"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vulgarização da Unção



O Substantivo (Unção)
Unção, todo mundo quer ter, até quem não sabe o que é.
O termo até deixou de ser bíblico depois que passou a ser composto.
Hoje temos a:
“Unção da prosperidade”
“Unção de Multiplicação”
“ Unção de Conquista”
“Unção da capa de Elias”
“Unção do Cai, cai” e acreditem tem até a “ Unção da lagartixa”.
E que bom seria se acabasse por aqui, porém imagino que a unção da multiplicação, multiplicou outros tipos e nomes de unção.
O Verbo ( Ungir )
No mercado circular a regra sempre é : para aumentar a procura deve aumentar a oferta, então vamos lá.
Você pode levar o óleo da unção por apenas R$ 16,50 a compra pode ser feita pela internet. Com ele vai poder ungir sua casa contra mau olhado, pode ungir seu carro, cartão de credito. Caso tenha duvida se com ele pode ungir as partes intimas de seu marido, recomendo, (mesmo que se seu pastor tenha respondido que sim), que você consulte o descritivo químico do produto.
O Adjetivo ( Ungido )
Muitos querem ser chamados de ungidos, e em sua vaidade até pensam ser eles apenas ungidos, enquanto o resto da igreja não é.
O titulo de ungido tornou alvo de ambição de quem não aceita mais ser servo.
Sempre apelam diante da critica para texto como ” Não toqueis no meu ungido” texto que fala concernente a agressão física e não repreensão doutrinaria, Paulo sabendo disso não receou em repreender o também ungido Pedro.
O adjetivo ungido é para todos o que possuem o Espírito Santo, e quem tem o Espírito já tem a Unção. 1 João 2: 20, 27
Explanação
No antigo testamento a unção era um ato cerimonial praticado pelo os judeus, eram ungidos reis, sacerdotes e profetas com o intuito de outorgar poder, separar e confirmar perante todos, o oficio. Também era ungida parte do tarbenaculo, e estava presente no dia a dia como purificação e tratamento terapêutico.
Agora, no novo testamento, a unção com óleo aparece apenas para os doentes.
A ação do antigo testamento de outorgar poder e separar não é mais figurada pela a unção com óleo, mas sim pela ação do Espírito Santo quando entra na vida do homem.
No novo testamento não é mais o sacerdote (pastor, bispo, apostolo ) que unge, mas é Deus, e não faz como um ato cerimonial de derramar o óleo, mas sim de enviar o seu Espírito àquele que recebe o Filho por Salvador. 2 Cor. 1:21
Infelizmente, hoje, muitos voltaram à praticas judaizantes e querem ungir tudo, pensam que o óleo tem poder mágico.
Ungir tornou-se mais um “ponto de contato” para os que não conseguem ainda se familiarizar com a fé que é invisível.
Alan Corrêa

Com quem se casou Caim?



Caim foi o primeiro filho de Adão. Em Gênesis 4.2 encontramos Caim como lavrador, ou seja, já como homem adulto. Então ele matou seu irmão e saiu da face do Senhor (versículo 16), indo habitar na terra de Nodeversículo (evidentemente ela deveria ter este nome quando Moisés escreveu o Gênesis e significa "nômade" ou "errante"). Não nos é dito quanto tempo se passou do versículo 16 até o versículo 17, quando Caim encontra uma esposa. A Bíblia não nos diz e só podemos nos basear em conjecturas. Mas são conjecturas perfeitamente possíveis e nada têm de estranho.

Alguns, que não crêem, procuram usar desta passagem para desacreditar o escrito divino. Em Gênesis 5.3 nos é dito que Adão estava com 130 anos quando gerou Sete, e esta idade deveria ser um pouco mais que a idade de Caim. Lembre‑se que Adão foi criado adulto e deve ter caído em pecado logo após a criação de Eva pois, embora Deus já tivesse ordenado que se multiplicassem (Gênesis 1.28), Adão só conheceu sua mulher após ter sido expulso do Éden (Gênesis 4.1).

Embora a primeira impressão que se tem é que Sete tenha sido o terceiro filho de Adão e Eva, não podemos afirmar isto com certeza, pois a Palavra de Deus geralmente assinala apenas o nome daqueles que têm alguma importância no contexto ou de quem viria uma genealogia. É comum também se omitir o nome das filhas. O fato de, por exemplo, não encontrarmos os nomes dos descendentes dos bisnetos de Caim não significa que não tenham existido. Simplesmente não são citados pois nada tinham a ver com o relato divino.

Porém, supondo que Adão não tenha tido filhos além de Caim e Abel, depois de haver gerado Sete, Adão viveu mais oitocentos anos e "gerou filhos e filhas". Quantos? Não nos é mostrado, mas você pode imaginar. Se um casal brasileiro consegue gerar uma média de 4 filhos, vivendo uma média de 60 anos, o que não faria durante 800 anos, em condições de saúde muito menos prejudicadas pelo pecado do que a que vemos em nossos dias! Junte‑se a isto os filhos de sua descendência e você chegará a números enormes.

Creio que se Caim viveu uns oitocentos anos (que era a média da época), quando estava com uns trezentos anos já podia escolher, entre um bom número de irmãs (Adão e Eva tiveram filhos e filhas) e milhares de sobrinhas e parentes distantes, uma esposa para si. E não somente isto, como também já podia construir uma cidade para abrigar tanta gente, como realmente o fez no capítulo 4.17. Não faria sentido construir uma cidade se não existisse já uma população para ela. Já li um cálculo que foi feito da população da Terra na época do dilúvio, que aconteceu cerca de 1700 anos após a Criação, e é fantástico o número de pessoas que poderiam estar habitando a Terra.

Não há nada de anormal nisso se multiplicarmos a geração de um homem de nossos dias por dez, que seria o equivalente aos oitocentos anos em média que se vivia então. Pela extensão dos anos de vida do homem naquela época, é possível que netos de Caim, ou até mesmo filhos de sua velhice, tenham perecido no dilúvio. O problema maior para entendermos tudo isso reside no fato esquecermos que o tempo de vida de um homem antes do dilúvio era muito maior que hoje. Mas podemos ficar sossegados; Caim teve tempo suficiente para ter várias opções de escolha até tomar uma esposa para si.

Ao contrário do que você pensou, eu não disse que Caim tenha tido filhos com várias mulheres, pois a poligamia só surgiu depois, com o neto de Caim (bisneto de Adão):

Gên 4:19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.

Adão e Eva tiveram filhos e filhas, não diz quantos, mas devem ter sido em número suficiente para ocorrerem casamentos entre eles e daí surgir uma população para o mundo de então.

Gên 5:3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. 

Gên 5:4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.

Para entender a Bíblia é preciso se concentrar no que é dito, não no que não é dito. Quando Deus não informa algumas coisas é porque elas não são importantes para o que Ele está querendo nos ensinar. Quando o professor ensina o aluno a somar dois mais dois ele não explica qual a composição do grafite do lápis ou do papel do caderno, porque isso não iria ajudar em nada o aluno a entender como fazer a conta.

De qualquer modo, a população já era significativa nos tempos de Caim, ou não haveria razão para ele ter construído a primeira cidade que é mencionada na Bíblia:

Gên 4:17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque

Mario Persona

http://www.respondi.com.br

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Reflexão Quinta-feira

“Pois o Filho do homem no seu dia será como o relâmpago cujo
brilho vai de uma extremidade à outra do céu. Mas antes é
necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.”
 Lucas 17:24-25



   Muitas pessoas se preocupam com a volta do Senhor. Será que esta
guerra ou aquele distúrbio climático sinaliza a volta de Jesus? Uma
coisa que Jesus deixa claro com estas palavras é que não haverá
confusão quanto à volta dEle. Quando Jesus voltar, cada ser vivo na
face da terra saberá no mesmo instante. Embora os judeus levam a
culpa pela rejeição de Jesus, aqui ele nos lembra que foi "esta
geração". Judeus e gentios, tanto naqueles dias quanto hoje, terão
que responder a Deus pela rejeição ao Filho. Naqueles dias quando
Jesus falou essas palavras, seu sofrimento ainda não havia
ocorrido. Hoje sabemos o quanto ele deu por nós. Será que valeu à
pena? Estamos vivendo vidas transformadas pelo sacrifício de nosso
Salvador? Decida hoje que, no que depender de você, Jesus dirá
naquele dia que, vendo a sua vida, valeu à pena.

IntelliMen”: Igreja Universal lança grupo exclusivo para homens com propostas similares à maçonaria. Confira



O bispo Renato Cardoso, genro de Edir Macedo e apresentador do programa The Love School lançou uma espécie de fraternidade, exclusiva para homens, intitulada “Projeto IntelliMen”, e voltada à superação de desafios.
Segundo texto do site Arca Universal, “o nome é a junção de duas palavras em inglês: intelligent (inteligente) e men (homens), porque engloba todo o objetivo do projeto, que é ‘formar homens inteligentes e melhores em tudo’”.
O bispo Renato Cardoso declarou que através de desafios, o projeto ensinará valores aos participantes e isso tornará os “intellimen” pessoas mais fortes e prósperas.
“Espere desafios. Nós vamos lhe desafiar a ser melhor em todas as áreas de sua vida. E para ser um dos IntelliMen, você nunca poderá fugir dos desafios nem deixar de cumpri-los. E, acima de tudo, precisará do ingrediente fundamental para aprender: humildade. Se você não reconhece que precisa melhorar, não podemos lhe ajudar. Ainda que você já seja forte e bem-sucedido em muitas coisas, é preciso entender que ‘o homem não prevalece pela força’ (1 Samuel 2.9)”, disse Cardoso.
Ainda segundo o texto, “qualquer homem pode participar, com a condição de ler todo o manifesto”, além de manifestar publicamente sua decisão através das redes sociais, além de publicar uma foto reproduzindo o gesto símbolo da fraternidade, “o soco da inteligência”.
A exclusividade masculina e a elaboração de ritos e símbolos visando conquistas subjetivas, em tom filosófico, faz surgir uma imediata comparação com a maçonaria, outra fraternidade exclusiva para homens e que há séculos, apesar de toda publicidade em torno, mantém suas práticas em segredo.
O projeto do bispo Renato Cardoso divulgou um passo a passo que deve ser seguido pelos interessados, e que se cumprido, significa a realização do primeiro desafio. É possível conferir todos os detalhes do manifesto divulgado pelo bispo no pdf publicado neste link.
A Redação do Gospel+ procurou a assessoria de imprensa da Igreja Universal para um pronunciamento a respeito dos objetivos do Projeto IntelliMen e  também das inevitáveis comparações com o que se sabe da maçonaria, porém até o fechamento desta matéria, a IURD não se manifestou.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Mike Murdock e Silas Malafaia querem de novo R$ 1.000,00 em troca de bênçãos divinas!



A participação de Mike Murdock no programa “Vitória em Cristo”, do pastor Silas Malafaia, nesse sábado (05) foi novamente marcada por uma campanha para arrecadação financeira que, segundo Malafaia, será convertida para projetos sociais.
Intitulada “Campeões da Fé”, a campanha lançada pelos pastores visa levantar 3 mil pessoas para contribuir com o valor de R$1 mil. Em troca das contribuições Malafaia oferece aos que participam da campanha o livro “O Desígnio”, escrito por Murdock. Apesar de determinar o número de 3 mil pessoas, certamente um número bem maior irá contribuir, superando as expectativas dos líderes religiosos em arrecadar R$3 milhões.
Segundo o pastor, não se trata da compra do livro, mas sim de uma doação para auxiliar o ministério. Ele afirma que o livro é apenas um presente, que vai abrir a visão dos que contribuírem. Malafaia ressaltou ainda, durante o programa, que aqueles que quiserem contribuir poderiam fazê-lo inclusive via cartão de crédito, podendo dividir a doação em 10 vezes.
- Quanto você que algo que você nunca teve você tem que fazer algo que nunca fez. Minha semente é uma conversa com Deus, minha semente explica a minha confiança no caráter de Deus. O versículo mais importante na sua Bíblia é Números 23:19 (“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?”) – declarou Murdock, de forma a encorajar as pessoas a contribuir.
Em seguida Mike Murdock fez uma oração para que as pessoas “conectassem seus negócios a Deus”, afirmando que se Deus entra na equação financeira, tudo muda. Nessa oração, ele afirmou que 12 empresários iriam contribuir com R$ 1 mil por mês, durante 12 meses. Segundo ele esses “12 Campeões de Fé”, começariam a fazer negócios através de Deus.
Malafaia disse ainda não se tratar de sua palavra nem da palavra de Murdock, mas da palavra de Deus, descrita por ele como “a maior fonte de prosperidade”. Ele finalizou afirmando que os críticos a esse tipo de trabalho “não entendem a grandeza de uma prosperidade”.
- Deus reage muito mais do que propriamente usa a soberania do seu poder – concluiu Malafaia, ao justificar que as contribuições teriam retorno em forma de uma “colheita especial”.


As sobras dos elementos da Seia do Senhor



Os diáconos são encarregados da preparação antecipada da Ceia do Senhor. Esta é uma honra que estes servos de Deus têm diante da igreja local. Devem zelar para que os elementos sejam apropriados tanto em qualidade, como o corte do pão e a distribuição do cálice, e ainda a disposição na mesa. Todavia, após o término do culto, eles são responsáveis pelas sobras dos elementos da Ceia. A pergunta é: o que fazer dos elementos que sobraram?

Não há uma prescrição clara quanto a este assunto. Nos Princípios de Liturgia[1] [capítulo VII - Administração da Ceia do Senhor] lemos que no art.17 “os elementos da Santa Ceia são pão e vinho, devendo o Conselho zelar pela boa qualidade desses elementos.” Isto significa apenas que o Conselho supervisiona o preparo e uso dos elementos para que sejam corretamente escolhidos com qualidade. Não há menção quanto às sobras.

É quase impossível estabelecer uma regra absoluta quanto ao assunto. Devemos nos orientar por um princípio geral, isto é, que o preparo, o manuseio, e o eliminar dos elementos devem evitar qualquer superstição, erro doutrinário, ou a prática da veneração do pão e do cálice, antes, durante ou após a celebração da Ceia do Senhor, atribuindo-lhes algum poder inerente, ou valor permanente. A Confissão de Fé de Westminster declara que:

Os elementos exteriores deste sacramento, devidamente consagrados aos usos ordenados por Cristo, têm tal relação com o Cristo Crucificado, que, verdadeiramente, embora só num sentido sacramental, são às vezes chamados pelos nomes das coisas que representam, a saber, o corpo e o sangue de Cristo; se bem que, em substância e natureza, conservam-se verdadeiro e somente pão e vinho, como eram antes.[2]

Há diferentes práticas adotadas pelas igrejas evangélicas:

1. Muitos guardam as sobras, tanto do pão como do cálice, para a próxima realização da Ceia. O problema é que quando a celebração seguinte demora, ou sendo realizada mensalmente, os elementos podem não ter a mesma qualidade, por causa da fermentação, decomposição, ou até mesmo por serem inaproveitáveis por causa da sua inadequada preservação.

2. Em alguns casos há diáconos que após o culto, enterram as sobras do pão e do cálice. Mas, isto apenas aumenta a ignorância e piora o misticismo irracional que, diga-se de passagem, é uma herança do catolicismo romano.

3. Há aqueles que jogam no lixo as sobras da Ceia. O fato de se jogar fora pode ser por não querer aproveitar os elementos, porque uma vez cortados não é possível aproveita-los para uma refeição posterior. Mas, corre-se o risco fazê-lo pelo mesmo motivo daqueles que preferem enterrar.

Esta confusão é desnecessária, mas ofende a consciência de alguns amados e sinceros irmãos que não foram corretamente instruídos sobre a natureza da Ceia do Senhor. Eis alguns motivos desta comum confusão:

1. Por serem instruídos sem base nas Escrituras a divinizar o pão e o cálice inconscientes da heresia que estão praticando.

2. Por esquecerem que o pão e cálice são meros símbolos, e que não há nenhuma mutação essencial nos elementos. Apenas a presença espiritual manifesta-se durante a Ceia nos alimentando com graça (por isso, é um meio de graça). Os elementos da Ceia não se tornam (transubstanciação), nem contém (consubstanciação) o corpo físico de Cristo. Embora separados do uso comum, continuam sendo o que sempre foram, o pão e cálice; não sofrem nenhuma mutação substancial, mas apenas representam uma realidade espiritual presente durante a correta celebração da Ceia. Cristo está presente espiritual e não fisicamente.

3. Por confundirem que o importante na Ceia são as palavras, o ato, e o momento da celebração da comunhão nada acrescentando, nem permanecendo nos elementos de modo que devem ser considerados como objetos de veneração.

Algumas recomendações pastorais sobre "as sobras da Ceia":

1. Não alimente o sentimento pelos elementos como se eles fossem o próprio Cristo! Não podemos cair no sutil erro da idolatria como o fazem os romanistas.

2. No manuseio dos elementos não os vulgarize. Este é o outro extremo, também praticado por ignorância. Não devemos brincar com aquilo que é sério. O símbolo [pão e vinho] mesmo quando não usado na Ceia não deve ser banalizado, se separado para este fim.

3. Não há nenhum problema em se comer as sobras do pão e beber resto do cálice, porque após o término do culto, eles se limitam a ser apenas o que sempre foram, pão e vinho, porque após a celebração perderam o seu significado e eficácia espiritual como meio de graça.

4. Se os diáconos resolverem dar as sobras dos elementos para as crianças (o que acontece em alguns lugares), deve-se inevitavelmente, com clareza, ensina-las que aquilo que elas estão comendo não é a Ceia do Senhor (nem permiti-las brincar de Santa Ceia), mas apenas as sobras do pão e do cálice. Isto deve ser feito, de modo que, seja evitado escândalos, uma concepção errada, e a confusão na mente dos infantes que ainda não possuem discernimento da seriedade da Ceia do Senhor.

A minha real preocupação com este artigo não é com as sobras dos elementos da Ceia, mas com o pressuposto teológico. A crença modela o comportamento. Então, não é apenas durante a Ceia que manifestamos a nossa convicção de fé, mas após o seu término quando vamos nos desfazer das sobras dos elementos. Infelizmente, um expressivo número de igrejas locais são absurdamente incoerentes quanto a este assunto! Mesmo aqueles que durante a Ceia confessam que ela é apenas um mero memorial (zwinglianos), ou, ainda outros que crêem que embora sendo um símbolo representa o corpo e o sangue, a presença de Cristo é somente espiritual, e não física (calvinistas); entretanto, após a Ceia acabam por negar o seu credo com ransos do romanismo. Com isto, não somente negamos a nossa doutrina na prática, mas desonramos o ensino do nosso Senhor.

Notas:
[1] Princípios de Liturgia in: Manual Presbiteriano (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1999).
[2] Confissão de Fé de Westminster, XXIX. 5.

Por: Rev. Ewerton B. Tokashiki, adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Reflexão sexta - feira

Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os
dois irmãos. Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que os
governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem
poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem
quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem
quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem,
que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate por muitos”.  Mateus 20:24-28



   Será que os dez ficaram indignados porque Tiago e João pediram
favorecimento, ou porque pediram antes deles? Uma lição positiva
que podemos tirar deste triste episódio nos dias nascentes do
Cristianismo é que lutas por poder e posição sempre existiram – até
entre os apóstolos. A mesma solução que Jesus deu para os doze
ainda serve para nós: vamos olhar para aquele que, embora Rei,
viveu como servo. Quando cedemos à tentação de pensar que somos
mais do que realmente somos, é bom lembrar a palavra que Jesus usou
para descrever o que foi dado por nós – resgate. Não éramos nem
servos; éramos presos condenados, cada um. Viver como servo hoje é
o privilégio de ex-condenados. Que Deus nos dê discernimento de
quem nós éramos e quem nós agora somos, graças a Jesus (Rom 12:3).
Que possamos viver ao longo deste ano novo como quem nós agora
somos – filhos do Rei!

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