"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Batismo



Batismo é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo. Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé. Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).
O batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação – não um requisito para a vida eterna. Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos. O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.


Batismo significa mergulhar ou imergir. .

O BATISMO DE JESUS

Este fato marcou o início do ministério de Jesus. Alguns estudiosos discutem o fato de João Batista, ter batizado Jesus. Entretanto, o propósito e significado do batismo de Jesus permanecem controversos. João Batista proclamava que o reino dos céus estava próximo e o que o povo de Deus deveria se preparar para a chegada do Senhor através da renovação da fé em Deus. Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e prática do bem. Assim sendo, por que Jesus foi batizado? Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento proclama (II Coríntios 5:21; Hebreus 4:15; I Pedro 2:22), por que se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão dos pecados? Os Evangelhos respondem.

O EVANGELHO DE MATEUS

O relato de Mateus sobre o batismo de Jesus é mais detalhado do que o de Marcos. Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), que foi persuadido somente depois de Jesus lhe ter explicado: “Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.” (Mateus 3:15). Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus era necessário para cumprir a vontade de Deus.
Tanto no Velho como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo. Por isso o Messias pode ser chamado de “O Senhor é nossa justiça” (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5). Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo. Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus é apresentada na forma de uma declaração pública. Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

O EVANGELHO DE MARCOS

Marcos apresenta o batismo de Jesus como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério. Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11). A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, – “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”(Marcos 1:11) – aproxima duas importantes referências do Velho Testamento.
A messianidade de Jesus é apresentada de uma maneira totalmente nova, na qual o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo Sofredor do Senhor (Isaías 42:1). A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo. No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.

O EVANGELHO DE LUCAS

Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22). Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério. O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência. Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Velho Testamento. Em seu batismo, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus O havia chamado. Em seguida a sua tentação (Lucas 4:1-13), Jesus entrou na sinagoga e declarou que havia sido ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21). Que o Espírito se fez presente no Seu batismo para ungi-lo (Atos 10:37-38).
Em seu relato, Lucas tentou identificar Jesus com as pessoas comuns. Isso é visto no berço da história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20) e através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo. Assim, Lucas via o batismo como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar. Somente alguém que era semelhante a nós poderia se colocar em nosso lugar como nosso substituto para ser punido com morte pelo pecado. Jesus se identificou conosco a fim de mostrar Seu amor por nós.
No Velho Testamento o Messias era sempre inseparável do povo que representava (veja Jeremias 30:21 e Ezequiel 45-46). Embora o “servo” em Isaías seja algumas vezes visto de maneira conjunta (Isaías 44:1) e outras vezes como indivíduo (Isaías 53:3), ele é sempre visto como o representante do povo de Deus (Isaías 49:5-26), assim como o servo do Senhor. Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo.

O EVANGELHO DE JOÃO

O quarto Evangelho não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Jesus (João 1:32-34). O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo; João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus. João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36). João Batista descreveu Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). O paralelo do Velho Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do “servo do Senhor” (Isaías 53: 6-7). É possível que “Cordeiro de Deus” seja uma tradução alternativa da expressão aramaica “servo de Deus”.
A idéia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco do quarto Evangelho. Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS
Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo para capacitá-lo a fazer a obra de Deus. Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo. Essas idéias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus. Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo. No seu batismo Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas; Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus. Seguimos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus.

Neemias



Neemias - capítulos 1,2 e 13

Isaías e Jeremias profetizaram que o povo de Deus entraria em cativeiro. Predisseram também que o povo retornaria à sua terra depois de um determinado período de tempo. Daniel entendeu que esse período de cativeiro seria de setenta anos (Daniel 9:2). Depois desses setenta anos terem terminado, Deus moveu o coração de um homem corajoso e justo para conduzir a reconstrução de Jerusalém. O nome desse homem era Neemias.

Neemias recebeu uma mensagem de que a casa de seus pais estava em ruínas, que as muralhas foram quebradas e os portões queimados. Seu coração se partiu e ele orou, confessou os seus pecados e aqueles cometidos por seus antepassados, implorando a Deus que mandasse alguém para restituir Jerusalém. Começou a orar e a lamentar por isso em dezembro mas foi quatro meses depois quando o rei notou aquele grande peso sobre o seu coração.

Deus moveu o coração desse rei pagão de uma maneira que não somente deixou que seu servo Neemias partisse, mas também tomou providências para que Neemias tivesse permissão para passar pela região e ajudou a provê-lo com o material necessário para a reconstrução das muralhas da cidade.

Porém, o povo de Deus sempre teve inimigos e, nesse caso, não foi diferente. Os inimigos de Neemias eram Sambalate e Tobias. Primeiro, tentaram atacar, porém quando isso falhou, tentaram associar-se para que pudessem sabotar o trabalho. Zombaram de Neemias e de seus companheiros, mas esses estavam dispostos a trabalhar e lutar por seu direito de reconstruir as muralhas. Muitas vezes trabalharam com espadas ao seu lado e a tarefa foi cumprida.

Depois de as muralhas terem sido reconstruídas e Neemias ter retornado, conforme sua promessa ao rei da Pérsia, o sacerdote Eliasibe poluiu a casa de Deus ao violar as leis da separação e permitir a entrada de Tobias. Neemias retornou posteriormente para manter essas questões em ordem. Purificou a casa de Deus, restituiu o sábado e repreendeu a união matrimonial com outras raças.

sábado, 18 de setembro de 2010

Cristo A Cima das Religiões




Os capítulos 8 e 9 do evangelho de Mateus descrevem alguns atos de Jesus: curas, libertações, abrandamento de tempestade, perdão de pecados, escolha de alguns discípulos, etc.

Examinando aquele relato, observamos que o judaísmo é lembrado ou confrontado em alguns pontos (8.4,10,11,12,17; 9.3,11). Aliás, esta é uma característica do livro de Mateus, que escreveu para os judeus afim de apresentar-lhes o Messias. Mas, nos referidos capítulos, qual seria a relação entre a religião de Israel e os fatos ali narrados?

A questão é que, quando Jesus veio ao mundo, encontrou em Israel uma religião muito bem estruturada. Sob o aspecto litúrgico, tudo funcionava da melhor forma possível. Entretanto, os milagres de Jesus demonstraram a insuficiência religiosa daquele povo.

Os rituais estavam sendo cumpridos, mas os enfermos (8.2,16) e paralíticos (8.6; 9.1) não eram curados nem os endemoninhados libertos (8.16,28). Os líderes religiosos estavam presentes e ativos, mas não se mostravam eficazes no sentido de conduzir os pecadores ao perdão divino (9.2). Nem mesmo uma simples febre (8.14) eles poderiam eliminar. O texto nos mostra que algo ia muito mal, pois aquele povo estava com a fé enfraquecida (8.10,26). A religião funcionava mecanicamente. Não havia unção, poder e vida. Muitas pessoas ali eram religiosas, mas continuavam culpadas, enfermas e possuídas pelos demônios.

De quê aquele povo precisava? Certamente não era de uma nova religião. Afinal, eles tinham a melhor religião da época: o judaísmo, voltada para a devoção ao verdadeiro Deus. Entretanto, com o passar dos séculos, a prática judaica foi se distanciando da essência ensinada por Moisés. Mas isto era previsível. Chegaria um tempo quando Israel precisaria da visita de um novo profeta (Dt.18.15), o Messias, o próprio Filho de Deus.

Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus. O Pai tomou a iniciativa no sentido de resgatar os necessitados de perdão, cura e libertação.

Jesus veio e muitos tiveram um encontro com ele. Nos capítulos 8 e 9 de Mateus, lemos sobre alguns desses encontros. Aí então, o leproso foi curado e Cristo mandou que ele se apresentasse ao sacerdote e fizesse o sacrifício determinado pela lei. Imagino que o sacerdote deve ter ficado maravilhado, perplexo, assustado, porque, embora o fato fosse previsto pela lei mosaica (Lv.14), é provável que ele nunca tivesse visto, até então, um leproso curado. Algo de sobrenatural estava acontecendo nas ruas de Jerusalém, muito além dos costumes e rituais religiosos.

Naqueles dias, muitos endemoninhados foram libertos, fenômenos naturais foram dominados, pecados foram perdoados, paralíticos começaram a andar, mudos falaram, cegos enxergaram, mortos ressuscitaram. Os atos de Jesus provocaram diferentes reações. Os líderes religiosos se levantaram contra ele (9.3,11,34). Os moradores de Gadara expulsaram-no daquela cidade. Porém, alguns creram nele e tornaram-se seus discípulos, seus seguidores.

Ainda hoje, muitas religiões existem e podem ser consideradas boas sob vários aspectos. Podem até ter bons ensinamentos e promover a caridade. Porém, a grande questão é: elas têm trazido perdão, cura, libertação e salvação eterna? Assim como o povo daquele tempo, todos hoje precisam ter um encontro com Jesus afim de que suas vidas sejam transformadas. Jesus Cristo ainda perdoa, cura, salva e liberta. Muitos sabem disso, mas preferem tomar a atitude dos fariseus e escribas que rejeitaram o Senhor e se tornaram seus perseguidores.

Porém, para aqueles que o aceitam, ele diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11.28-29).

Cristo é a única esperança para a alma perdida. Muitas religiões existem e outras tantas podem ser criadas, mas Jesus continuará sendo o único caminho para se chegar a Deus.

Os milagres visíveis eram sinais que o Mestre utilizava para conduzir as pessoas ao mais importante: a fé, o perdão e a salvação (Mt.9.6). As curas físicas são necessárias e muitas têm acontecido, mas precisamos focalizar o principal: Jesus veio salvar os pecadores, e só ele pode fazer isso por nós. Não podemos garantir que todos serão curados, pois isto depende da peculiaridade de cada caso, mas a palavra de Deus garante que “TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm.10.13). Clame pelo nome de Jesus agora. Receba, pela fé, o perdão dos seus pecados e a salvação da sua alma.

Daniel



Daniel 1:1-21; Daniel capítulos 5 e 6

O que pensaria se você tivesse dezoito ou dezenove anos e fosse aprisionado e escravizado? Isso aconteceu a um jovem hebreu chamado Daniel. No entanto, foi dada a Daniel a oportunidade de servir no palácio do rei Nabucodonosor. Lá seria educado e poderia comer e beber aquilo que servia de alimento ao rei. Daniel sabia que isso era contra a lei de Deus, resolveu, então, não se corromper com comida e bebida impróprias. Isso poderia custar-lhe a vida, porem Deus abençoou sua determinação; e a dieta de vegetais e água de Daniel, abençoada por Deus, o fez forte, inteligente e muito popular entre os altos oficiais da corte.

Daniel teve a oportunidade de permanecer à frente do grande rei para aconselhar e revelar sonhos. Por causa disso, não apenas foi recompensado, mas também promovido, e tornou-se, assim, muito rico e poderoso no reino da Babilônia. Interpretou o escrito na caiadura na parede do palácio real, que falavam a respeito da morte do rei Baltazar, neto de Nabucodonosor, e marcou o fim do Império da Babilônia. Viveu durante tudo isso e tornou-se muito popular no Império Médio-Persa que segui.

É claro que também havia inimigos de Deus e de Daniel naquele império. Alguns desses homens conspiraram matar Daniel, fazendo com que o rei tornasse ilegal o ato de orar, pois sabiam que Daniel oraria indiferentemente. Fez isso e, conseqüentemente, foi lançado na cova dos leões, uma forma de execução daquele tempo. O problema foi que os leões não comeriam Daniel e o rei, então, libertou-o e lançou seus acusadores na cova, a quem os leões prontamente devoraram. (Daniel 6:22-24)

Daniel não foi exaltado apenas por isso, mas Deus também foi exaltado. Daniel vivenciou a escravidão babilônica do começo ao fim e partiu ancião. Deus deu-lhe grandessíssimas visões proféticas, que ainda hoje se cumprem.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Viajando Juntos


Sob a liderança de Moisés, Israel saiu do Egito, iniciando uma longa jornada em direção à terra prometida. Eram seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e crianças (Êx.12.37). Fazendo uma estimativa por baixo, podemos considerar que o povo ultrapassava o número de um milhão e oitocentas mil pessoas.

A viagem pelo deserto é uma das mais difíceis que alguém possa realizar. Tal empreitada só foi levada a cabo por causa da intervenção divina. Muitas dificuldades e desafios surgiram no meio do caminho. Um deles era a questão da convivência entre as pessoas. Se em qualquer situação ou lugar ocorrem desentendimentos, o deserto, então, devia aquecer os ânimos e acender as contendas.

Quando duas pessoas se unem, as diferenças logo se manifestam e o contraste se torna evidente. O que dizer então de milhares de pessoas viajando juntas? Houve no meio daquele povo grande quantidade de conflitos e problemas de relacionamento. Pouco depois da saída do Egito, Moisés já exercia a função de juiz, procurando resolver as divergências que se multiplicavam. (Êx.18.13-26).

A providência imediata para minimizar os atritos foi a promulgação da lei, a partir de Êxodo 20. Observando os estatutos do Senhor, Israel viajaria com mais tranqüilidade.

Um conflito digno de nota foi o ocorrido quando Aarão e Miriã se rebelaram contra Moisés (Núm.12). Tal insubordinação podia ter sido o fim da convivência entre os três irmãos. Entretanto, o pecado de Aarão e Miriã foi perdoado e, no capítulo seguinte, continuavam ao lado de Moisés, seguindo na mesma direção.

As diferenças entre os israelitas eram inúmeras, mas eles continuavam juntos porque eram unidos por fortes laços e possuíam um objetivo em comum: a terra de Canaã. Não podiam se separar, pois faziam parte do mesmo projeto divino. Precisavam ser perseverantes, apesar das dificuldades.

Podemos comparar Israel com a igreja de Jesus. Aquela viagem em direção a Canaã se assemelha à execução dos nossos projetos, envolvendo várias pessoas, em grandes ou pequenos grupos, inclusive na família.

Aqueles que nos dão o prazer de sua companhia, também podem nos trazer algumas contrariedades, assim como fazemos a eles. Isto não se dá, necessariamente, por uma questão de erro ou pecado, mas, simplesmente, em função das diferenças individuais.

Somos muito diferentes uns dos outros, mas temos também muita coisa em comum, como Paulo escreveu aos efésios:

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e por todos e em todos vós” (Ef.4.1-6).

Estamos viajando juntos. O desejo do Inimigo é que nos separemos. Ele quer ver os irmãos brigando, os casais se separando, os amigos se afastando e as igrejas se desintegrando. Entretanto, o propósito de Deus é que aprendamos a sua palavra e a vivamos, de maneira que os conflitos sejam menos freqüentes. Se, porém, eles ocorrerem, existe um remédio: o perdão.

Deus sempre tem nos perdoado. Caso contrário, ele já não andaria mais conosco. Nós, porém, algumas vezes manifestamos dificuldades para perdoar o próximo, o irmão, o líder ou o cônjuge.

Em nossa vida, também atravessamos desertos. São fases difíceis, onde tudo parece complexo, as necessidades são muitas e os recursos são poucos. O ambiente torna-se então propício às discórdias, acusações e inimizades. Contudo, precisamos vencer tudo isso, sendo perseverantes em nossa caminhada. Sem perdão, compreensão, paciência e longanimidade, não chegaremos juntos a lugar algum.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt.5.7), mas aquele que não perdoa, não será perdoado (Mt.6.14-15). Enfim, não poderá ficar em igreja alguma, em grupo algum. Acabará isolado por causa da dureza do seu coração e, sozinho, deixará de alcançar muitos objetivos na vida.

No trato com as outras pessoas, cada um de nós sempre deve se lembrar de sua própria imperfeição. Assim, estaremos mais aptos a suportar as imperfeições alheias, perdoando e amando.

Concluída a travessia do deserto, Israel entrou em Canaã. Também hoje, na igreja, no trabalho, nos grupos e no lar, o amor preservará a unidade. Assim, cumpriremos nossa missão e alcançaremos os objetivos para os quais o Senhor nos escolheu, nos chamou e nos uniu.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

Nabuconosor



Daniel 1:1 e 2, Daniel capítulos 2 e 4

Durante o ministério de Jeremias, o homem mais popular e conhecido do mundo era o rei da Babilônia, Nabucodonosor. Derrubava reis e os elevava ao poder em qualquer nação que desejasse. Deus deu-lhe esse poder, para ser usado como um castigo contra Judá. Assíria já havia escravizado Israel e, em 607 a.C., foi contra Judá e arrebatou todos que desejou dentre o povo. Dentre esses, estavam Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego. Esses homens (cativos judeus) foram usados para mudar a vida desse homem, Nabucodonosor.

Aproximadamente um ano depois de Daniel ter sido capturado, tão logo sua sabedoria foi reconhecida pelos líderes da Babilônia, Deus deu uma visão a Nabucodonosor durante um sonho. Viu uma grande imagem com uma cabeça de ouro; seu peito e seus braços eram de prata; seu abdome e suas coxas eram de latão; suas pernas eram de ferro e seus pés eram parte de ferro e parte de barro de lodo. Nabucodonosor não apenas ficou confundido a respeito do significado da visão, como também esqueceu como era o sonho. Nenhum dos seus homens sábios e seus adivinhadores podia ajudar, mas Deus revelou a Daniel de que se tratava o sonho. O significado do sonho era muito importante por tratar das autoridades dos Gentios e das profecias de autoridades que estão governando nosso destino ainda hoje. Nabucodonosor ficou extremamente satisfeito com Daniel por ter revelado e interpretado seu sonho. Talvez parte desse agradecimento se devesse ao fato de o sonho retratar Nabucodonosor como sendo um rei muito grandioso, a cabeça de ouro. Nabucodonosor ficou muito orgulhoso de si mesmo, então Deus o fez perder sua juizo por sete anos, as unhas de suas mãos e pés cresceram como garras, seu corpo ficou coberto com cabelo, como plumas de águia, e comeu capim.

Passados sete anos, Deus restituiu sua mente, sua aparência física e revelou a razão da humilhação. Depois disso, Nabucodonosor acreditou em Deus e O glorificou. (Daniel 4:37)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Murmuração


“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;” (Filipenses 2:14 ARC)

Paulo está tratando neste capítulo de aspectos da conduta cristã, especialmente das coisas cotidianas de uma vida simples. Mas a murmuração é um grande gigante a ser derrubado, pelo menos em nossos dias, da mesma maneira que já era naquele tempo. Murmurar é o oposto de louvar e ocupa o tempo e as palavras que deveriam apregoar as boas novas de Cristo.

Quando a Bíblia usa a expressão ‘todas’, se refere a ‘todas’ as coisas. Como ajudar um drogado pela décima vez? Como perdoar uma liderança relapsa? Como continuar contribuindo com uma causa que parece não progredir? Como continuar tentando um casamento que parece ter desmoronado? Cada pergunta tem sua resposta específica, mas para todas elas inclua “sem murmurar”.

Murmurar se tornou uma cultura internacional e tem, em si mesmo, um conceito pouco notado de emitir juízo – eu murmuro e critico por que no meu julgamento não deveria ser como é. Ao murmurar por que chove, criticamos Aquele que fez a chuva. Ao criticarmos o sol, fazemos o mesmo. Ao criticarmos as pessoas, especialmente as que servem a Deus, estamos criticando o Senhor delas. A murmuração faz mal para quem fala, faz mal para quem ouve. Não muda a realidade ao nosso redor, semeia algo da mesma espécie – mais murmuração.

É fácil pensar sobre isso: se vamos contratar um funcionário ou escolher um vizinho para morar, escolhemos o otimista ou o que murmura? Se temos perto de nós uma pessoa que murmura, preferimos alimentar seu hábito ou nos afastamos? Agora pense comigo: por que alguém vai querer ouvir o evangelho de alguém que murmura? Se só reclama, como vai trazer boas novas?

Precisamos aprender a desenvolver alegria para servir a Deus em todas as instâncias e isso pode ser conseguido com atitude interior, mas a murmuração vai minar esse esforço. Quem consegue parar de murmurar consegue começar a louvar. Quem consegue vencer a murmuração muda as coisas ao seu redor.

“Pai, ensina-me a controlar meu temperamento e parar de murmurar. Pode ser que existam pessoas que murmurem até mais do que eu, mas quero tua ajuda assim mesmo.”

Mário Fernandez

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