinha recebido a aprovação deles para continuar a anunciar a mensagem de que a salvação depende somente da fé e não daquilo que a Lei de Moisés manda fazer. Em defesa da sua posição, Paulo cita o Antigo Testamento e fala da experiência de Abraão, o pai do povo escolhido. Ele mostra que Abraão foi aceito por Deus não por causa das suas obras, mas por causa da sua fé. Na última parte da carta Paulo fala da liberdade que têm aqueles que crêem em Cristo e como essa liberdade se torna realidade na vida cristã.Todos os cristãos de todos os tempos devem se lembrar sempre desta do apóstolo: "Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Por isso, continuem firmes nessa liberdade e não se tornem novamente escravos" (5.1).

Esboço:

Introdução - 1.1-10
A autoridade de Paulo como apóstolo - 1.11-2.21
A Boa-Notícia da graça de Deus - caps. 3-4
Liberdade e responsabilidade cristãs - 5.1-6.10

CARTA DE PAULO AOS EFÉSIOS

Na sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou quase três na cidade de Éfeso (Atos 19.1-20.1). Essa cidade se tornou um centro importante do trabalho cristão na província romana da Ásia, que ficava numa região que hoje faz parte da Turquia.

A Carta aos Efésios foi escrita quando Paulo estava na prisão (4.1). O assunto principal da carta é o plano de Deus de "unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que há no céu e na terra" (1.10). A carta não trata de nenhum problema particular dos leitores, mas fala de um modo geral do que é a Igreja e a vida cristã. E, ao contrário do que acontece nas outras cartas, no fim desta não aparece nenhuma saudação pessoal; é bem possível que a carta tenha sido escrita não somente para os cristãos de Éfeso, mas também para os de outros lugares. A falta da frase "da cidade de Éfeso" (1.1) em alguns dos melhores manuscritos gregos também indica essa possibilidade.

Na primeira parte da carta (caps. 1-3), o apóstolo fala de como os cristãos são um só povo por causa da morte de Cristo na cruz e de como o Espírito Santo lhes dá o poder de continuarem a viver em união.
Na segunda parte (caps. 4-6), ele fala da nova vida que os seguidores de Cristo têm por estarem unidos com ele. E fala também de como essa vida se manifesta nas relações que eles têm uns com os outros.A fim de ilustrar a união do povo de Deus, o
apóstolo usa três figuras a Igreja:

- A de um corpo, do qual Cristo é a cabeça (1.22-23);
- A de um edifício, do qual Cristo é a pedra fundamental (2.20-21);
- De um casal, no qual a Igreja é a esposa, e Cristo é o esposo (5.25-32).

Esboço:

Introdução - 1.1-2
Jesus Cristo e a Igreja - 1.3-3.21
A nova vida em união com Cristo - 4.1-6.20

CARTA DE PAULO AOS FILIPENSES


Filipos era uma cidade que ficava na província romana da Macedônia, que hoje faz parte da Grécia. A igreja de Filipos foi a primeira fundada na Europa por Paulo, na sua segunda viagem missionária (Atos 16.12-40).

Anos depois, quando estava na prisão (1.7), Paulo escreve esta Carta aos Filipenses. Ele havia recebido notícias de que havia sérias dificuldades entre os cristãos de Filipos e estava muito preocupado com as falsas doutrinas que alguns ensinavam lá. E estava preocupado também por saber que alguns líderes da igreja tinham ficado contra ele. Ao mesmo tempo, ele havia recebido ajuda dos cristãos de Filipos e escreve a carta não somente para tratar dos sérios problemas da igreja como também para agradecer aos filipenses tudo o que tinham feito em seu favor.

A carta mostra o grande amor que Paulo tinha pelos filipenses e fala da alegria, união e firmeza que devem ser marcas dos seguidores de Jesus Cristo. Paulo diz que, acima de tudo, todos devem imitar o exemplo do próprio Cristo, que seguiu o caminho da humildade e da obediência a Deus, caminho este que o levou à morte na cruz e à altíssima posição de Senhor de todos (2.5-11).

É com um carinho todo especial que Paulo se despede dos seus queridos de Filipos (4.1-9).

Esboço:

Introdução - 1.1-11
A situação de Paulo - 1.12-30
A nova vida em união com Cristo - 2.1-18
Planos de Timóteo e de Epafrodito - 2.19-30
Conselhos e avisos - 3.1-4.9
Paulo e os filipenses - 4.10-20

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Violino




Para muitos músicos, um Stradivarius é considerado o violino perfeito. Cada parte de cada violino é entalhada a mão, e cada peça é montada com muito cuidado.

No entanto, apesar de sua beleza e qualidade, quando o instrumento é meramente observado, não tem vida. Nas mãos de um violinista, ele ganha vida. Quando o arco
toca as cordas, o ar dentro do corpo vibra. As vibrações se espelham pelo instrumento, que produz a pureza de tom pela qual o violino Stradivarius é famoso. Seu som pode encher uma grande sala de concerto e afetar a platéia como um todo.
O corpo humano também é uma obra de arte maravilhosamente projetada. Cada parte tem a sua função dentro do todo. No entanto, apesar de parecermos ocupados e cheios de energia, podemos não estar plenamente vivos.

A atividade pode encobrir um vazio perturbador.

No entanto, uma vez que nos colocamos nas mãos do Mestre, vibramos com vida nova. Isto se espalha por todo o nosso ser e flui para a nossa vida diária. Então
podemos afetar os outros mostrando-lhes a vida que Jesus dá.
Oração: Senhor, enche-nos com a Tua vida para que possamos levar a mensagem da vida aos outros. Em nome de Jesus oramos. Amém.


Cristo oferece a vida que flui de nós para transformar o mundo.


Que possamos ser um instrumento afinado por Deus, que nossos gestos, palavras, atitudes, pensamentos, possam estar dentro da vontade de Deus...

Esboços dos Livros da Biblia - 13


CARTA DE PAULO AOS ROMANOS

O apóstolo Paulo procurou anunciar a Boa-Notícia de salvação por todo o império romano. Por isso ele fez planos para visitar Roma, a capital do império, onde já havia uma igreja cristã. Dali ele pretendia seguir até a Espanha e esperava que os cristãos de Roma o ajudassem naquela viagem (15.22-24).

Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo. Na Carta aos Romanos aparece a mais completa e ordenada apresentação da mensagem de Paulo. Depois de saudar os leitores e falar do seu grande desejo de conhecê-los pessoalmente, Paulo anuncia a doutrina básica: o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todos os que o aceitam, pois "o Evangelho mostra que Deus nos aceita por meio da fé, do começo ao fim" (1.16-17).

Na primeira parte da sua carta (1.18-11.36), Paulo mostra que todos, judeus não-judeus, precisam da salvação, pois todos pecaram e estão afastados de Deus.
Depois Paulo mostra como Deus, por causa do seu grande amor, salva as pessoas que crêem em Jesus Cristo. Essas pessoas, libertadas do poder do pecado, agora têm uma vida nova, uma vida de paz com Deus e com os seus semelhantes.

Numa das mais bonitas passagens escritas por Paulo (cap. 8), ele descreve como é a vida que é governada pelo Espírito Santo e como é forte o amor de Deus, amor que é nosso por meio de Jesus Cristo, o nosso Senhor. Depois Paulo procura explicar a parte que cabe aos judeus e aos não-judeus no plano divino de salvação da humanidade.
Na segunda parte da carta, Paulo mostra como os cristãos devem tratar uns outros e quais são os seus deveres para com as autoridades. A carta termina com uma série de saudações pessoais e uma oração de louvor a Deus.

Esboço:

Introdução - 1.1-17
A humanidade precisa de salvação - 1.18-3.20
Como Deus salva as pessoas - 3.21-4.25
A nova vida em união com Cristo - caps. 5-8
O povo de Israel no plano de Deus - caps. 9-11
A vida cristã - 12.1-15.13

PRIMEIRA CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

Paulo escreveu esta carta aos cristãos da cidade de Corinto a fim de tratar vários e sérios problemas que tinham aparecido na igreja. O próprio Paulo havia fundado a Igreja de Corinto na sua segunda viagem missionária, quando passou dezoito meses naquela cidade (Atos 18.1-18). Os problemas eram a respeito de doutrinas e da vida cristã. A igreja tinha se dividido em vários grupos, e Paulo procura levá-los a resolver as suas diferenças e voltarem a ser unidos, como uma igreja de Cristo deve ser.

Os cristãos de Corinto haviam escrito a Paulo, pedindo a sua opinião sobre assuntos, e do capítulo 7 em diante Paulo diz o que pensa a respeito desses assuntos. Uma das questões mais discutidas era a respeito dos dons do Espírito Santo, e nos capítulos 12-14 Paulo trata desse assunto. É nesse contexto que aparece o "hino ao amor" (cap.13), uma das passagens mais conhecidas do livro. O capítulo 15 é uma bela apresentação da doutrina a respeito da ressurreição.

Além de questões a respeito de doutrinas, Paulo se preocupa também com a que ele está conseguindo para levar aos cristãos necessitados da Judéia. O apóstolo termina a carta com saudações pessoais.

Esboço:

Introdução - 1.1-9
Grupos na igreja - 1.10-4.21
Imoralidade e questões sobre o casamento - caps. 5-7
Relação entre cristãos e pagãos - 8.1-11.1
Problemas na igreja - 11.2-14.40
A ressurreição de Cristo e dos que crêem nele - cap. 15
A oferta para os cristãos necessitados da Judéia - 16.1-4

SEGUNDA CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

Paulo escreveu pelo menos quatro cartas aos cristãos de Corinto. Duas delas parte do Novo Testamento. Em 1 Coríntios 5.9-13 Paulo fala de uma carta que ele havia escrito antes de escrever 1 Coríntios; e em 2 Coríntios 2.3 e 7.8 ele faz referência a outra carta, que havia feito os leitores ficarem muito tristes.

As relações entre Paulo e os membros da igreja de Corinto pioraram depois eles receberam a carta de Paulo. Alguns dos elementos mais exaltados de Corinto estavam dizendo que Paulo não era realmente apóstolo e, portanto, não tinha autoridade para resolver os problemas da igreja. Paulo reage com firmeza e, nos capítulos 10-12, ele defende a sua autoridade como verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo.

Paulo trata de outros assuntos da vida cristã, inclusive a nova relação que Deus, por meio de Jesus Cristo, cria com as pessoas. Ele diz: "Deus nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos dá a tarefa de fazer que os outros sejam também amigos dele" (5.18).
Mais uma vez Paulo insiste na necessidade de ajudar os cristãos necessitados da Judéia (caps. 8-9). Apesar das suas palavras duras, Paulo termina a carta com palavras de amor e carinho.

Esboço:

Introdução - 1.1-11
Paulo e a Igreja de Corinto - 1.12-7.16
A oferta para os cristãos necessitados da Judéia - caps. 8-9
Paulo defende a sua autoridade como apóstolo - 10.1-13.10

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Biblia



NÃO PENSEIS QUE VIM REVOGAR A LEI OU OS PROFETAS; NÃO VIM PARA REVOGAR, VIM PARA CUMPRIR. PORQUE EM VERDADE VOS DIGO: ATÉ QUE O CÉU E A TERRA PASSEM, NEM UM I OU UM TIL JAMAIS PASSARÁ DA LEI, ATÉ QUE TUDO SE CUMPRA.
(Mateus 5.17,18)


POR QUE CRER NA BÍBLIA SE EXISTEM TANTOS OUTROS LIVROS SAGRADOS?

É do conhecimento de todos a existência dos vários livros chamados sagrados. Os cristãos dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, afirmando a autoridade única da Bíblia. Seria isso razoável? Em primeiro lugar, devemos abordar a idéia muito comum de que todos os livros sagrados são de igual valor e que todos eles são verdadeiros e divinos.

Seria lógico afirmar isso? Quando avaliamos os diversos livros vamos descobrir que muitas das idéias de um livro sagrado são absolutamente contrárias às doutrinas de um outro. Como podem os dois dizer a verdade? Com certeza, um deles está errado. A Bíblia, por exemplo, declara que Jesus Cristo é o único caminho para Deus (João 14.6); ou isso é verdadeiro, ou é falso. Diante de uma decisão sobre que livro seguir, há dez sérias razões pelas quais deve-se considerar a singularidade da Bíblia, o que indica a sua origem divina.

1. A história bíblica tem sido confirmada pela arqueologia.

2. A Bíblia convida-nos à verificação de seus fatos, em vez de criar um sistema religioso não passível de verificação.

3. As profecias bíblicas têm sido cumpridas na história humana.

4. A Bíblia afirma com clareza sua origem divina. Por mais de 400 vezes, lemos: "Assim diz o Senhor".

5. A Bíblia é o livro mais lido da história humana, inclusive em nossos dias.

6. O poder de atuação da mensagem bíblica é visto em qualquer povo, em qualquer época e em qualquer classe social.

7. A transformação de vidas pela mensagem bíblica é fato indiscutível.

8. Nenhum outro documento antigo foi tão bem preservado em relação aos documentos originais.

9. Sempre que os preceitos bíblicos foram aplicados em uma nação, essa foi abençoada com isso.

10. Nenhum outro livro pode ser equiparado à Bíblia na história humana.


(Bíblia de estudo esperança)

Esboços dos Livros da Biblia - 12


O EVANGELHO DE LUCAS

O Evangelho de Lucas apresenta Jesus não somente como o Messias prometido por Deus ao povo de Israel, mas também como o Salvador de toda a humanidade. Por isso a lista dos antepassados de Jesus vai até Adão, "filho de Deus" (3.23-38).
Logo no começo o autor diz por que motivo escreveu "a história das coisas que aconteceram entre nós" (1.1-4). Por essa razão ele dá importância ao nascimento e infância não só de Jesus como também de João Batista, aquele que veio antes de Jesus para anunciar a sua chegada.

Seguindo a mesma ordem em que os fatos aparecem no Evangelho de Marcos, o autor conta o trabalho de João Batista e o batismo e a tentação de Jesus. Em seguida, vem o trabalho de Jesus na Galiléia, onde ele ensina multidões, faz milagres, cura doentes e expulsa demônios. Este Evangelho salienta o amor de Jesus pelos pobres e
oprimidos, a gente humilde e desprezada.

Na casa de oração de Nazaré, no começo do seu trabalho na Galiléia, Jesus lê o texto de Isaías 61.1-2, que fala do Servo que Deus enviou para cuidar dos pobres, dos presos, dos cegos, dos maltratados. Por isso neste Evangelho aparecem os samaritanos, que eram desprezados pelos judeus; aparecem também cobradores de impostos, mulheres, crianças, viúvas, prostitutas. Aqui se encontram também algumas comparações feitas por Jesus que não aparecem nos outros Evangelhos, como, por exemplo, a do filho perdido, a do bom samaritano, a do rico tolo, a do rico e Lázaro. E há belas canções e orações de louvor, como as de Maria (1.46-55), de Zacarias (1.67-79) e de Simeão (2.28-32), que enfeitam este Evangelho e lhe dão uma beleza fora do comum.

O Evangelho de Lucas começa no Templo de Jerusalém, onde o anjo de Deus anuncia ao sacerdote Zacarias que ele e Isabel, a sua mulher, vão ter um filho (1.5-22), e termina também no Templo, onde os seguidores de Jesus passam o tempo todo louvando a Deus (24.53).

Esboço:

Apresentação - 1.1-4
Nascimento e infância de João Batista e de Jesus - 1.5-2.52
O trabalho de João Batista - 3.1-20
O batismo e a tentação de Jesus - 3.21-4.13
O trabalho de Jesus na Galiléia - 4.14-9.50
Da Galiléia até Jerusalém - 9.51-19.27
A última semana de Jesus em Jerusalém - 19.28-23.56

O EVANGELHO DE JOÃO


O Evangelho de João é diferente dos outros. Neste Evangelho Jesus é apresentado como a Palavra de Deus, o Verbo divino, que existiu desde a eternidade com Deus e que se fez um ser humano, mostrando assim o amor e a verdade de Deus. O autor diz que o propósito deste Evangelho é fazer que os leitores creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e que, por meio desta fé, tenham vida (20.31).

Na primeira parte do livro o autor trata principalmente dos milagres que fez. Esses milagres são sinais, isto é, eles mostram quem Jesus é e a razão por que ele veio ao mundo. O maior desses milagres é a ressurreição de Lázaro, pela qual Jesus mostra que ele é a ressurreição e a vida. Outros milagres demonstram que Jesus é o pão da vida, é a luz do mundo, é aquele que dá vida às pessoas e provam que ele recebeu autoridade de Deus para julgar todos os seres humanos.

A segunda parte deste Evangelho fala da ligação que existe entre Jesus e seus seguidores. Fala também dos ensinamentos que ele lhes deu e da promessa de que, depois que ele fosse embora, viria o Espírito Santo para ensinar-lhes toda a verdade a respeito de Jesus.

Esboço:

Introdução - 1.1-18

João Batista e os primeiros discípulos de Jesus - 1.19-51
O trabalho de Jesus na Galiléia e na Judéia - caps. 2-12
A última semana de Jesus em Jerusalém - caps. 13-19

ATOS DOS APÓSTOLOS

Atos dos Apóstolos é o livro que continua a história de Jesus e da Boa-Notícia do Evangelho, história esta que começa no Evangelho de Lucas. O autor conta como a mensagem de Cristo foi anunciada "em Jerusalém como em toda a região da Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra" (1.8).

Começando na terra dos judeus, o evangelho chega até Roma, a capital do império romano, tornando-se uma religião para o mundo inteiro, pois Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de todos.

Neste livro destacam-se duas pessoas: os apóstolos Pedro e Paulo. Pedro o trabalho cristão em Jerusalém e na Samaria (1.12-8.25) e também em Lida, Jope e Cesaréia (9.32-11.18). Do capítulo 13 em diante o livro fala especialmente de Paulo e das suas muitas viagens pelo império romano. Outros líderes são Estêvão, o primeiro mártir cristão; Filipe, que anunciou a Boa-Notícia ao oficial etíope; Barnabé, Timóteo e Silas, companheiros de Paulo; e Lídia, da cidade de Filipos.

Mas o papel principal é do Espírito Santo, pois é ele quem guia e os seguidores de Cristo nos trabalhos das igrejas e no serviço de anunciar a Boa-Notícia do Evangelho pelo mundo inteiro.

Esboço:

O começo da Igreja cristã - 1.1-2.42
1. A última aparição de Jesus e a sua ascensão - 1.1-11
2. A escolha do substituto de Judas - 1.12-26
3. A vinda do Espírito Santo - 2.1-42
O evangelho anunciado em Jerusalém - 2.43-8.3
O evangelho anunciado no resto do país e na Síria - 8.4-12.25
O trabalho missionário de Paulo - caps. 13-28
1. A primeira viagem missionária - caps. 13-14
2. A reunião em Jerusalém - 15.1-35
3. A segunda viagem missionária - 15.36-18.22
4. A terceira viagem missionária - 18.23-21.16

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mudança ao Redor


“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.” (Salmos 84:5-6 ARA)

Eu tenho o privilégio de conhecer muita gente boa, legal, agradável, positiva, otimista. Pessoas que alegram minha vida e dos demais ao seu redor. Mas infelizmente existem pessoas que parece que foram ungidas com óleo de urubu. Tudo é ruim, feio, deprimente, tudo vai mal, tudo vai piorar. Este salmo elogia e abençoa aquele que faz do vale árido um manancial. É destes que eu quero ser, não dos contrários.

Não podemos nos furtar de tentar entender o que significa isso. Eu gosto sempre de pensar em aridez e deserto como algo que está estragado. Não necessariamente algo morto, mas algo que está sem vida naquele momento, desprovido de nutrientes e de água. Mas algo que pode ser fertilizado e irrigado para produzir vida e vida em abundância. Seja no sentido literal ou espiritual, todo deserto é acima de tudo um desafio a ser vencido para aperfeiçoamento ou morte.

Se olhar para o vale árido como um monte de areia seca, dali não sairá nada mais do que pó. Assim são as almas de tantos que se perdem, os empregos de alguns, os relacionamentos familiares de tantos, as esperanças de outros tantos. Seja bem-aventurado (abençoado) transformando os secos em mananciais. Olhe para estas vidas de alma arenosa e sem vida, e faço disso um manancial. Semeie para que ali brotem águas intermináveis e abundantes.

Olhe para relacionamentos que não têm mais o que render, que parece que já foram expremidos e prensados, exauridos à sequidão total. Olhe para eles e veja com os olhos da fé um manancial, derramando vida. Invista neles, aposte neles, semeie neles.

Olhe para vidas desesperançadas e apresente a elas a esperança das esperanças. Uma vida que vale a pena é algo que transforma um vale seco em um rio. Vamos?

“Deus, tem tanta gente que ainda precisa de Ti, que não te ama e não te conhece na intimidade. Eu quero ser alguém que faz destas vidas secas um rio de Deus.”

Mário Fernandez

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