"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dores Do Parto


As palavras encontradas em Romanos 8 foram escolhidas por Paulo para descrever um mundo sujeito a catástrofes como o tsunami, que ceifou mais de 200 mil pessoas na Ásia, um dia depois do Natal de 2004. Nos meados de 2005, um terremoto ceifou dezenas de milhares de vidas, derrubando vilas inteiras em Caxemira (Paquistão e Índia). O furacão Katrina inundou milhares de casas em New Orleans e provocou a morte de mais de mil pessoas. A frase descritiva da Bíblia afirma que “a natureza criada geme até agora, como em dores de parto” (Rm 8.22).

Os sofrimentos que atingem a todos em grau mais ou menos intenso seriam uma conseqüência da maldição que toda a natureza sofreu em decorrência do pecado de Adão, que desobedeceu a ordem direta de Deus. “A criação foi submetida à inutilidade (...) por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rm 8.20 e 21).

Os cristãos, que têm os primeiros frutos do Espírito, gemem interiormente, porque os sofrimentos que atingem a humanidade em geral não poupam os filhos de Deus. Porém o sofrimento tem um significado diferente para aqueles que participam da salvação em Cristo. Os que não crêem no Evangelho não têm condições de interpretar corretamente os sofrimentos pelos quais são obrigados a passar. Parece-lhes nada mais que o azar. O Apóstolo declara que sofrimento cristão não pode ser comparado com aquela glória que será revelada neles um dia. Esse dia da revelação da glória dos filhos será o dia de sua adoção, o dia que eles esperam ansiosamente (v. 23). A “adoção” refere-se ao dia em que, com corpos transformados para sermos iguais ao corpo de Jesus após a ressurreição, seremos eternamente isentos de sofrimento de “inutilidade”.

Para os que não crêem, os sofrimentos que afligem a vida não têm significado algum. São como acidentes que ocorrem por acaso. Como pensavam os gregos da Antiguidade, não existe nada senão o fatalismo cego. Desconhecendo o motivo que planejou o acontecimento, tudo ocorre inutilmente. A criação foi sujeita à vaidade ou futilidade por causa da rebelião do homem, que decidiu obedecer à sugestão do Diabo em vez do Criador.

Para os que crêem no único Deus Todo-poderoso e Soberano, todos os acontecimentos têm um propósito, ainda que, muitas vezes, não nos seja revelado. A “escravidão” que algema a natureza será um dia retirada. Ela será “libertada (...) para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rm 8.21). A Bíblia prediz que haverá novos céus e terra. Pedro falou no dia em que todas as coisas serão renovadas (At 3.19,21). Fomos salvos na esperança, ainda que temporariamente gememos interiormente, aguardando o dia de “adoção”. A realidade da fé nos permite olhar para um futuro glorioso, além dos sofrimentos desta vida. O tempo presente representa as “dores de parto” à luz da esperança maravilhosa do futuro.

Se cremos na soberania de Deus, podemos contar com o Espírito para nos orientar na oração. Facilmente, o cristão poderia pensar que Deus abandonou a criação, que está fora de controle pela maneira como os sofrimentos desta vida alcançam os que parecem não merecê-los. Mas quem diria que a mãe grávida merece passar pelas dores de parto? Ela entende de antemão que essas dores são o caminho pelo qual tem de passar para ganhar a recompensa incomparável de um filho. Assim, o Apóstolo afirma que os sofrimentos do tempo presente não devem ser comparados com a glória que será revelada.
A gloriosa confiança dos remidos está enraizada no que eles sabem, isto é, que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que O amam e são chamados segundo o Seu propósito (v. 28). Os sofrimentos desta vida são utilizados por Deus para cumprir o Seu propósito, o que somente pode ser bom.

A soberania e amor de Deus são o bálsamo do cristão. Pela fé, esperamos o mundo futuro invisível que substituirá a amaldiçoada natureza fadada a perecer para dar luz aos novos céus e terra. A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar (Hc 2.14). As dores de parto terminarão na gloriosa revelação dos filhos de Deus, quando Jesus Cristo voltar e destruir todos os inimigos, inclusive o último que é a morte. Maranatha!


Dr. Russel Shedd

terça-feira, 19 de abril de 2011

Reflexão Terça Feira


“Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que
crê em mim não permaneça nas trevas”. João 12:46


Uma das maiores histórias no Evangelho de João é sobre
Nicodemos. Ele veio para Jesus à noite e Jesus lhe disse que
aqueles que amam a verdade vêm à luz. Mais tarde, Nicodemos
defendeu Jesus, mesmo sendo ridicularizado por isso. Depois, na
pior hora possível política e religiosamente, ele revelou que era
discípulo de Jesus: ele pegou o corpo quebrado e morto de Jesus e
ajudou José de Arimatéia a colocá-lo num túmulo. Nicodemos não
ficou na escuridão. Não devemos também. Jesus é a luz do mundo;
se a nossa luz não pode ser achada nele, quão profunda é a nossa
escuridão!

Cada Um Tem a Sua Dor




Todos somos diferentes. Cada pessoa traz consigo uma certa dose de mistério. É o jeito de ser de cada um. São peculiaridades que tornam cada ser humano um ser único: com reações próprias, com singularidades que vão do gosto ao desgosto; do sorrir ao chorar. Na verdade, ninguém é igual a outrem, inclusive na forma de lidar com o sofrimento. Existe, portanto, a dor de cada um.
É certo que temos graus diferentes de sensibilidade. Nem sempre os que estão perto de nós entendem as razões e a intensidade de nossa dor. São sentimentos muito íntimos; experiências muito pessoais. São verdades exclusivas da alma.

Aquilo que para alguns pode significar humilhação e tristeza, pode ser interpretado por outros como uma banalidade, uma tolice passageira. Os fatos da vida ganham ou perdem sentido quando afetam a nossa sensibilidade. Por isso mesmo, ainda que haja uma massificação do sofrimento, como ocorre nas tragédias coletivas, ainda assim, existirá a dor de cada um. Tanto mais perto de nós, tanto mais intensa é a dor.

Às vezes, numa mesma casa, sob o mesmo teto, um chora e outro rir. Ou, numa mesma cama, sob o mesmo lençol, um dorme em paz e outro agoniza. Daí, conhecer alguém em profundidade é, acima de tudo, procurar escutar a voz do coração, que muitas vezes é exteriorizada pela linguagem das lágrimas.

Os relacionamentos mais significativos como marido e mulher, pais e filhos, amigos e namorados, deixam marcas profundas em nós, inclusive, de sofrimento. Toda relação saudável exige um respeito para com a dor do outro. Esse respeito se dá quando não menosprezamos as lágrimas de alguém e procuramos entender as razões do seu pranto.

A dor de cada um é também a maneira como, individualmente, expressamos nossas frustrações, amarguras, desencantos, perplexidades, tristezas e lamentos. É uma forma bem humana de rejeitarmos as desumanidades. É uma maneira corajosa (e verdadeira), de revelarmos nossa interioridade, de assumirmos nossa condição humana.

A dor é também uma espécie de combustível para a vida. As grandes perdas, os lutos, as crises agudas, as enfermidades, o fim de um relacionamento, as ingratidões, enfim, as experiências dolorosas da vida, acabam injetando em nós vontade de viver, desejo de superação. É a dor como semente de vida e esperança. Alguns sonhos são gerados nas entranhas da dor. É o aprendizado silencioso de quem valoriza suas próprias lágrimas.

É exatamente na experiência da dor que Deus se revela um amigo fiel. Ele é o “socorro bem presente na angústia”, como bem disse o Salmista. Ele é o bálsamo por excelência. É também lenitivo e refrigério constantes, trazendo consolo, fortaleza e esperança. Por ser o Pai de todos, Deus está sempre presente na dor de cada um!

felicidade e Satisfação



“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.”
1 Tm 6.7-8

Os livros que ensinam como ficar rico enchem bibliotecas e são consumidos com voracidade. Passa-se a ideia de que o dinheiro pode nos dar segurança e felicidade. Muitos acreditam que o dinheiro é a ponte para a ilha da fantasia, onde mora a felicidade. Mas, aqueles que querem ficar ricos caem em tentação e cilada e atormentam a si mesmos com muitos flagelos. Muitos se desviaram da fé nessa cobiça desenfreada. O dinheiro em si não é mal, mas o amor do dinheiro é a raiz de todos os males. O apóstolo Paulo diz que a piedade com contentamento é grande fonte de lucro. Tendo o que comer, o que beber e o que vestir, devemos estar contentes. Nossa felicidade e nossa segurança não estão no dinheiro, mas em Deus. Paulo exorta os ricos para não colocarem sua confiança na instabilidade da riqueza, mas em Deus. O dinheiro é bom quando nós o possuímos, mas não quando nos possui. É um bom servo, mas um péssimo patrão e só nos traz felicidade quando o distribuímos com generosidade e não quando o retemos com avareza.

cadadia.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reflexão de Segunda Feira


“mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos.
…para que a sua fé não desfaleça”.
-- Lucas 22:32


Jesus não se ofereceu para ficar no lugar de Pedro. Ele não
prometeu um resgate dramático. Ele não deu a Pedro poderes
miraculosos para enfrentar a provação. Jesus viu o perigo em toda
sua dimensão – e orou. Às vezes a única coisa que Deus espera
de nós é que nos importemos o suficiente para interceder, para
orar. Será que tem alguém que precisa das suas orações agora
mesmo?

Jesus não disse a Pedro “se” te converteres. Ele disse
“quando”. Jesus teve confiança em Pedro e ele comunicou aquela
confiança. É tão importante que façamos o mesmo com nossos
filhos e irmãos e amigos. Não é mero positivismo. Jesus fez isso
porque aquilo pelo qual ele orava, a fé de Pedro, era baseado não
em talentos ou habilidades humanas, mas na pessoa de Jesus. Se
alguém tem como base a fé em Cristo Jesus, mais cedo ou mais
tarde Deus fará grandes coisas na sua vida. Qual a sua base? É
esta a base que você está lançando em outras pessoas que você
está levando para Deus? Viva Jesus, ensine Jesus e aponte as
pessoas para Jesus. Não tem força melhor ou maior nesta vida

hermeneutica.com

Cristianismo e a Globo


Na manchete que ficou poucos minutos no ar na primeira página do portal G1 no fim desta sexta, a Globo afirma explicar o conteúdo religioso da carta. Apesar da matéria começar afirmando que “os especialistas preferem não fazer relações entre o que foi escrito e referências encontradas na Bíblia e em doutrinas religiosas”, o texto em seguida diz que a carta possui relação ao Judaísmo e ao Cristianismo.

Os especialistas ouvidos foram o teologo católico Leonardo Boff e o Professor Eulálio Figueira, coordenador do curso de especialização em Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica.

Para Boff o assassino era maniqueísta, ou seja, cria em uma filosofia religiosa básica que divide o mundo entre bem ou mal. Segundo o Teólogo o jovem “justapõe muitos elementos das religiões que estão no mercado. É um brasileiro sincrético. (…) E dentro do cristianismo, há grupos maniqueístas”, afirma o teólogo que completa: “Ele só quer a pureza absoluta. É claro que ele se filia a essa corrente que é antiquíssima. Santo Agostinho foi durante muito tempo maniqueísta”. Já Eulácio afirma que a carta é “resultado de um imaginário coletivo religioso”.

Em seguida a matéria deixa um pouco de lado os especialistas católicos e fala sobre o pedido de sepultamento do jovem, o texto afirma que a descrição do funeral lembraria as orientações de funerais judaicos e que o Novo Testamento relata Jesus sendo sepultado em um lençol branco, assim como pediu o jovem, porém, a matéria não fala que no judaísmo é proibido orar pelos mortos, como o jovem pediu. O funeral da crença Islâmica e a Judaica são parecidos, mas além da proibição da oração pelos mortos, os muçulmanos pedem para que após sua morte, no momento da preparação para o sepultamento, se um “impuro” for tocar em seu corpo que use luvas, outro pedido de Wellington na carta.

Outro fato tido como estranho foi a forma de publicação da entrevista dada ao vivo para a BandNews pela irmã do assassino. Nas matérias do G1 todo o contexto é retirado e apenas uma frase é publicada: “Ele falava desse negócio de religião”, sendo que frase a original amplamente divulgada pela Band e diversos portais de notícias brasileiros é “Ele falava desse negócio de muçulmano”.

Carta Suicída

O jornal O Dia comparou a carta suicida de
Welligton com outras de outros suicidas mortos em atentados islâmicos radicais e percebeu alta semelhança entre as cartas, principalmente com a divulgada do terrorista Mohammed Atta que morreu nos atentados de 11 de setembro.

Nas cartas é possível ver referências a Deus, repúdio a “impuros”, listas de pedidos após sua morte e distribuição de suas posses por quem precisa. Inclusive a especificação de funeral são praticamente as mesmas: ambos pediram uma pessoa da mesma crença para sepulta-lo, oração para que suba aos céus e luvas para quem tocar em partes “impuras”. A íntegra da carta é facilmente encontrada na internet.

Desde de o acontecimento são encontrados vários indícios de conteúdos religiosos no caso, mas a confirmação que se tem é que Wellington sofria problemas mentais, tinha histórico de esquizofrenia na família e era sociopata.

Fonte: Gospel+

Obediência


“Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso.” (Ezequiel 37:7)

Meu querido leitor, é mais importante obedecer a Deus do que compreender ou concordar. Não creio que Ezequiel fosse tão diferente de nós, até por que no verso 3 sua resposta sugere alguma dúvida. Mesmo assim ele obedece e isso gera vida onde só havia morte.

Profetizar vida onde só há morte: esse é o centro do ensino deste impressionante capítulo das Escrituras que para mim.

Se cada um de nós tomar para si esta ordem e esta visão, o mundo vai mudar diante de nossos olhos. Casamento destruído é osso seco. Falência financeira é osso seco. Câncer, leucemia, lupus, seja a doença que for, é tudo osso seco. Depressão, falta de vontade de viver, é tudo osso seco. Filhos desviados, relacionamentos familiares corroídos, é osso seco. Aleluia, os ossos podem voltar a viver. Basta que um sujeito normal, apenas chamado por Deus tome para si o papel de profeta e profetize.

Eu fico imaginando a cara de Ezequiel quando viu os ossos se movendo e criando carne. Eu fico com os olhos aguados de imaginar, aqui, tantos séculos depois. Imagine ao vivo. Eu sou testemunha ocular de muito osso seco criando vida, para glória do Senhor. Casamentos têm sido restaurados depois de duas décadas de rompimento. Curas têm sido manifestas quando os médicos diziam que nada mais podia ser feito. Gente que queria morrer está saltitando e alegrando os demais. É vida nascendo da morte.

A matéria prima de Deus é qualquer coisa, inclusive o “nada”. Olhe para seu osso seco e imagine nele vida. Profetize sobre ele vida. Veja o que não está ali para ser visto – isso se chama fé.

A opção é ficar sentado se lamentando daquilo que poderia ser tão diferente quanto um ser humano vivo é diferente de um osso sequíssimo. Você decide.

“Senhor, ajuda-me a encontrar forças e a mudar de atitude. O osso seco não precisa de ajuda, quem precisa sou eu. Eu quero ver o invisível e profetizar vida sobre a morte.”

Mário Fernandez

www.hichtus.com.br

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