"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

sábado, 18 de setembro de 2010

Cristo A Cima das Religiões




Os capítulos 8 e 9 do evangelho de Mateus descrevem alguns atos de Jesus: curas, libertações, abrandamento de tempestade, perdão de pecados, escolha de alguns discípulos, etc.

Examinando aquele relato, observamos que o judaísmo é lembrado ou confrontado em alguns pontos (8.4,10,11,12,17; 9.3,11). Aliás, esta é uma característica do livro de Mateus, que escreveu para os judeus afim de apresentar-lhes o Messias. Mas, nos referidos capítulos, qual seria a relação entre a religião de Israel e os fatos ali narrados?

A questão é que, quando Jesus veio ao mundo, encontrou em Israel uma religião muito bem estruturada. Sob o aspecto litúrgico, tudo funcionava da melhor forma possível. Entretanto, os milagres de Jesus demonstraram a insuficiência religiosa daquele povo.

Os rituais estavam sendo cumpridos, mas os enfermos (8.2,16) e paralíticos (8.6; 9.1) não eram curados nem os endemoninhados libertos (8.16,28). Os líderes religiosos estavam presentes e ativos, mas não se mostravam eficazes no sentido de conduzir os pecadores ao perdão divino (9.2). Nem mesmo uma simples febre (8.14) eles poderiam eliminar. O texto nos mostra que algo ia muito mal, pois aquele povo estava com a fé enfraquecida (8.10,26). A religião funcionava mecanicamente. Não havia unção, poder e vida. Muitas pessoas ali eram religiosas, mas continuavam culpadas, enfermas e possuídas pelos demônios.

De quê aquele povo precisava? Certamente não era de uma nova religião. Afinal, eles tinham a melhor religião da época: o judaísmo, voltada para a devoção ao verdadeiro Deus. Entretanto, com o passar dos séculos, a prática judaica foi se distanciando da essência ensinada por Moisés. Mas isto era previsível. Chegaria um tempo quando Israel precisaria da visita de um novo profeta (Dt.18.15), o Messias, o próprio Filho de Deus.

Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus. O Pai tomou a iniciativa no sentido de resgatar os necessitados de perdão, cura e libertação.

Jesus veio e muitos tiveram um encontro com ele. Nos capítulos 8 e 9 de Mateus, lemos sobre alguns desses encontros. Aí então, o leproso foi curado e Cristo mandou que ele se apresentasse ao sacerdote e fizesse o sacrifício determinado pela lei. Imagino que o sacerdote deve ter ficado maravilhado, perplexo, assustado, porque, embora o fato fosse previsto pela lei mosaica (Lv.14), é provável que ele nunca tivesse visto, até então, um leproso curado. Algo de sobrenatural estava acontecendo nas ruas de Jerusalém, muito além dos costumes e rituais religiosos.

Naqueles dias, muitos endemoninhados foram libertos, fenômenos naturais foram dominados, pecados foram perdoados, paralíticos começaram a andar, mudos falaram, cegos enxergaram, mortos ressuscitaram. Os atos de Jesus provocaram diferentes reações. Os líderes religiosos se levantaram contra ele (9.3,11,34). Os moradores de Gadara expulsaram-no daquela cidade. Porém, alguns creram nele e tornaram-se seus discípulos, seus seguidores.

Ainda hoje, muitas religiões existem e podem ser consideradas boas sob vários aspectos. Podem até ter bons ensinamentos e promover a caridade. Porém, a grande questão é: elas têm trazido perdão, cura, libertação e salvação eterna? Assim como o povo daquele tempo, todos hoje precisam ter um encontro com Jesus afim de que suas vidas sejam transformadas. Jesus Cristo ainda perdoa, cura, salva e liberta. Muitos sabem disso, mas preferem tomar a atitude dos fariseus e escribas que rejeitaram o Senhor e se tornaram seus perseguidores.

Porém, para aqueles que o aceitam, ele diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11.28-29).

Cristo é a única esperança para a alma perdida. Muitas religiões existem e outras tantas podem ser criadas, mas Jesus continuará sendo o único caminho para se chegar a Deus.

Os milagres visíveis eram sinais que o Mestre utilizava para conduzir as pessoas ao mais importante: a fé, o perdão e a salvação (Mt.9.6). As curas físicas são necessárias e muitas têm acontecido, mas precisamos focalizar o principal: Jesus veio salvar os pecadores, e só ele pode fazer isso por nós. Não podemos garantir que todos serão curados, pois isto depende da peculiaridade de cada caso, mas a palavra de Deus garante que “TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm.10.13). Clame pelo nome de Jesus agora. Receba, pela fé, o perdão dos seus pecados e a salvação da sua alma.

Daniel



Daniel 1:1-21; Daniel capítulos 5 e 6

O que pensaria se você tivesse dezoito ou dezenove anos e fosse aprisionado e escravizado? Isso aconteceu a um jovem hebreu chamado Daniel. No entanto, foi dada a Daniel a oportunidade de servir no palácio do rei Nabucodonosor. Lá seria educado e poderia comer e beber aquilo que servia de alimento ao rei. Daniel sabia que isso era contra a lei de Deus, resolveu, então, não se corromper com comida e bebida impróprias. Isso poderia custar-lhe a vida, porem Deus abençoou sua determinação; e a dieta de vegetais e água de Daniel, abençoada por Deus, o fez forte, inteligente e muito popular entre os altos oficiais da corte.

Daniel teve a oportunidade de permanecer à frente do grande rei para aconselhar e revelar sonhos. Por causa disso, não apenas foi recompensado, mas também promovido, e tornou-se, assim, muito rico e poderoso no reino da Babilônia. Interpretou o escrito na caiadura na parede do palácio real, que falavam a respeito da morte do rei Baltazar, neto de Nabucodonosor, e marcou o fim do Império da Babilônia. Viveu durante tudo isso e tornou-se muito popular no Império Médio-Persa que segui.

É claro que também havia inimigos de Deus e de Daniel naquele império. Alguns desses homens conspiraram matar Daniel, fazendo com que o rei tornasse ilegal o ato de orar, pois sabiam que Daniel oraria indiferentemente. Fez isso e, conseqüentemente, foi lançado na cova dos leões, uma forma de execução daquele tempo. O problema foi que os leões não comeriam Daniel e o rei, então, libertou-o e lançou seus acusadores na cova, a quem os leões prontamente devoraram. (Daniel 6:22-24)

Daniel não foi exaltado apenas por isso, mas Deus também foi exaltado. Daniel vivenciou a escravidão babilônica do começo ao fim e partiu ancião. Deus deu-lhe grandessíssimas visões proféticas, que ainda hoje se cumprem.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Viajando Juntos


Sob a liderança de Moisés, Israel saiu do Egito, iniciando uma longa jornada em direção à terra prometida. Eram seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e crianças (Êx.12.37). Fazendo uma estimativa por baixo, podemos considerar que o povo ultrapassava o número de um milhão e oitocentas mil pessoas.

A viagem pelo deserto é uma das mais difíceis que alguém possa realizar. Tal empreitada só foi levada a cabo por causa da intervenção divina. Muitas dificuldades e desafios surgiram no meio do caminho. Um deles era a questão da convivência entre as pessoas. Se em qualquer situação ou lugar ocorrem desentendimentos, o deserto, então, devia aquecer os ânimos e acender as contendas.

Quando duas pessoas se unem, as diferenças logo se manifestam e o contraste se torna evidente. O que dizer então de milhares de pessoas viajando juntas? Houve no meio daquele povo grande quantidade de conflitos e problemas de relacionamento. Pouco depois da saída do Egito, Moisés já exercia a função de juiz, procurando resolver as divergências que se multiplicavam. (Êx.18.13-26).

A providência imediata para minimizar os atritos foi a promulgação da lei, a partir de Êxodo 20. Observando os estatutos do Senhor, Israel viajaria com mais tranqüilidade.

Um conflito digno de nota foi o ocorrido quando Aarão e Miriã se rebelaram contra Moisés (Núm.12). Tal insubordinação podia ter sido o fim da convivência entre os três irmãos. Entretanto, o pecado de Aarão e Miriã foi perdoado e, no capítulo seguinte, continuavam ao lado de Moisés, seguindo na mesma direção.

As diferenças entre os israelitas eram inúmeras, mas eles continuavam juntos porque eram unidos por fortes laços e possuíam um objetivo em comum: a terra de Canaã. Não podiam se separar, pois faziam parte do mesmo projeto divino. Precisavam ser perseverantes, apesar das dificuldades.

Podemos comparar Israel com a igreja de Jesus. Aquela viagem em direção a Canaã se assemelha à execução dos nossos projetos, envolvendo várias pessoas, em grandes ou pequenos grupos, inclusive na família.

Aqueles que nos dão o prazer de sua companhia, também podem nos trazer algumas contrariedades, assim como fazemos a eles. Isto não se dá, necessariamente, por uma questão de erro ou pecado, mas, simplesmente, em função das diferenças individuais.

Somos muito diferentes uns dos outros, mas temos também muita coisa em comum, como Paulo escreveu aos efésios:

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e por todos e em todos vós” (Ef.4.1-6).

Estamos viajando juntos. O desejo do Inimigo é que nos separemos. Ele quer ver os irmãos brigando, os casais se separando, os amigos se afastando e as igrejas se desintegrando. Entretanto, o propósito de Deus é que aprendamos a sua palavra e a vivamos, de maneira que os conflitos sejam menos freqüentes. Se, porém, eles ocorrerem, existe um remédio: o perdão.

Deus sempre tem nos perdoado. Caso contrário, ele já não andaria mais conosco. Nós, porém, algumas vezes manifestamos dificuldades para perdoar o próximo, o irmão, o líder ou o cônjuge.

Em nossa vida, também atravessamos desertos. São fases difíceis, onde tudo parece complexo, as necessidades são muitas e os recursos são poucos. O ambiente torna-se então propício às discórdias, acusações e inimizades. Contudo, precisamos vencer tudo isso, sendo perseverantes em nossa caminhada. Sem perdão, compreensão, paciência e longanimidade, não chegaremos juntos a lugar algum.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt.5.7), mas aquele que não perdoa, não será perdoado (Mt.6.14-15). Enfim, não poderá ficar em igreja alguma, em grupo algum. Acabará isolado por causa da dureza do seu coração e, sozinho, deixará de alcançar muitos objetivos na vida.

No trato com as outras pessoas, cada um de nós sempre deve se lembrar de sua própria imperfeição. Assim, estaremos mais aptos a suportar as imperfeições alheias, perdoando e amando.

Concluída a travessia do deserto, Israel entrou em Canaã. Também hoje, na igreja, no trabalho, nos grupos e no lar, o amor preservará a unidade. Assim, cumpriremos nossa missão e alcançaremos os objetivos para os quais o Senhor nos escolheu, nos chamou e nos uniu.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

Nabuconosor



Daniel 1:1 e 2, Daniel capítulos 2 e 4

Durante o ministério de Jeremias, o homem mais popular e conhecido do mundo era o rei da Babilônia, Nabucodonosor. Derrubava reis e os elevava ao poder em qualquer nação que desejasse. Deus deu-lhe esse poder, para ser usado como um castigo contra Judá. Assíria já havia escravizado Israel e, em 607 a.C., foi contra Judá e arrebatou todos que desejou dentre o povo. Dentre esses, estavam Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego. Esses homens (cativos judeus) foram usados para mudar a vida desse homem, Nabucodonosor.

Aproximadamente um ano depois de Daniel ter sido capturado, tão logo sua sabedoria foi reconhecida pelos líderes da Babilônia, Deus deu uma visão a Nabucodonosor durante um sonho. Viu uma grande imagem com uma cabeça de ouro; seu peito e seus braços eram de prata; seu abdome e suas coxas eram de latão; suas pernas eram de ferro e seus pés eram parte de ferro e parte de barro de lodo. Nabucodonosor não apenas ficou confundido a respeito do significado da visão, como também esqueceu como era o sonho. Nenhum dos seus homens sábios e seus adivinhadores podia ajudar, mas Deus revelou a Daniel de que se tratava o sonho. O significado do sonho era muito importante por tratar das autoridades dos Gentios e das profecias de autoridades que estão governando nosso destino ainda hoje. Nabucodonosor ficou extremamente satisfeito com Daniel por ter revelado e interpretado seu sonho. Talvez parte desse agradecimento se devesse ao fato de o sonho retratar Nabucodonosor como sendo um rei muito grandioso, a cabeça de ouro. Nabucodonosor ficou muito orgulhoso de si mesmo, então Deus o fez perder sua juizo por sete anos, as unhas de suas mãos e pés cresceram como garras, seu corpo ficou coberto com cabelo, como plumas de águia, e comeu capim.

Passados sete anos, Deus restituiu sua mente, sua aparência física e revelou a razão da humilhação. Depois disso, Nabucodonosor acreditou em Deus e O glorificou. (Daniel 4:37)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Murmuração


“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;” (Filipenses 2:14 ARC)

Paulo está tratando neste capítulo de aspectos da conduta cristã, especialmente das coisas cotidianas de uma vida simples. Mas a murmuração é um grande gigante a ser derrubado, pelo menos em nossos dias, da mesma maneira que já era naquele tempo. Murmurar é o oposto de louvar e ocupa o tempo e as palavras que deveriam apregoar as boas novas de Cristo.

Quando a Bíblia usa a expressão ‘todas’, se refere a ‘todas’ as coisas. Como ajudar um drogado pela décima vez? Como perdoar uma liderança relapsa? Como continuar contribuindo com uma causa que parece não progredir? Como continuar tentando um casamento que parece ter desmoronado? Cada pergunta tem sua resposta específica, mas para todas elas inclua “sem murmurar”.

Murmurar se tornou uma cultura internacional e tem, em si mesmo, um conceito pouco notado de emitir juízo – eu murmuro e critico por que no meu julgamento não deveria ser como é. Ao murmurar por que chove, criticamos Aquele que fez a chuva. Ao criticarmos o sol, fazemos o mesmo. Ao criticarmos as pessoas, especialmente as que servem a Deus, estamos criticando o Senhor delas. A murmuração faz mal para quem fala, faz mal para quem ouve. Não muda a realidade ao nosso redor, semeia algo da mesma espécie – mais murmuração.

É fácil pensar sobre isso: se vamos contratar um funcionário ou escolher um vizinho para morar, escolhemos o otimista ou o que murmura? Se temos perto de nós uma pessoa que murmura, preferimos alimentar seu hábito ou nos afastamos? Agora pense comigo: por que alguém vai querer ouvir o evangelho de alguém que murmura? Se só reclama, como vai trazer boas novas?

Precisamos aprender a desenvolver alegria para servir a Deus em todas as instâncias e isso pode ser conseguido com atitude interior, mas a murmuração vai minar esse esforço. Quem consegue parar de murmurar consegue começar a louvar. Quem consegue vencer a murmuração muda as coisas ao seu redor.

“Pai, ensina-me a controlar meu temperamento e parar de murmurar. Pode ser que existam pessoas que murmurem até mais do que eu, mas quero tua ajuda assim mesmo.”

Mário Fernandez


Jó - capítulos 1, 2 e 42

Jó é um personagem de profundo interesse para o cristão e um exemplo notório para a humanidade em geral. É mencionado em outros dois livros da Bíblia, Ezequiel (14:20) e Thiago (5:11). Para aprendermos a respeito desse personagem, entretanto, devemos estudar o livro escrito sobre ele.

As três principais figuras do livro são Deus, Satanás e Jó. O livro se inicia com Satanás difamando Jó, alegando que servia a Deus somente por causa da sua prosperidade e que não tinha amor por Ele. Deus permitiu que Satanás levasse todas as suas riquezas e seus filhos. Jó não entendeu, ainda assim confiava em Deus. Satanás, então, tomou a saúde de Jó e lançou-lhe uma dolorosa aflição, cobrindo-o com úlceras malignas, até que a própria esposa de Jó disse-lhe que amaldiçoasse a Deus e morresse.

Os amigos de Jó vieram e apenas sentaram-se ao seu lado, fitaram-no durante dias, e, então, quando falaram, acusaram-no de pecados secretos. Jó negou tudo com veracidade. Sabia que a aflição estava na mão de Deus, mas não entendia o por quê de tudo. Enunciou a profunda necessidade do homem de possuir um mediador entre si e Deus (Jó 9:32). Falou sobre sua fé em um Salvador vivo, sobre a ressurreição do Salvador, vindo à terra, e também sobre a sua própria ressurreição (Jó 19:25-27). Compreendia tudo isso e se alegrava, porém seu coração clamava "por que essa aflição". Esse questionamento é uma acusação contra a justa soberania de Deus.

Finalmente, nos capítulos 38-41, Deus conversa com Jó dentro de um redemoinho. Explica a Jó, em essência, que o homem não pode conhecer as obras de Deus e não tem direito de questioná-las. No último capítulo, Jó arrepende-se da justiça própria de um homem bom. Agora, entendendo Deus, sabe que os melhores homens não são nada (Jó 42:1-6). Depois disso, Deus deu-lhe de volta sua saúde e muito mais do que tudo o que possuía antes.

Devemos aprender deste livro, entre outras coisas, a não questionar Deus. Seus métodos não são como nossos métodos, porém, Seu conhecimento e Sua ação são perfeitos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Recolhendo As Penas


Tem uma história de uma família que era muito fofoqueira e maledicente. Esta família era numerosa na Inglaterra por volta de 1920 e eram considerados dentro da Igreja e na sociedade conservadora daquela época de fofoqueiros inveterados. Dizia-se que desde o mais novo até o mais idoso todos gostavam de falatórios.

Por aquele tempo passou pela cidade um pregador muito conhecido e ao chegar à cidade foi logo saudado e recebido pela tal família maledicente. Tendo de passar ali por duas semanas logo o bom pregador percebeu o ponto fraco e ao mesmo tempo o pecado ali praticado. Conta-se que só o fato de ter ficado naquele lar serviu de protesto para muitos incrédulos não participarem das conferências espirituais.

O convidado ficava a maior parte do templo calado quando sentados para refeição começava-se aqui uma critica, ali uma palavra mais preconceituosa e logo maldades. Ele aguardava sabiamente o momento para ensinar algo importante que faltava aquela família religiosa.

Os dias foram passando e não houve nenhuma oportunidade para que o ensino corretivo fosse compartilhado. O pregador teve então uma idéia. Quando de sua chegada orgulhosamente a dona da casa falou ao pregador que ela tinha preparado junto com sua mãe um travesseiro muito especial que seria dado ao final das conferências para ele levar para sua casa. Era um travesseiro muito macio e precioso feito com penas de gansos Irlandeses. A princípio ele ficou por demais lisonjeando com a demonstração de hospitalidade e carinho, mas não resistiu a idéia do ensino.

Dois dias antes do termino dos trabalhos na Igreja local ele disse a toda família na segunda-feira gostaria de orar poderosamente por esta família e disse que o encontro seria no alto do monte na entrada da cidade e que ele fazia questão que todos estivessem ali para oração.

No dia marcado lá foram todos com auxilio de charretes e carroças para o alto do monte. O pregador além de sua bíblia trouxe também o precioso e valioso presente recebido o travesseiro. Quando chegou ao topo ele leu o texto na bíblia que dizia: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”.

E acrescentou que sentia muito honrado com a hospitalidade, mas muito incomodado com as maledicências. Dito isto ele pegou a sua bíblia enorme cheia de papeis e anotações e pediu para que um garoto bem pequeno a segurasse e tomando um canivete rasgou o travesseiro e jogou para fora todas as penas aos poucos, ao que o vento se encarregava de espalhar para muito, muito longe. Todos focaram chocados, as crianças se divertiram. Depois com o saco vazio nas mãos ensinou: Quando falamos mal de alguém, quando praticamos maledicências espalhamos penas do alto de um monte e a única maneira bíblica de restituirmos o que saiu de nossas bocas seria o trabalho impossível de recolher as penas de volta para o travesseiro. E mesmo se conseguíssemos tal façanha o travesseiro jamais seria o mesmo. Um silêncio piedoso envolveu a todos principalmente os mais velhos. O temor do Senhor se fez muito forte no alto daquele monte.

O pregador se despediu agradecido e se foi montado em seu cavalou de volta para o norte da Inglaterra e conta a história que jamais voltou ali naquela cidade.

Amados cuidem de suas palavras, cuidem de sua postura cristã, seja pronto em ouvir e tardio para falar.

O apóstolo Tiago disse que um grande incêndio em uma floresta sempre começa com uma pequenina fagulha.

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”. Efésios 4.29.

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