"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Onde Estão Os Abisais


Gosto muito de Davi. É um dos meus personagens favoritos do Antigo Testamento. Isso por que sua história não omite seus sucessos e seus fracassos e em todos os episódios de sua vida encontramos lições preciosas. Detenho-me aqui num momento curioso, registrado em 2 Samuel 21.15-17.

Davi guerreiro, entusiasmado, bravo, corajoso, toma posição à frente de seus soldados e vai à luta contra os filisteus: não era uma batalha fácil, e homem de Deus se esgotou. Davi se cansou e, enquanto ainda ofegava, o gigante Isbi-Benobe procurou feri-lo. Na situação em que Davi se encontrava, nem seria necessário usar a lança de 300 siclos de cobre. Bastava um golpe com a espada virgem do gigante.

Davi morreria, sem escapatória. Foi aí que Abisai entrou em cena. O amigo de Davi protegeu o Rei matando o gigante. Tal episódio me faz refletir um pouco sobre nossa jornada ministerial. Por vezes somos desafiados em batalhas tão sombrias que nos deixam exaustos. Isso mesmo! Não somos robôs, por isso nos cansamos. O ativismo nos cansa, a correria, as pressões e até mesmo os cultos nos cansam em algum momento. É impressionante como em nosso cansaço os discípulos de Isbi-Benobe aparecem.

Eles se proliferam em velocidade assustadora. Pessoas que querem se aproveitar da nossa fragilidade para minar nossa estrutura. É muito mais fácil encontrar um Isbi-Benobe que um Abisai. A batalha nos mostra o quanto precisamos de amigos. Não podemos nos isolar em nossos gabinetes, nos fechar no nosso “mundo santo” e viver esta individualidade bruta que insiste em caracterizar nossa geração.

Precisamos de Abisai, pois Isbi-Benobe já o temos em fartura. A “espada virgem” do inimigo está bem ali, nos cercando, aguardando nosso momento de fragilidade, aquele momento em que nada podemos fazer senão nos render ao pecado. “O perigo mora ao lado”. Isbi-Benobe procura com insistência “apagar a lâmpada de Israel”. Se muitos pastores tivessem um Abisai ao lado, certamente não teriam sido surpreendidos pelo inimigo. Sei de homens de Deus que se expuseram ao fracasso por não terem ao lado alguém que lhe ajudasse, lhe protegesse.

As vezes a nossa vaidade pastoral é que nos afastam dos sinceros Abisais. Precisamos cultivar em nossos relacionamentos amizades que nos ajudem a atravessar os momentos críticos. Não podem ser amizades que nascem do dia pra noite. São amizades cultivadas ao longo de vivências. Procure ao seu redor identificar seus verdadeiros Abisais. Talvez você tenha mais de um, ponto pra você! Mas se não tiver algum, procure imediatamente construir relacionamentos que lhe transmita segurança.

Cerque-se de pessoas honestas, sinceras e também corajosas. Amigos que não estão interessados nos favores que poderão usufruir desta amizade. Antes, devem ser amigos que estejam aptos a te socorrer em qualquer instância. Amigos de verdade. Ainda existem “Abisais”, e eles podem estar tão perto quanto longe. Cabe-nos convocá-los para estar conosco na peleja.

Pr. Jabes Alencar
Presidente do CPESP e do CIMEB
Presidente da Assembléia de Deus Bom Retiro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Cavalo e a Mula



“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmo 32:8-9).

Eu considero cavalos animais maravilhosos, e já tive o prazer de andar de cavalo em algumas ocasiões. Mas são animais que demonstram alguns comportamentos que, do ponto de vista humano, não indicam grande inteligência. Sem querer ofender os leitores que possam ser apaixonados por cavalos, sabemos que o cavalo é um animal que, deixado só, tem algumas limitações. Se não tiver ninguém para o guiar, um cavalo é capaz de atravessar uma estrada ou ficar parado no meio dela, sem perceber o perigo de um carro ou caminhão que esteja chegando em alta velocidade. Talvez seja este o motivo do uso de cavalos, ao longo da história, como animais de guerra. Sem perceber o perigo, obedecem os cavaleiros que os guiam ao coração da batalha.

Cavalos e mulas são animais muito úteis ao homem devido à sua força física e à possibilidade de serem dominados e guiados. Mas, se não tiverem freio na boca, são imprevisíveis. É este fato que Davi destaca no seu comentário no Salmo 32:9 quando nos aconselha a não imitar o comportamento destes animais.

O conselho de Davi nos alerta a examinarmos a nossa atitude em relação à instrução e correção. Há grandes diferenças nas atitudes de pessoas quando se trata de aprender as lições importantes na vida. Consideremos algumas destas diferenças e maneiras de aprender.

Aprender por Ouvir

Podemos aceitar a instrução que ouvirmos. Numa sala de aula, é comum encontrar alguns alunos que aprendem facilmente quase tudo que o professor fala. Pessoas que aprendem desta maneira geralmente se comportam conforme a autoridade dos seus superiores – sejam pais, patrões ou o próprio Senhor. Quando são avisadas de algum perigo, param para evitar a dor ou a tragédia. Quando alguém lhes ensina como cumprir uma determinada tarefa, obedecem sem questionamento.

Pessoas que aprendem por ouvir, sem questionar as instruções dadas, podem enfrentar problemas quando seus guias não são bons. Jesus avisou deste problema: “Propôs-lhes também uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lucas 6:39). Deus nos ensina a respeitar a autoridade dos outros em várias esferas de atividade humana. Filhos devem obedecer aos pais (Efésios 6:1). Mulheres devem ser submissas aos seus maridos (Efésios 5:22). Cristãos devem ser obedientes aos presbíteros que os governam na igreja (Hebreus 13:17; 1 Timóteo 3:5; 5:17). Todos nós devemos respeitar e obedecer aos governantes que exercem autoridade sobre nós (1 Pedro 2:13-17). Mas não devemos nos submeter à autoridade humana quando as instruções dos homens contradizem as ordens de Deus. Nestes casos, devemos lembrar das palavras de Pedro: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

Aprender pelos Exemplos dos Outros

Um bom professor de matemática não somente fala como solucionar os exercícios. É normal mostrar aos alunos alguns exemplos para reforçar as instruções verbais. Pelo exemplo dos outros, uma criancinha aprende andar, falar e colocar o garfo na própria boca. Aprende chutar uma bola ou fazer carinho numa boneca. Mesmo se ninguém falasse, os exemplos seriam suficientes para aprender muitas coisas importantes na vida.

Exemplos servem para nos instruir sobre a vontade de Deus. Jesus demonstrou a humildade e o serviço e disse: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Paulo disse: “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (1 Coríntios 4:16).

Até exemplos negativos servem para nos instruir. Paulo cita os erros dos israelitas no deserto e diz: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1 Coríntios 10:6). Uma pessoa que chega perto de um precipício pode aprender da placa que adverte sobre o risco de cair (aprender por ouvir), ou pode aprender do exemplo de alguém que continuou adiante e caiu (aprender pelo exemplo dos outros).

Há o perigo, portanto, de seguir maus exemplos. O reinado de Jeú, rei de Israel, foi manchado porque “...não se apartou Jeú de seguir os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel...” (2 Reis10:29). Hoje, nós precisamos resistir a tentação de andar “segundo o curso deste mundo” (Efésios 2:2). Não devemos participar dos erros do mundo, concorrendo à devassidão (1 Pedro 4:3-4). A pessoa que aproxima-se do precipício, ignora a placa de aviso e não dá importância para o cadáver daquele que já caiu, corre grande risco de cair e morrer, também.

Aprender pelos Nossos Próprios Erros

Uma outra maneira de aprender envolve a experiência própria. Às vezes, por não ter a oportunidade de receber instrução, ou pela teimosia de não aceitá-la, cometemos erros e sofremos as conseqüências deles. Uma criança pode recusar as instruções da mãe sobre o perigo do fogão quente, e pode até ignorar a dor do irmão que já se queimou. Mas, depois de colocar a própria mão na boca acessa, geralmente aprende a não repetir este erro.

O filho rebelde da parábola de Lucas 15 é um exemplo deste tipo de aprendizagem. Ele saiu de casa e se entregou ao pecado. Mas, quando chegou ao fundo do poço, ele reconheceu os erros e voltou arrependido para a casa do pai dele (Lucas 15:11-24).

Não Aprender as Lições que Precisamos

O pior caso é a tendência de muitas pessoas a recusarem a aprender a sabedoria. Estas pessoas não ouvem as palavras de instrução. Não imitam bons exemplos dos outros. Não aprendem das falhas dos outros, nem dos seus próprios erros. Como cavalos e mulas, são “obedientes” somente quando forçados a fazer alguma coisa. Falta-lhes o caráter para tomar decisões boas e agir da forma certa mesmo quando ninguém está olhando. Tais rebeldes jamais teriam a força de caráter de José para resistir à imoralidade longe de casa onde “ninguém precisaria saber” (cf. Gênesis 39:7-9). Estas pessoas teimosas não chegam perto de Daniel, que decidiu não se contaminar numa terra estranha (Daniel 1:8).

Aplicações

Devemos aprender as lições e fazer as aplicações em todos os aspectos das nossas vidas. Mas quero sugerir duas aplicações específicas deste estudo:

1. Filhos em Relação aos Pais

Jovens, vocês têm muitas escolhas na vida. Uma das mais importantes é a decisão de como tratar a instrução dos pais. Podem ouvir e obedecer, aprendendo de bons exemplos e evitando os erros dos outros. Ou podem ser teimosos e rebeldes, rejeitando a orientação daqueles pais que querem seu bem. Mas não se enganem! As suas escolhas trarão conseqüências!

2. Todos em Relação a Deus

Ainda mais importante é a nossa disposição em relação à palavra de Deus. Devemos aprender das instruções que ele nos dá, aplicando as lições dos muitos exemplos que encontramos nas Escrituras e, às vezes, na experiência da vida. A pessoa que obedece como um cavalo, somente quando dominada por força, jamais terá o privilégio da comunhão com Deus.


Escutemos as palavras de Davi: “Não sejais como o cavalo ou a mula”.

Balança Enganosa



“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” (Provérbios 11:1). Este ditado, escrito há 3.500 anos, precisa ser aplicado por todos nós nos dias de hoje. Vamos considerar três aplicações:

(1) Honestidade no comércio. O significado deste provérbio vem do comércio. Uma das maneiras mais antigas de enganar clientes é por meio de uma balança enganosa. Até hoje, orgâos como o Inmetro tem o objetivo de proteger o cidadão do engano de comerciantes sem escrúpulos. Quando você paga o valor de um quilo de feijão, você não quer levar para casa apenas 800 g. Quando vendemos produtos, devemos ser honestos. Quando trabalhamos para receber pagamento, devemos cumprir o horário e as tarefas combinados.

(2) Honestidade na vida cotidiana. Mentiras fazem parte da vida de muitas pessoas, mas o servo do Senhor precisa ser diferente. Devemos imitar Deus, e ele jamais mente (Efésios 5:1; Hebreus 6:18). Cristãos são novas criaturas e, “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo” (Efésios 4:25). Jamais devemos seguir o “pai da mentira”, que é o diabo (João 8:44).

(3) Honestidade na religião. É uma triste ironia ver tantas pessoas alegando pregar a palavra de Deus – a Verdade – quando fazem ao contrário. Muitos hoje distorcem as Escrituras para enganar os ouvintes. Persuadem pessoas a vender suas casas e doar o dinheiro para uma igreja para enriquecer seus líderes, pregam doutrinas diluídas sobre a salvação, apoiam casamentos ilícitos, etc. “Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores” que “andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância” (Tito 1:10-11; cf. 1 Timóteo 4:1-2; 2 Timóteo 4:2).

Deus abomina os mentirosos!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Nunca Só


Outro dia eu ouvia o tradicional hino, cuja letra diz que nunca caminharemos sozinhos. Fiquei a imaginar o nosso privilégio como diletos filhos de Deus.

O de nunca caminhar sozinhos. Jamais.
Lembro de Estevão, na sua hora mais aguda a adormecer sereno e tranqüilo para estar no instante seguinte diante do seu Senhor.

Como esquecer de Gideão e a sua maior conquista? Como poderiam trezentos e cinqüenta homens derrotar um exército inteiro? Recordo-me de José, vendido como um traste velho por qualquer trocado, depois de ser jogado na cova e de ouvir a fria conspiração dos seus irmãos? Ou ainda de Neemias, triste diante do rei por causa da situação da sua cidade querida. A tarefa de Neemias era impossível diante dos olhos humanos, mas na graça e no poder do Senhor, e enfrentando toda a sorte de provocação e escárnio, saiu-se vitorioso.

Estes e tantos outros um dia depararam-se com situações extremamente inusitadas, e as venceram todas porque ao seu lado estava o Senhor. Você mesmo, querido leitor, quantas vezes já não se sentiu sozinho? Olhou ao seu lado e não viu ninguém, e por isso se achou desamparado. Ou ainda diante de certas circunstâncias como o da viúva de Naim, caminhando para sepultar o seu único filho.

Porém, a Esperança estava no seu caminho, e as suas lágrimas transformaram-se em alegria e regozijo. O Senhor lhe devolvera o filho amado. Já pensaram no privilégio desta mulher, e que esta podia ser a sua história?

Quantas vezes nos pegamos a pensar ou mesmo a buscar um modo de sair de situações embaraçosas, caóticas, delicadas...
Quantas vezes nos vemos em meio a conflitos pessoais, indecisos entre fazer ou não fazer, hesitantes entre ir ou ficar.
Quantas vezes na nossa viagem desejamos estar em Casa já ao lado do Senhor, contudo ainda temos caminho a trilhar.
Quantas vezes sentimo-nos solitários, como que querendo uma explicação ou mesmo um pequeno vislumbre de luz a nos mostrar que embora sentindo-nos solitários, jamais estaremos sozinhos, pois Ele, Ele mesmo, o Senhor estará conosco...

As histórias contadas destes homens, personagens reais, buscam mostrar-nos que diante de qualquer situação por pior que seja, sempre haveremos de encontrar o Senhor a nos amparar, sempre...

... o nosso Deus, a pelejar por nós.

Deu Uma Biblia ao Asassino de Seu Marido


Veja que grande gesto de amor, dar uma Bíblia a um assassino, ao assassino de seu marido, veja só:

"NOVA YORK (Estados Unidos) - Sandro Pumarejo, caixa de uma loja de jóias em Manhattan, foi assassinado por David Andrango, colega de trabalho que estava roubando jóias no valor de 10 mil dólares. Condenado à prisão perpétua por um tribunal, recebeu uma Bíblia de presente da viúva, Noel Pumarejo, que o convidou a ler porque pode "salvar sua alma." O assassino foi condenado à prisão perpétua na Corte Criminal de Manhattan. Em vez de tomar a atitude tradicional de outros membros de famílias das vítimas que chegam a insultar ou tentar atacar as pessoas condenadas nos tribunais, ela deu a Bíblia para o assassino.

"Acabei de ler a Bíblia que eu estou te dando. Este livro pode salvar sua alma. Deus te abençoe David ", disse a viúva ao assassino para a surpresa dos presentes, incluindo o próprio juiz que impôs a sentença.

Depois de ouvir a sentença, o assassino disse que está ciente de que não pode devolver a vida à vítima e que não pensou antes de agir. Agora, perdi meus filhos e minha família", disse o assaltante, que chorou diante de todos no tribunal.

Pumarejo também contou sua história de como "Deus tocou nela e no marido" e eles creram na mensagem do Evangelho.

"Eu senti uma dor aguda no meu coração no dia em que ele morreu, mas sei que ele está no céu e que um dia estaremos juntos".

Numa demonstração de perdão e amor ao próximo, ela disse que não se importa com a condenação do assassino do marido e que anseia que ele se converta.

Fonte: P. Estreias. Edição: ProtestanteDigital.com"

A Bíblia diz, irai-vos, mas não pequeis. Mas que força é esta, e que amor que é este que leva uma mulher, diante do assassino de seu marido, que ela tanto amava, que ela amava tanto de todo coração, fazer ela ir lá e dar de presente ao assassino uma Bíblia, na esperança que em um dia se converta? É o puro e verdadeiro amor de Deus!!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lutas e Vitorias


“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” (Romanos 8:18)

Você já leu alguma vez uma passagem bíblica e ficou se perguntando:

- Por que isso está aqui?

Bem há algumas semanas, no meu período devocional, peguei minha bíblia e fui ler buscando sinceramente algum texto de consolo e conforto, pois estamos passando por lutas. Com aquele sentimento de que parecia que um balde de problemas despencou sobre nós de uma única vez, pensando comigo: “Bom, Deus sabe o que estamos passando e de como estou me sentindo, ele certamente vai falar comigo através de sua palavra e me trazer consolo, me renovar o ânimo…” Só para deixar claro eu não pego a bíblia e faço algum tipo de “sorteio” para ver o que Deus vai falar, eu sigo um cronograma ou um livro de devocional.

Neste dia, seguindo meu livro de estudos, o texto era no livro de Juízes, aliás, a semana toda era em Juízes, e o texto era basicamente ordens do Senhor para que o povo entrasse na terra, guerreasse com o povo que lá estava, matasse todos inclusive os animais e tomasse posse da terra. Bem, não foi bem isso que eu imaginava quando me sentei para fazer a devocional. Eu esperava consolo, ânimo, conforto; não uma leitura de sucessíveis guerras, matanças, destruição. Mas a palavra de Deus diz que ela é apta para ensinar, então vamos lá, o que Deus quer me ensinar com este texto? Fala aí, Deus, o que tu tens aqui para minha vida neste dia de hoje? E Deus falou.

Deus havia prometido ao povo de Israel que saiu do Egito uma terra que seria deles, uma terra onde brotava leite e mel, onde eles teriam fartura, riquezas, onde eles se tornariam uma grande nação. Ele prometeu a Josué que estaria com eles todo o tempo, mas eles teriam de conquistar a terra, teriam de lutar, derrotar os gigantes que lá estavam e vencê-los.

Hoje não é diferente para nós. A promessa que temos da parte de Deus é que ele estará conosco todo o tempo, mas nós também teremos lutas, teremos nossos gigantes para derrotar, temos um inimigo que está ao nosso redor pronto a nos devorar. E o que temos da parte de Deus é a Palavra de Jesus que nos diz: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Ele nunca nos prometeu uma vida sem problemas, tribulações, lutas, mas disse que tivéssemos ânimo, pois assim como Ele, venceríamos.

Meus queridos, tenho aprendido que sem guerras, sem lutas não há vitórias, não há como dizer que venceu a doença sem ter ficado doente, ter passado pela enfermidade, não há como ter vitórias financeiras sem que tenhamos passado pela bancarrota, pela escassez, não há como ter vitórias sobre o pecado sem que tenhamos passado pela tentação e vencido. Vitória vem depois da luta, glória depois da batalha vencida, mas em todo tempo contamos com a presença constante do Senhor conosco, com sua força, direção, cuidado, presença.

Quando Deus está conosco, no final seremos sempre vitoriosos, mesmo que perdendo uma batalha, até mesmo nas vezes que experimentamos dores, se estamos com Jesus, somos vitoriosos. Aprendi que não somente quando passamos por lutas e saímos vitoriosos é que Deus esteve conosco, não. Muitas vezes, mesmo na derrota, somos vitoriosos por aquilo que aprendemos, somos vitoriosos porque saímos diferentes de quando entramos, porque nosso caráter foi moldado para mais próximo do caráter de Jesus, somos vitoriosos porque aprendemos mais uma lição, somos vitoriosos porque Jesus foi glorificado através de nós.

Sandra Torres

Ele Deixou o Filho Ir




A história de nosso Senhor sobre um filho pródigo ilustra o amor e a graça de Deus para as pessoas desobedientes. A história é sobre a salvação. É o ponto principal da parábola. Mas não podemos evitar ver outras lições grandes e poderosas. Uma lição aqui é de um pai que deixou seu filho ir. Todo pai luta com isso. Chegará uma hora quando nossos filhos farão decisões e escolhas com as quais nós não concordamos. Pais amorosos tentarão convencer seus filhos a fazer de outra maneira. Às vezes, os filhos já decidiram e simplesmente não serão convencidos do contrário. Os pais podem implorar, repetir, pregar, ameaçar, chorar e orar. O pai na história de Jesus, que representa Deus, deixou o filho ir.

“Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lucas 15:11-13)

Frequentemente os pais se culpam pelas escolhas insensatas que seus filhos fizeram. Eles se perguntam, “Talvez fomos rígidos demais?” ou “Talvez lhes demos liberdade demais?” O filho mais novo de Lucas 15 cometeu alguns erros grandes. Alguém ousaria culpar Deus pelas escolhas que este filho fez? Deus foi um pai ruim? Deus foi rígido demais? Uma das coisas mais difíceis a fazer é deixar um ente querido arcar com as consequências das escolhas que fez.

É preciso aprender a responsabilidade. Há consequências pelas escolhas. Pode observar que o Pai não correu atrás do seu filho em Lucas 15. Nem mandou dinheiro para ele quando estava humilhado e acabado. O rapaz aprendeu uma lição. Ele percebeu que a vida em casa era melhor do que a aventura no pecado e aprendeu que seu pai era um amigo gracioso e benevolente, isso porque seu pai o deixou ir.

Deixar ir

● Deixar ir não significa parar de se preocupar, significa que não posso fazer pela outra pessoa.

● Deixar ir não significa me isolar da pessoa, é o reconhecimento de que eu não posso controlá-la.

● Deixar ir não é capacitar, mas é permitir que aprenda com as consequências.

● Deixar ir é admitir a impotência, que significa que o resultado não está nas minhas mãos.

● Deixar ir não é cuidar de, mas se preocupar com.

● Deixar ir não é consertar, mas é dar apoio.

● Deixar ir não é estar no meio organizando todos os resultados, mas é permitir que os outros causem seus próprios resultados.

● Deixar ir não é ser protetor, é permitir que o outro enfrente a realidade.

● Deixar ir não é negar, é aceitar.

● Deixar ir é temer menos e viver mais

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