"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Jó - capítulos 1, 2 e 42

Jó é um personagem de profundo interesse para o cristão e um exemplo notório para a humanidade em geral. É mencionado em outros dois livros da Bíblia, Ezequiel (14:20) e Thiago (5:11). Para aprendermos a respeito desse personagem, entretanto, devemos estudar o livro escrito sobre ele.

As três principais figuras do livro são Deus, Satanás e Jó. O livro se inicia com Satanás difamando Jó, alegando que servia a Deus somente por causa da sua prosperidade e que não tinha amor por Ele. Deus permitiu que Satanás levasse todas as suas riquezas e seus filhos. Jó não entendeu, ainda assim confiava em Deus. Satanás, então, tomou a saúde de Jó e lançou-lhe uma dolorosa aflição, cobrindo-o com úlceras malignas, até que a própria esposa de Jó disse-lhe que amaldiçoasse a Deus e morresse.

Os amigos de Jó vieram e apenas sentaram-se ao seu lado, fitaram-no durante dias, e, então, quando falaram, acusaram-no de pecados secretos. Jó negou tudo com veracidade. Sabia que a aflição estava na mão de Deus, mas não entendia o por quê de tudo. Enunciou a profunda necessidade do homem de possuir um mediador entre si e Deus (Jó 9:32). Falou sobre sua fé em um Salvador vivo, sobre a ressurreição do Salvador, vindo à terra, e também sobre a sua própria ressurreição (Jó 19:25-27). Compreendia tudo isso e se alegrava, porém seu coração clamava "por que essa aflição". Esse questionamento é uma acusação contra a justa soberania de Deus.

Finalmente, nos capítulos 38-41, Deus conversa com Jó dentro de um redemoinho. Explica a Jó, em essência, que o homem não pode conhecer as obras de Deus e não tem direito de questioná-las. No último capítulo, Jó arrepende-se da justiça própria de um homem bom. Agora, entendendo Deus, sabe que os melhores homens não são nada (Jó 42:1-6). Depois disso, Deus deu-lhe de volta sua saúde e muito mais do que tudo o que possuía antes.

Devemos aprender deste livro, entre outras coisas, a não questionar Deus. Seus métodos não são como nossos métodos, porém, Seu conhecimento e Sua ação são perfeitos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Recolhendo As Penas


Tem uma história de uma família que era muito fofoqueira e maledicente. Esta família era numerosa na Inglaterra por volta de 1920 e eram considerados dentro da Igreja e na sociedade conservadora daquela época de fofoqueiros inveterados. Dizia-se que desde o mais novo até o mais idoso todos gostavam de falatórios.

Por aquele tempo passou pela cidade um pregador muito conhecido e ao chegar à cidade foi logo saudado e recebido pela tal família maledicente. Tendo de passar ali por duas semanas logo o bom pregador percebeu o ponto fraco e ao mesmo tempo o pecado ali praticado. Conta-se que só o fato de ter ficado naquele lar serviu de protesto para muitos incrédulos não participarem das conferências espirituais.

O convidado ficava a maior parte do templo calado quando sentados para refeição começava-se aqui uma critica, ali uma palavra mais preconceituosa e logo maldades. Ele aguardava sabiamente o momento para ensinar algo importante que faltava aquela família religiosa.

Os dias foram passando e não houve nenhuma oportunidade para que o ensino corretivo fosse compartilhado. O pregador teve então uma idéia. Quando de sua chegada orgulhosamente a dona da casa falou ao pregador que ela tinha preparado junto com sua mãe um travesseiro muito especial que seria dado ao final das conferências para ele levar para sua casa. Era um travesseiro muito macio e precioso feito com penas de gansos Irlandeses. A princípio ele ficou por demais lisonjeando com a demonstração de hospitalidade e carinho, mas não resistiu a idéia do ensino.

Dois dias antes do termino dos trabalhos na Igreja local ele disse a toda família na segunda-feira gostaria de orar poderosamente por esta família e disse que o encontro seria no alto do monte na entrada da cidade e que ele fazia questão que todos estivessem ali para oração.

No dia marcado lá foram todos com auxilio de charretes e carroças para o alto do monte. O pregador além de sua bíblia trouxe também o precioso e valioso presente recebido o travesseiro. Quando chegou ao topo ele leu o texto na bíblia que dizia: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”.

E acrescentou que sentia muito honrado com a hospitalidade, mas muito incomodado com as maledicências. Dito isto ele pegou a sua bíblia enorme cheia de papeis e anotações e pediu para que um garoto bem pequeno a segurasse e tomando um canivete rasgou o travesseiro e jogou para fora todas as penas aos poucos, ao que o vento se encarregava de espalhar para muito, muito longe. Todos focaram chocados, as crianças se divertiram. Depois com o saco vazio nas mãos ensinou: Quando falamos mal de alguém, quando praticamos maledicências espalhamos penas do alto de um monte e a única maneira bíblica de restituirmos o que saiu de nossas bocas seria o trabalho impossível de recolher as penas de volta para o travesseiro. E mesmo se conseguíssemos tal façanha o travesseiro jamais seria o mesmo. Um silêncio piedoso envolveu a todos principalmente os mais velhos. O temor do Senhor se fez muito forte no alto daquele monte.

O pregador se despediu agradecido e se foi montado em seu cavalou de volta para o norte da Inglaterra e conta a história que jamais voltou ali naquela cidade.

Amados cuidem de suas palavras, cuidem de sua postura cristã, seja pronto em ouvir e tardio para falar.

O apóstolo Tiago disse que um grande incêndio em uma floresta sempre começa com uma pequenina fagulha.

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”. Efésios 4.29.

Jeremias



Jeremias 1, Jeremias 8:1-9:1

Jeremias foi um grande profeta, sendo muito semelhante a Isaías. Foi chamado por Deus quando era apenas uma criança (Jeremias. 1:4-8). Iniciou seu ministério treze anos depois de Josias (o último rei justo de Judá, neto de Ezequias) começou a reinar. Isso ocorreu aproximadamente sessenta anos depois do fim do ministério de Isaías. Foi durante o declínio final da nação de Judá e o primeiro ano de sua escravidão na Babilônia que Jeremias profetizou e lastimou por ela.

Jeremias contribuiu dois livros para a Bíblia: Jeremias e Lamentações. A palavra lamento, da qual vem o nome Lamentações, significa lastimar ou entristecer-se. Assim foi a vida de Jeremias. É chamado de profeta da lamentação, observe Jeremias 9:1. Lastimava porque viu os pecados de seu povo, e anteviu o julgamento de Deus sobre eles. Jeremias previu que os homens jovens morreriam na batalha e que as mulheres jovens seriam levadas para serem escravizadas. Viu a santa cidade Jerusalém poluída, as muralhas derrubadas, os portões queimados e os Gentios caminhando nela como se fosse um parque público, e seu coração se partiu (Lamentações 1:1-3 e 1:10-12). Constatou ainda que isso tudo ocorreu porque o povo de Deus havia profanado coisas sagradas.

Jeremias estava dividido entre a sua lealdade a Deus e o amor a seu povo. Encheu-se de compaixão quando o viu sofrendo. Sabia porém que o julgamento de Deus contra o povo era justo. Enquanto os judeus o odiavam por ter dito a verdade sobre a razão de sua escravidão, os Gentios o odiavam por profetizar a libertação futura de Israel e Judá e a sua derrota. Sua compaixão foi respondida com perseguição e seu grande amor com prisão.

Apenas Deus amou e compreendeu esse profeta solitário mas fiel. Qual recompensa devera estar na gloria, pois, apesar de o mundo não entender ou não se importar, Deus nunca deixa seus trabalhadores fiéis sem recompensa.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Pedra Angular


AINDA NÃO LESTES ESTA ESCRITURA: A PEDRA, QUE OS EDIFICADORES REJEITARAM, ESTA FOI POSTA POR CABEÇA DE ESQUINA; ISTO FOI FEITO PELO SENHOR E É COISA MARAVILHOSA AOS NOSSOS OLHOS?”.
Marcos 12.10-11


A mensagem de Jesus sempre foi recheada de ensinos ilustrados por parábolas, onde usava imagens do dia a dia dos seus ouvintes, para que eles pudessem ter um entendimento mais fácil do que dizia. Todas as pessoas sabiam que nas construções da época de Jesus, sendo as casas feitas de pedras, existia sempre uma pedra chamada de remate, ou angular, que dava sustentação a edificação.

Trazendo esta analogia para nossa vida espiritual, a pedra angular que dá sustentação à nossa vida espiritual é Jesus Cristo. Sem Ele a nossa vida espiritual não tem o menor sentido e nem haverá nenhuma possibilidade de construirmos algo verdadeiro, que possa ser inspirada e abençoada pelo Senhor. A nossa vida espiritual não pode estar fundamentada em nós mesmos, nas nossas emoções, na igreja em que congregamos, nas obras, ministérios ou em qualquer coisa que façamos. Precisamos estar firmados na Rocha eterna, pois como santuários do Espírito Santo, Pedras Vivas do Senhor, não há como construir este santuário e nem nos mantermos firmes na obra que Ele nos confiou, se esta pedra angular não nos sustentar.
Nossa espiritualidade, nossa fé e toda nossa vida devem estar sob a segurança do Senhor Jesus. Ele mesmo nos pediu para que permanecêssemos n’Ele, pois só assim daríamos muitos frutos. É através d’Ele que a nossa fé começa, pois foi Ele que nos escolheu; é através d’Ele que a nossa fé foi afirmada, pois na cruz do calvário Ele nos redimiu; é através d’Ele que a nossa fé será consumada, pois Ele voltará para buscar seu povo. A pedra angular que sustenta a nossa vida e nos inspira a agir conforme a sua vontade. É a pedra que muitos rejeitaram e ainda rejeitam, mas que consegue transformar a nossa existência, renovando a nossa natureza e tornando-nos pedras vivas no santuário do Senhor.

Ezequias


II Reis 18:1-12, II Reis 19 e 20

Ezequias foi rei de Judá durante 29 anos aproximadamente. Seu reino começou por volta de setecentos anos antes de Cristo. É um rei memorável, pois foi obediente a Deus em sua vida pessoal e em seu governo. Derrubou a adoração a ídolos, quebrou imagens, cortou os bosques, etc. Destruiu também a serpente de bronze feita por Moisés, pois as pessoas haviam começado a adorá-la como um Deus. (Números 21)

Ezequias construiu um açude e transportou água para as áreas necessitadas (II Crônicas 32:30 e II Reis 20:20). Conduziu Judá sabiamente em batalhas contra seus inimigos, os Filisteus e os Assírios. Senaqueribe, rei da Assíria, era seu grande inimigo mas, por causa da liderança de Deus, Ezequias sempre conseguiu derrotá-lo. Enquanto Israel estava entrando na escravidão Assíria por causa de seus pecados, Judá estava desfrutando de revitalização e prosperidade devido à capacidade e à liderança conduzida por Deus de Ezequias.

Isaías era o profeta leal de Deus nos dias de Ezequias, e Ezequias era sempre atento a buscar nele a palavra de Deus e acreditar em suas profecias. Certa ocasião, quando Ezequias estava muito doente, Deus enviou Isaías para lhe dizer que morreria. Ezequias não tinha medo de morrer, mas preocupou-se pela liderança de seu povo, então chorou e orou, e Deus enviou Isaías para lhe dizer que seriam acrescentados quinze anos a sua vida. O que fez ele ser um grande rei foi que liderou seu povo e resistiu aos inimigos de Deus não com sua própria sabedoria e força, mas com a Deus. Judá estava sendo atacado constantemente durante a sua vida, mas não apenas sobreviveram como também prosperaram.

Quando morreu, seu filho Manassés e seu neto Amom reinaram perversamente e de maneira corrupta. Embora tenha existido outro rei íntegro (Josias, que começou a reinar com oito anos), não houve ninguém como Ezequias. Sendo assim, Judá, assim como Israel, foi logo levada à escravidão, em parte como resultado de liderança fraca e pecaminosa.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O dIa



“Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.” (Filipenses 1:6 ARC)

A gente esquece das coisas que Deus fez com tanta facilidade! Num dia é “aleluia, estou salvo” e na semana seguinte “como esse pastor prega mal” ou “onde essa igreja enfia tanto dinheiro?” Parece que, se Deus interrompesse o processo de aperfeiçoamento, muitos (e me refiro a muitos mesmo) voltariaM para a lama. Não bastasse aqueles que nunca mudam de hábitos, ainda temos alguns que parecem apenas trocar seus pecados de embalagem.

Nenhum de nós é pefeito e nossas imperfeições têm diferentes nomes e consequências. Isso não é importante. O que realmente importa é se hoje sou um cristão melhor que ontem e se estou disposto, íntima e sinceramente, a amanhã ser ainda melhor. Quando digo melhor me refiro a vencer vícios, sejam eles grandiosos ou simples como a famosa “mentirinha”. Refiro-me a deixar de lado costumes inconvenientes, como a fofoca e a grosseria. É ser fiel e leal com suas lideranças, honrando-as mesmo naqueles momentos em que não merecem (não apenas não parecem merecer mas não merecem mesmo).

Ser cristão é ser uma obra inacabada de propósito. É olhar para frente e dizer “não cheguei ainda mas chegarei” e persistir no caminho da santidade. A boa obra em nós começada continuará sendo aperfeiçoada, mas nós temos uma parcela de participação nisso. Precisamos, sim, buscar a Deus, orar, vencer desafios de caráter, desenvolver uma conduta mais e mais santa.

Não sabemos quando será o dia de Cristo. Pode ser ainda hoje, pode ser no dia em que você ler esta devocional e pode ser que partamos todos nós, desta geração, antes que Ele venha. Não sabemos. Temos indícios e tudo indica que será breve, mas o fato é que não sabemos. Assim sendo, o que nos resta é cumprir a nossa parte e continuar sendo aperfeiçoados continuamente. A obra não está pronta, isso é certo.

“Pai, obrigado por não desistir de mim e nunca interromper o processo de aperfeiçoamento sobre a minha vida. Ensina-me a caminhar em aperfeiçoamento constante.”

Mário Fernandez

Isaias


Isaías 6, Isaías 53

Por volta de 758 a.C., pouco antes do reino de Ezequias, Deus chamou um de seus maiores profetas de todo tempo, Isaías. Foi chamado em um momento de grande desordem, quando Israel estava caminhando para a escravidão devido a seu pecado e Judá teria o mesmo destino em breve. Sua sentença havia sido temporariamente adiada graças à liderança de alguns homens como Ezequias e pela graça de Deus.

As profecias de Isaías cobrem, talvez, a mais vasta variedade de assuntos de qualquer profeta maior. Revela o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7:14), a crucificação de Cristo (Isaías 53); profetiza a cegueira e a escravidão de Israel; fala da desolação da terra prometida a que Deus os conduziu e da destruição de Jerusalém. Fala do retorno do povo da escravidão, dos julgamentos posteriores de Deus sobre aqueles que rejeitaram Cristo e das centenas de anos de desolação que os seguiriam. Fala sobre o retorno de Cristo no restauração final e sobre o milênio do reino de Cristo, quando a paz cobre a terra (Isaías 11).

Isaías não foi escolhido e chamado por Deus porque era bom ou forte, mas, ao contrário, porque era fraco e indigno (Isaías 6:6-8). Não apenas isso, mas não deveria ser amado e respeitado por seus companheiros israelitas. É verdade que o rei Ezequias o amava e buscava seu conselho, mas muitos homens odiavam-no porque profetizava contra os seus reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Quando pense nesse profeta, nunca se deve pensar em um pregador feliz, bem quisto e popular, mas em um homem que era preocupado por seu povo, dedicado a seu Deus e odiado por sua posição e pregação. Entretanto, considere a perda que haveria nas escrituras, tanto no Novo quanto no Velho Testamento, sem as contribuições de Isaías.

Todo estudioso da Bíblia deve ler cuidadosamente e com freqüência o livro de Isaías. Certamente, nenhum livro do Velho Testamento contrasta tão perfeitamente o terrível julgamento de Deus sobre o pecado e a esperança perfeita que temos em Cristo Jesus.

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