"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Discursos Sobre Aborto Desagradam Prós e Contras


Discursos sobre aborto desagradam prós e contras

Em seus discursos sobre o aborto, Dilma e Serra conseguem desagradar tanto defensores quanto críticos da descriminalização.

Hoje, ambos dizem ser contra a ampliação dos casos em que o aborto é legal -gravidez decorrente de estupro e risco para a mãe.

"Ela tinha posições razoáveis, a favor da descriminalização. E ele sempre se mostrou aberto a discutir o problema. Agora tiram o corpo fora", diz o médico Anibal Fagundes, do Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas.

"A igreja tem poder sobre os políticos. Mas não tem sobre as pessoas, já que continuam abortando."

O médico Thomaz Gollop, professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, diz que os candidatos não chegam ao cerne do problema: as mulheres vítimas dos abortos clandestinos.

"O aborto clandestino é a terceira causa de morte materna no Brasil", diz. "Quando você mostra à população que há mulheres morrendo, leva a discussão para outro nível, sem dogma ou preconceito."

Para Lenise Garcia, presidente do Movimento Brasil sem Aborto, ambos deveriam apresentar projetos, como "fechar clínica clandestina, controlar a venda de medicamento abortivo e oferecer educação sexual". "Ser simplesmente contra o aborto não resolve."



Fonte: Folha de São Paulo/Folha Gospel

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reflexão Terça Feira


"Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito." - Salmo 51:11.


Imagine que a partir de hoje você fosse obrigado a viver longe da sua família. Longe do seu namorado ou da sua namorada, longe do seu cônjuge, longe dos seus pais e longe dos seus filhos e netos. Certamente a maioria das pessoas não iria gostar desta idéia. Queremos ter as pessoas que amamos bem perto de nós e manter um contato próximo e diário com elas. Ser privado da presença deles é ser privado de uma parte importantíssima da nossa vida.

Por que temos tanta necessidade de estar perto das pessoas que amamos? Nossa necessidade de estar junto de tais pessoas vem do fato de que no passado passamos tempo juntos, ganhamos intimidade e, acima de tudo, passamos a nos amar. Enfim, estamos acostumados a estar juntos e por isso desejamos permanecer juntos.

O verso de hoje é parte de uma oração de Davi, um homem que vivia na presença de Deus, mas que cometeu um pecado muito grave. Nesta oração Ele pede a Deus que não lhe lance fora de Sua santa presença. Pede também que não retires dele o Seu Espírito. O que isto significa? Davi era um homem que tinha um contato próximo e diário com Deus. Diariamente estavam juntos, viviam juntos. Deus estava presente na vida de Davi. É claro que não estamos falando aqui sobre a presença visível e gloriosa de Deus, mas de sua presença espiritual e invisível, ou seja, o Seu Santo Espírito habitando em Davi.

Quando convidamos a Deus para habitar em nós e criamos uma dependência neste relacionamento, chegamos ao ponto de não conseguirmos mais viver sem Deus. A partir deste ponto todo e qualquer afastamento de Deus gera em nós profundo sofrimento, algo tão ou até mais desagradável que a separação de uma pessoa de nossa famíla que amamos muito.

A partir de hoje podemos e devemos orar ao Senhor para que não nos lance fora de Sua presença e não retire de nós Seu santo Espírito.

Vinho Novo em Odres Velhos




Quando Jesus disse ter vindo para "lançar fogo sobre a terra" Lucas 12:49) e não para "trazer paz, mas espada" (Mateus 10:34), como falou verdadeiramente! Ele não se ajustava aos modos familiares do mundo ao qual veio. Mesmo o mais revolucionário pensamento de seu tempo não poderia contê-lo. Suas palavras e modos eram transcendentemente diferentes, inquietantes, ameaçadores. Não poderia haver uma síntese calada do velho e do novo, somente uma colisão descomprometida que conduziria inevitavelmente a rebelião ou rendição. Alguns viriam a gostar do novo, outros a odiá-lo.

Em suas três analogias, em Mateus 9:14-17 (Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39), Jesus responde aos seus críticos gentilmente, mas ilustra o inevitável do conflito: como pode pano novo ser usado para remendar roupa velha? Como pode o explosivo vinho novo ser contido em velhos e inflexíveis odres?

O provérbio de Jesus sobre o remendo novo na roupa velha saiu facilmente de sua própria vida. Aquele que "não tinha lugar para repousar sua cabeça" não deveria desconhecer vestes remendadas. E todos sabiam que uma tentativa de remendar uma roupa gasta com pano novo levaria a dois desastres, um estrutural e outro estético. O pano novo encolheria com a primeira lavagem e aplicaria tal tensão sobre o pano velho que faria um rasgo maior do que antes (Marcos 2:21); e, por sua própria novidade, o remendo novo faria com que a roupa velha parecesse ainda mais desbotada e velha (Lucas 9:36). Às vezes, o velho é irreparável e tem simplesmente que ceder lugar ao novo.

O judaísmo rabínico, com suas corrupções farisaicas, estava além da recuperação. Sua atitude estava totalmente tão afastada do espírito da lei e dos profetas que o único meio de ir além dela era saindo dela. E ainda que a mensagem de arrependimento e de abatida contrição de João fosse de Deus e vital para o seu tempo, ela era preparatória, e não permanente (Atos 18:25-26; 19:1-5). O novo caminho de Jesus era um pano inteiro e não uma colcha de retalhos. Ele não tinha vindo para enxertar suas novas verdades no esfarrapado tecido religioso das tradições humanas e ímpias atitudes, ou para sentar-se imóvel a uma das paradas da estrada do propósito eterno de Deus. Tivesse feito isso e teria destruído tudo. Em Cristo, todas as coisas teriam que ser novas (2 Coríntios 5:17).

A incredulidade judaica vigente recusou-se a renunciar aos seus caminhos tradicionais para receber a palavra de Deus, e crucificou Jesus. Os judaizantes da igreja primitiva relutavam em deixar a lei pelo evangelho e, em seu esforço para acomodar o evangelho à lei, manobraram para rasgar e destruir tudo (Gálatas 1:6-9; 5:3-4). A mesma disposição mental vive hoje. Velhos e ímpios caminhos, recusando a entregar a alma, nos desafiarão a acomodar o evangelho a eles ou a sair. Nesses momentos precisamos correr, e não andar, para a saída mais próxima.

O terceiro destes provérbios que Jesus usa para responder a seus críticos simplesmente reforça a mensagem dos dois primeiros: certas coisas não se ajustam. Os homens, ele disse, não colocam vinho novo, ainda fermentando e expandindo, em velhos e ressecados odres porque eles se rasgariam e seriam destruídos e o vinho novo escorreria e se perderia (Mateus 9:17). O Senhor está advertindo que mentalidades rígidas custarão aos homens a incomparável qualidade especial do evangelho. Porque ela é imprevisivelmente nova e inimaginável (1 Coríntios 2:9) e não se ajusta confortavelmente nos trilhos familiares, estamos demasiado dispostos a tentar forçá-la, através de nossas categorias congeladas, até que ela saia parecendo mais com o que esperávamos e desejávamos que fosse. Não há meio melhor do que este para simplesmente derramar no chão o precioso vinho novo do reino eterno de Deus.

Precisamos estar atentos a um conservadorismo tão insensato que pensemos que o melhor modo de permanecer firmes na fé seja manter as coisas como estão. Que tudo está bem e bom se o modo como as coisas estão é como o Senhor quer que estejam; mas se não, precisamos juntar armas a bagagem e ficar prontos para uma longa jornada naqueles novos lugares onde o Senhor pretende que estejamos. O vinho novo do evangelho não é destinado a nos deixar confortáveis, mas a nos fazer novos.

Alguns fizeram um uso infeliz da afirmação de Jesus a propósito do vinho novo e dos odres velhos. Para eles, os odres velhos freqüentemente representam aqueles modos pelos quais, no Novo Testamento, os discípulos então fizeram as coisas, e o vinho novo simboliza idéias modernas que são mais atraentes para os homens e as mulheres da geração corrente. Eles precisam ser lembrados que todos os modos dos cristãos primitivos que não foram simplesmente um reflexo das condições do seu tempo (a lavagem dos pés como um ato de hospitalidade, um beijo para saudação, etc.) eram o produto da vontade radical de Cristo e os imutáveis princípios eternos do seu reino. Todos nós faríamos bem em seguir o exemplo deles (Atos 2:42). Pois se o fizermos, certamente não estaremos sentados imóveis, mas estaremos empenhados na experiência mais radicalmente transformadora da história humana. Beber o vinho do reino de Deus não é um passo de moderação. Obedecer à voz do Filho de Deus não é um ato conservador!

-por Paul Earnhart

“Herege”, “Heresia” e “Seita”?



As palavras “herege”, “heresia” e “seita” vêm de palavras gregas usadas no Novo Testamento, derivadas da mesma raiz. A idéia fundamental atrás destas palavras é “escolher” ou “escolha”. Assim a forma de verbo é usada quando Deus diz que escolheu seu servo (Mateus 12:18).

Outras vezes na Bíblia e no uso atual destas palavras, ainda podemos ver um elemento de escolha. Quando homens decidem seguir suas próprias opiniões, criando novas doutrinas e facções religiosas, estas palavras se aplicam. É neste sentido que lemos no Novo Testamento sobre seitas como dos saduceus (Atos 5:17) e fariseus (Atos 15:5), grupos que escolheram defender falsas doutrinas e tradições humanas.

Os apóstolos condenaram o espírito faccioso (Gálatas 5:20), alertaram sobre heresias destruidoras (2 Pedro 2:1) e ensinaram os cristãos a admoestarem e depois rejeitarem os hereges, ou homens facciosos (Tito 3:10). Escolher seguir qualquer doutrina que não vem de Deus é uma infração gravíssima da vontade do Senhor.

Às vezes, estas palavras são corretamente usadas para identificar doutrinas erradas e seus defensores, e é assim que devem ser empregadas.

Mas as palavras certas usadas pelas pessoas erradas podem se tornar armas maliciosas. Já no primeiro século, estas mesmas palavras foram usadas pelos adversários do Senhor para difamar seus servos fiéis. Tértulo, o orador que representou os judeus no processo contra Paulo, descreveu o apóstolo como “o principal agitador da seita dos nazarenos” (Atos 24:5). Paulo respondeu a esta distorção da palavra: “Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (Atos 24:14). Mais de dois anos depois, quando Paulo chegou a Roma, os judeus queriam ouvir “a respeito desta seita que, por toda parte, é ela impugnada” (Atos 28:22).

Desde aquela época, os poderes religiosos têm usado estas palavras para identificar ideias ou pessoas que discordam da posição oficial de uma igreja ou das correntes principais de movimentos populares. Homens bons podem ser chamados de hereges, e homens maus podem ser vistos como servos “ungidos por Deus”.

O critério de avaliação não deve ser a posição oficial de líderes eclesiásticos, e sim a palavra de Deus. No final das contas, não importa o que os homens dizem, pois são as palavras de Cristo que nos julgarão (João 12:48; Gálatas 1:10). Nunca devemos escolher uma direção que contrarie a vontade de Deus!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Reflexão de Segunda Feira


“Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” … “E, finalmente, o que foi semeado em boa terra: este é aquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um”.Mateus 13:8-9, 23


Na parábola do semeador, semente é “a mensagem do Reino”, a Palavra, o Evangelho. É necessário ouvi-la, mas é também necessário entendê-la e vivê-la. Precisamos nos dedicar não só escutar pregações e aulas e ler nossas Bíblias, mas também a procurar entender. Só assim podemos aplicar a Palavra de Deus às nossas vidas e daí produzir o fruto que ela vai gerar. Se fizermos isso, ela gera este fruto sem falta. Você está realmente se esforçando para entender e aplicar a Bíblia na sua vida? A Palavra de Deus tem o propósito de produzir efeitos e mudanças em nós. As mudanças serão visíveis e notáveis. Um pouco antes no Evangelho de Mateus, Jesus declarou que a marca visível dos verdadeiros membros da família de Deus é que eles fazem a vontade do Pai (12:46-50). Objetivamente, você pode ver o fruto da Palavra de Deus em sua vida? Hoje mesmo você enfrentará decisões e escolhas que serão ou para Deus, ou não. Chame Deus para lhe informar e iluminar suas decisões. Aplique a Palavra dEle às escolhas que você está encarando. Seus planos, compromissos e decisões lhe deixarão mais próximos ou mais distantes de Deus de acordo com a base que você usou para fazê-los. Faça a decisão e tome a direção em sua vida que será digna do sacrifício que foi feito por você. (Veja Efé 4:1; Fil 1:27 e 1 Tess 2:12)

Basta Crer no Evangelho para Ser Salvo?


Basta Crer no Evangelho para Ser Salvo?

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa” (Atos 16:31). Mas, a Bíblia também diz: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente” (Tiago 2:24). A palavra de Deus se contradiz? É claro que não. Para compreender estas afirmações, precisamos entender sentidos diferentes da palavra fé.

Um princípio fundamental de comunicação é a consideração do contexto. A mesma palavra pode ter significados bem diferentes em contextos diferentes. Entendemos isso quando ouvimos pessoas usar palavras como “amar” ou “adorar”. Quando se fala de comida ou outras coisas, tem um sentido. Quando se fala de amar a esposa ou adorar a Deus, o significado é diferente.

Da mesma maneira, a mesma palavra pode ter sentidos diferentes em diversos contextos bíblicos. Normalmente, a fé inclui a reação apropriada. Se alguém entrar num prédio e gritar “fogo”, as pessoas que crêem que o local está em chamas obviamente vão se levantar para sair. A pessoa que não crê ficará tranquila. Da mesma forma, a pessoa que crê na palavra de Deus vai reagir à sua mensagem. É por isso que é tão importante obedecer ao evangelho (leia 2 Tessalonicenses 1:8-9; Hebreus 5:9). Se não reagir, é porque não crê.

Tiago fala da fé num sentido mais estreito e, desta maneira, frisa bem a importância de uma fé ativa e obediente. Ele deixou bem claro que a fé que salva é a fé que age – que se manifesta nas obras de obediência (ele não fala de obras de mérito, porque nenhum de nós merece a vida eterna – Romanos 3:23; Efésios 2:8-9). Considere as palavras de Tiago: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? . . . Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2:14,17). Ele disse que os demônios crêem e tremem, mas eles não obedecem (Tiago 2:19).

Citando a fé obediente de Abraão e Raabe, Tiago conclui: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. . . . Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:24,26). Certamente, ninguém será salvo por uma fé morta!

– por Dennis Allan

O Evangelho da Ganância


Alguns cristãos na atualidade, em especial aqueles alcançados pela pregação de tele e radioevangelistas famosos e também aqueles influenciados por publicações de conteúdo “pseudamente cristão”, têm achado que prosperidade material é característica obrigatória do crente.

Acreditam que a riqueza está inclusa no pacote de bênçãos celestiais, prometido por pregadores irresponsáveis que parecem não conhecer a Bíblia e a razão da pobreza no mundo. Demonstram, ainda, uma grande dificuldade em enxergar os abusos que são cometidos neste país por governantes corruptos os quais corroboram com o aumento cada vez maior da péssima distribuição de renda. Parece que o evangelho tem se resumido a isso: fazer com que pessoas fiquem “ricas”.

Muitos têm sido vítimas de afirmações eloqüentes de alguns pregadores que se exibem com imagem de ricos, donos de lindas casas e carrões de último tipo. Suas afirmações têm produzido uma categoria de cristão instável e de mentalidade doentia.

Tais ensinamentos têm formado pessoas suscetíveis ao ataque de seitas e heresias, além de cidadãos alienados e totalmente alheios aos problemas sociais que de fato precisam ser denunciados por desestruturarem e marginalizarem uma imensa maioria da população brasileira.

Nosso país precisa de cura espiritual, moral, política, social e ética. Nossos púlpitos devem apresentar o Jesus que cura o homem em sua totalidade e que dá a ele senso de justiça, estimulando-o à promoção da paz.

É preciso apresentar o evangelho que abriga, que veste e também mata a fome; que inclui, que conscientiza a humanidade. Precisamos de um evangelho profético e transformador, que restaura caráter e que luta por dignidade.

Chega de pregações que despertam a ganância, que transformam as pessoas em pidonas e interesseiras, em pessoas que compram bênçãos muitas vezes pagas com cartões de crédito e débito além de cheques pré-datados.

Desejo que nossos púlpitos despertem em nós uma mente que não se conforma com este mundo, mas que estimula a renovação das mentes pela ação do Espírito Santo.

Deixo-vos para reflexão: Romanos 12:2

Bispo Paulo Cesar Costa Brazil
Comunidade Cristã Internacional Lugar de Vida

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