"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

José na casa de Potifar



Texto: Gn. 39.1-23

A realidade de José era bem diferente dos seus sonhos, mas ele continuava
fiel ao Senhor.

1- José demonstrou compromisso pessoal com Deus.
Estando longe da sua terra e da sua família, José não tinha quem o vigiasse no que se refere
ao seu comportamento, mas ele continuava fiel, pois tinha uma experiência pessoal com Deus.

2- José viveu uma contradição: um servo de Deus servindo a um ímpio.
Isto pode parecer inaceitável, contrário à expectativa e ao conceito de prosperidade,
mas José não reclamou. No futuro tudo seria corrigido pois ele se tornaria governador.

3- José foi um escravo exemplar.
Ele poderia viver revoltado e fazer as coisas de qualquer maneira, mas trabalhava com excelência
(Ef.6.5-8). O servo de Deus precisa fazer o melhor onde quer que esteja: na escola, no trabalho, em casa, etc.
Quem é fiel no pouco será fiel no muito (Lc.16.10).

4- José foi um escravo próspero.
Isto não combina com alguns conceitos de prosperidade. Ser próspero é ser bem sucedido,
mesmo que não sejamos ricos. José seria também um prisioneiro próspero e exemplar.

5- José resistiu à tentação.
O pecado poderia colocar tudo a perder. José poderia morrer antes de chegar ao governo.
Mas isto não aconteceu. Ele resistiu. Sendo homem, fugiu de uma mulher. Isto é contrário à
mentalidade mundana. Hoje, sua masculinidade seria questionada. José foi fiel a Deus.

6- José sofreu uma injustiça.
Ele foi acusado de adultério e Deus não interferiu para impedir sua prisão injusta.
É provável que ele tenha orado, mas Deus não respondeu. Por quê? A prisão fazia parte
do caminho para o palácio.

7- Deus estava com ele.
Este foi o segredo da vitória de José. Caminhando com Deus, José chegou ao palácio do Egito.
Precisamos andar com Deus para alcançarmos vitória e chegarmos ao céu.

O Jovem Rei Amom



"Tinha Amom vinte e dois anos quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém... E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor, como fizera Manassés, seu pai. Porque andou em todo o caminho em que andara seu pai, e serviu os ídolos... Assim, deixou ao Senhor, Deus de seus antepassados, e não andou no caminho do Senhor. E os servos de Amom conspiraram contra ele e o mataram." (II Reis 21.19-23).

Amom tinha apenas vinte e dois anos de idade e já era rei. O que mais um jovem poderia querer? E se quisesse mais alguma coisa, tudo estava ao seu alcance: riquezas, mulheres, prestígio, honra, etc. Talvez muitos jovens desejariam estar em uma posição como aquela. Amom poderia muito bem ser considerado, sob o ponto de vista mundano, um homem realizado, bem sucedido. Entretanto, o texto nos diz que Amom fez o que parecia mal aos olhos do Senhor e deixou o caminho de Deus. De que adianta ter tudo na vida e não servir a Deus? Como disse Jesus: "De que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?" Qual será a vantagem de conseguirmos tudo o que o coração e os olhos desejam se, ao mesmo tempo, deixamos de fazer a vontade de Deus ou ignoramos a sua pessoa?

O rei Amom preferiu abandonar ao Senhor e seguir aos ídolos. Ele achou que, sendo rei, poderia fazer o que quisesse. Muitos têm essa atitude hoje e dizem: "Eu faço o que quero, e ninguém tem nada com isso." Amom se esqueceu de que existe um Rei nos céus e que todos nós somos seus servos. A conseqüência veio logo. Seu reinado durou apenas dois anos. O rei foi assassinado. O Diabo está oferecendo uma "boa vida" para todos. É verdade que ele pode dar algumas coisas e alguns prazeres. Entretanto, a duração disso é muito pequena. No caso de Amom, foi apenas dois anos. Às vezes, as pessoas pensam em "aproveitar" a vida e buscar ao Senhor apenas na velhice. Amom morreu aos vinte e quatro anos. Não teve a oportunidade de envelhecer. O tempo de buscar ao Senhor é hoje.

A Bíblia nos apresenta um balanço da vida desse rei. As cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, também apresentam esse tipo de análise. O Senhor mostra ali aspectos positivos e negativos daquelas igrejas. Sobre Éfeso, ele diz: "Conheço as tuas obras, teu trabalho, tua paciência... Tenho, porém, contra ti, que deixaste o teu primeiro amor." (Apc.2). Da mesma forma, haverá uma avaliação da vida de cada ser humano que passou pela terra. Vemos naquele texto, aspectos positivos da vida de Amom, mas os aspectos negativos foram muito mais significativos. Seu êxito material foi o máximo, mas seu fracasso espiritual também foi absoluto. De que adiantará chegarmos diante de Deus com uma lista das nossas realizações financeiras, culturais, sociais, sentimentais, se desprezamos o caminho do Senhor e não cumprimos a sua vontade?

Esse é um tema para nossa reflexão, afim de fazermos um ajuste em nossas prioridades. Primeiro o reino de Deus, sua vontade, seu caminho; depois, as outras coisas, desde que elas não venham a nos tirar da presença do Senhor.

O Diabo nos oferece um reino terreno e passageiro, como ofereceu ao próprio Jesus (Mt.4). Deus, porém, nos oferece um reino eterno e inabalável. Podemos até ser desprezados nesse mundo ou mesmo deixar de ter tantas coisas que gostaríamos, mas aguardamos um novo céu e uma nova terra, onde receberemos do Senhor nossa recompensa eterna.

Anísio Renato de Andrade

Quem é generoso progride na vida


“Quem é generoso progride na vida; quem ajuda será ajudado.” (Provérbios 11:25 NTLH)

Ouvi há pouco tempo de um dos pastores mais bem-sucedidos deste tempo que o mundo não precisa mais de exemplos de prosperidade, mas ainda carece muito de exemplos generosidade. Concordo totalmente com ele.

Pois no momento em que dar é melhor que receber, não precisamos querer ganhar tanto. Se estamos neste mundo como peregrinos, não precisamos acumular tanto. Se encaramos tudo como perda por causa de Cristo, podemos ter menos e dar mais.

A maioria dos membros de igrejas cristãs, não vou entrar no mérito se convertidos ou não, não entendeu esse recado. E se eu fosse para o meu chefe para pedir aumento dizendo “chefe, meu missionário na África precisa de mais recursos, por favor aumente 15% meu salário”. E se eu, quando tiver lucro nos meus negócios, comemorasse dizendo “aleluia, mais 35 refeições para nossa creche”. E se, em vez de trocar de carro agora, eu esperasse mais um ano e abençoasse alguém?

Não estou pregando voto de pobreza nem espírito de miséria, mas equilíbrio. Generosidade não é passar fome para atender aos demais, mas tem muito a ver com não deixar os outros passando fome se posso atender. O texto diz que o generoso progride, em algumas traduções usa palavras como “prosperará” e em outras “engordará”. O sentido é o de repartir o que tem com quem não tem.

Generosidade deve ser amar mais às outras pessoas do que às coisas que possuo, inclusive dinheiro. Não preciso ter limite para meus ganhos, mas preciso ter limite para quanto preciso para viver - generosidade acima da ganância. Preciso ter limite sobre o preço cobrado para ganhar mais - santidade acima da ganância.

Afinal, se é dando que se recebe, ter bom coração (generoso) quase é algo egoísta. Só não conte com Deus para fazer barganha, Ele não é disso.

“Pai, eu quero ser mais generoso do que sou, suprindo os necessitados com o que puder. Ensina-me a ser como Jesus, que nem duas túnicas tinha.”

Pr Daniel Nunes Romero

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Noé...


NOÉ, ANTES DO DILÚVIO

(Gênesis 5.28 – 7.12). Vamos voltar na história. Havia passado 1.536 anos depois da criação de Adão. Adão já tinha morrido há 606 anos. Como os homens e mulheres viviam muitos anos e tinham muitos filhos e filhas, certeiramente havia milhões de pessoas sobre a terra.

Essas pessoas desenvolveram civilizações avançadas, mas havia um problema terrível. Todos herdaram o pecado de Adão, que ele tomou para si no jardim do Édem. Tornavam mais pecadores continuamente e pensavam em coisas perversas todo o tempo, fazendo que a terra se enchia de violência.

Enquanto Deus olhou para essa cena má, disse, "Vou destruir toda a carne que existe sobre a terra com um dilúvio". Deus decidiu, porém, salvar algumas poucas pessoas para repovoar a terra. Deus estava planejado isso por gerações, e tinha um homem que Ele tinha guardado para essa tarefa ainda antes do seu nascimento, e tinha cuidado justamente para esse propósito. O nome desse homem era Noé. Deus cuidou que os antepassados de Noé tinham se casado apenas com a linhagem sanguínea de Sete. Então, Noé vinha de gerações puras, pois achou graça aos olhos de Deus.

Noé teve três filhos: Sem, Cão e Jafé. O plano de Deus era salvar esses quatro homens e suas esposas para povoar a terra depois do dilúvio. Então, Deus instruiu Noé a construir uma arca com madeira de gofer. Essa grande embarcação carregaria Noé, seus filhos e amostras de todos os animais que viviam sobre a terra, durante o dilúvio. A arca teria 137 metros, quase um quarteirão e meio. Teria 23 metros de largura por 14 metros de altura. Tão alta quanto um prédio de quatro andares.

Deus disse a Noé para começar a construção quando tivesse 480 anos, aproximadamente 20 anos antes de nascer seus filhos e disse-lhe que teria 120 anos para construir essa grande embarcação antes que o dilúvio viesse.
Quero repetir uma verdade que é óbvia nas Escrituras. Noé não recebeu graça por causa de seus feitos, mais ele os fez porque Deus tinha dado a Noé essa graça.

NOÉ E O DILÚVIO

(Gênesis 7 e 8). Saltamos no tempo para 1.656 anos depois da criação de Adão. A terra estava repleta de violência por causa da iniqüidade do homem. Deus tinha avisado que destruiria a terra com um dilúvio, mas poucas pessoas creram nisso, porque nunca tinha chovido sobre a terra. A terra tinha sido molhada até então apenas por uma garoa.

Houve um homem chamado Noé que acreditou em Deus. Trabalhou durante 120 anos construindo um grande navio ou barco chamado arca, até que a concluiu. Noé tinha agora 600 anos e, certo dia, Deus disse: "Noé, pegue tua família e todos os animais como eu tenho ordenado e coloque-os na arca, porque daqui a sete dias mandarei um grande dilúvio". Então Noé foi trabalhar. Pegou catorze representantes de todos os animais e aves limpos, sete machos para sete fêmeas e os colocou na arca. Pegou também quatro representantes de cada animal não limpo e os pôs na arca, dois machos para duas fêmeas. Esse trabalho demorou sete dias e, quando terminou, Deus fechou as portas da arca e a selou.

Fora da arca os relâmpagos começaram a reluzir e o trovão começou a rugir. A chuva caiu em abundancia e a água subiu da terra. Havia água em todo lugar. A chuva caiu por quarenta dias e quarenta noites continuamente até que todas as montanhas estivessem cobertas e tudo na terra tivesse morrido. A terra ficou sob água por 150 dias, e depois a água começou a baixar.

Então, certo dia, Deus ordenou que a água começasse a secar, infiltrando-se na terra. Noé soltou um corvo e um pombo. O pombo retornou, então Noé sabia que havia ainda muita água para sair da arca. Na segunda vez, o pombo retornou com uma folha de oliveira. Na terceira vez, não retornou. Então Noé soube que a terra estava seca. Ao todo Noé ficou na arca um ano e dez dias.

História do Lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que é um hipócrita?



Um hipócrita é uma pessoa que finge e exibe uma religião sem servir a Deus de coração. Mateus 23 fala do povo que limpava o exterior da taça mas deixava o interior sujo. Eles eram como sepulcros caiados, que pareciam belos e adornados, mas por dentro estavam cheios de ossos de mortos e imundície. Jesus disse, "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e iniqüidade" (Mateus 23:28). Há muitos religiosos hipócritas, homens que tentam impressionar os outros com uma fina camada externa de santidade, mas se o interior for visto, ali há pensamentos impuros e motivos impróprios. A religião hipócrita não alcança favor diante de Deus.

Por outro lado, alguns crêem que evitar a hipocrisia justifica o pecado. Eles serão abertamente irreligiosos e pecaminosos, dizendo que não são hipócritas quanto a isso, e que não vão afirmar ser o que não são. De algum modo enganam a si mesmos ao pensarem que há algum mérito especial no pecado aberto. Certamente, não se deve louvar alguém quando ele não tem bastante desejo de agradar a Deus para, pelo menos, servi-lo exteriormente. É errado ser pecador por dentro enquanto se reveste de uma aparência externa de retidão. Mas não é nada melhor deixar a demonstração e ter um exterior pecaminoso também. O homem tem que limpar o interior e o exterior, tanto um como outro.

"Que Sabedoria é Essa?"



Jeremias capítulo 8 descreve os motivos de Deus em castigar o povo de Jerusalém. Através deste profeta fiel, Deus condenou o povo por desviar da verdade, seguindo os falsos ensinamentos dos líderes religiosos. Esses líderes e seus seguidores cegos se exaltavam, dizendo: "Somos sábios, e a lei do SENHOR está conosco" (8:8). A mesma coisa continua acontecendo hoje. Há muitas pessoas religiosas que se acham seguras na sua confiança nas doutrinas dos homens. Acreditam que estão salvas, e que estão em comunhão com Deus. Mas, se a palavra que guia suas vidas não é de Deus, tais sentimentos de segurança não passam de auto-engano.

Deus respondeu aos "sábios" de Jerusalém: "Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria é essa que eles têm?" (8:9). Havia em Jerusalém pessoas cultas e bem informadas na sabedoria do homem. Algumas dessas pessoas conheciam bem as palavras das Escrituras, mas não as aplicavam na vida. Estudavam para achar maneiras de "jeitosamente" rejeitar a palavra de Deus (Marcos 7:9). Desafiaram ousadamente os fiéis servos de Deus e conseguiram enganar muitas pessoas, mas não tinham poder para mudar a palavra do Senhor (veja o exemplo de Hananias em Jeremias 28).

Muitas pessoas, hoje em dia, confiam nas afirmações ousadas de líderes religiosos. Como filhotes de passarinhos que deixam as mães escolher e mastigar sua comida, algumas pessoas confiam em pastores e padres para escolher e preparar seu alimento espiritual, e engolem tudo sem examinar nada. Essas pessoas esquecem que a salvação é individual. Quem segue os enganadores também será perdido. O próprio Jesus disse: "Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco" (Mateus 15:14).

­por Dennis Allan

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