"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tem Que Dar Certo?


Eu já cantei "vai dar tudo certo, em nome de Jesus". Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida de meus ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a minha boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Não vou nem mencionar os casamentos que celebrei e que terminaram em divórcio. Confesso minha infantilidade: repeti jargões ufanistas, sem critério. Pior, capitalizei em cima de ilusões.

Percebo que não estou só. Políticos, conferencistas motivacionais, assim como líderes religiosos, adoram repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria um marido "no tempo certo". Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que "o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios". Pais e mães perderam a fé porque jamais cogitaram que um câncer "seria permitido" em uma família piedosa e obediente.

É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que "um dia vão chegar" - mas que não chegam nunca; ver pessoas atribuindo aos "paradoxos" e aos "mistérios insondáveis da eternidade", os contratempos que a vida impõe. Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas; faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados; professores de escola pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem.

Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica assimétrica não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (veja a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida; homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas; mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia; rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o salário de balconista.

Não se deve desprezar a realidade em nome da esperança. Não se deve negligenciar as amarras sociais em nome das promessas de Deus. Não se deve perpetuar fantasias em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de me descolar da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias.

Por isso, assumo um compromisso com a verdade. Obrigo-me não à verdade metafísica, absoluta, da religião ou da filosofia. Estou abraçado à verdade que o cotidiano impõe. Acredito que só promoverei a liberdade se ensinar o meu próximo a olhar a realidade sem enganos. ? "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!".

Soli Deo Gloria.

Pr. Ricardo Gondim
Igreja Assembléia de Deus Betesda
Avenida Engenheiro Alberto de Zagottis, 1000
Jardim Marajoara, CEP 04675-230

sábado, 2 de outubro de 2010

Domingo 03 de Outubro


Domingo 03 de Outubro

Você que está lendo este artigo pode ter uma ideia já formada, um conceito já preconcebido — um preconceito — sobre o tema da política.
Talvez você já tenha dito alguma das frases abaixo:

•“Eu não me interesso por política porque só vejo corrupção e escândalos no meio político”.

•“Político é tudo igual — todos são desonestos!”

•“Eu só me interesso um pouco por política na época das eleições”.

•“Depois que elegemos um candidato, não sabemos o que ele faz, como ele está trabalhando, que projetos ele apoia”.

•“Cristão tem que cuidar da sua fé e não se meter em política”.

Gostaria, entretanto, de expor alguns aspectos que considero interessantes para meditarmos.

Vivemos num tempo de crise das instituições políticas: falta ética a muitas pessoas que deveriam representar bem o povo, que deveriam servir bem à Nação; a corrupção espalha-se como um câncer; desrespeita-se a vida humana de forma banal; a violência compõe o cotidiano de qualquer cidade brasileira, como se fosse uma paisagem característica; há um desvio da finalidade política; existe o descaso aos mais necessitados, aos miseráveis.

Creio que você concorda com todas as afirmações acima. Mas também é interessante perceber a ética individual, os nossos valores pessoais, pois sabemos que o coletivo é formado por vários indivíduos, e se quisermos transformar o coletivo, temos que mudar o indivíduo.

Muitas vezes, o cidadão que cobra posturas éticas de seus representantes é o mesmo que dirige numa contramão quando é tarde da noite e a rua está deserta; ou é aquele que vê um saco de batata frita aberto no supermercado e mete a mão no que não é seu e come; aquele cacho de uva bonita e tira uma e come ou ainda é aquele que, ao ser multado por um guarda de trânsito, pede-lhe que retire a multa, que dê um “jeitinho”, ou até tenta suborná-lo.

Como cristãos, não apenas somos chamados a viver com ética, mas, seguidores do “amemo-nos uns aos outros” (I Jo 4, 7a), somos chamados a sairmos de nós mesmos, a voltarmo-nos para o outro, para o coletivo, para o bem público. E isto se concretiza também no votar muito bem, no informar-se, no conversar com os amigos sobre política, no saber o que a Igreja, perita em humanidade, pensa sobre política, no analisar os candidatos e os partidos, no saber quais as funções dos cargos eletivos.

Para quem pensa que Jesus em sua terra não foi um homem político, basta ver as diversas vezes em que ele combateu fortemente a hipocrisia de membros do Partido dos Fariseus:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” (Mt 23, 23).


Lembre-se de que, no dia 3 de outubro, você, ao votar, estará dizendo para o seu candidato: “Eu apoio o que você pensa, concordo com a sua defesa à vida (ou à morte), quero para mim, para meus filhos, para meu Estado, para meu País o que você quer. Pode ir, que eu assino embaixo!”


Lista de citações bíblicas sobre politica:

1. Tito 3:1
2. Romanos 13:3
3. 1ª Pedro 2:17
4. Romanos 13:6-7
5. 1ª Timóteo 2:1-2
6. Romanos 13:1-2
7. 2ª Coríntios 6:14-15
8. Romanos 13:4
9. Romanos 12:19
10. Romanos 13:1
11. Daniel 2:21
12. Filipenses 3:20
13. Marcos 10:45
14. João 18:36
15. 2ª Coríntios 6:17
16. Apocalipse 17:14
17. Mateus 25:34

Pregadores Sem Medo do Seboche



Eles não se envergonham de abrir a Bíblia em locais públicos para conquistar novos fiéis


Quem nunca encontrou pregadores nas praças, ruas e esquinas, trens e metros anunciando à Palavra de Deus? Eles gritam o nome de Jesus, louvam a Deus, cantam corinhos sem a ajuda de instrumentos, anunciam a salvação e alertam que o fim dos tempos está próximo.

No Rio de Janeiro, por exemplo, um grupo de pessoas evangélicas criou a “Igreja do Trem. Com a rotina diária de viajar do bairro de Santa Cruz à Central do Brasil, para chegar ao trabalho – um percurso que chega a levar uma hora e quarenta e cinco minutos para ser concluído – eles passaram a se conhecer, fizeram amizade e descobriram que tinham algo em comum: a crença no Senhor Jesus.

Assim, movidos pela sede de louvar, adorar e anunciar a Palavra, eles decidiram realizar cultos completos. Isso mesmo! A estrutura é a seguinte: louvores; pregação; intercessão pelos que se declaram oprimidos; e oração para aqueles que decidem, durante a viagem, aceitar Jesus como único e suficiente Salvador de suas vidas.

Esse tipo de “mobilização para anunciar o evangelho não é privativo do Rio de Janeiro. Está presente em todas as cidades do país. Outro exemplo está na cidade de São Paulo. Entre os vários cultos ao ar livre que é possível se encontrar, está o que acontece na praça Ramos de Azevedo, que fica no centro "nervoso" da cidade.

O culto indica o caminho para uma nova vida em meio ao transtorno cotidiano da cidade. O ponto está localizado entre as praças da Sé e República. De acordo com a ONU, a área é o segundo lugar com o maior fluxo de pessoas no mundo. O primeiro está em Tóquio.

Esses tipos de iniciativas obedecem o ide de Cristo e, sem dúvida alguma, levam a Palavra a toda criatura.

O Misterioso Melquisedeque



Se alguém nos pedisse para citar o nome das pessoas mais importantes do Antigo Testamento, duvido que Melquisedeque estaria em nossa lista. Ele aparece uma vez em Gênesis 14.17-24 e é novamente mencionado em Salmos 110.4. Dificilmente seria considerado um personagem de destaque. Mas o Espírito Santo voltou ao Antigo Testamento e usou essas duas passagens para apresentar uma verdade crucial: o sacerdócio de Jesus Cristo é superior ao de Arão, porque a “ordem de Melquisedeque” é superior a “ordem de Levi”.

Em Hebreus 7, o autor argumenta que, o sacerdócio de Cristo é superior em sua ordem. Em Hebreus 8, a ênfase é sobre a aliança superior de Cristo; Hebreus 9 enfatiza a superioridade de seu santuário, e Hebreus 10 conclui a seção argumentando em favor do sacrifício superior de Cristo.

O povo de Israel estava habituado ao sacerdócio da tribo de Levi. Essa tribo foi escolhida por Deus para servir no tabernáculo (Ex 29; Nm 18). Arão foi o primeiro sumo sacerdote nomeado por Deus. Apesar de suas muitas falhas, os sacerdotes serviram a Deus durante séculos; mas, agora, o autor de Hebreus afirma que tal sacerdócio acabou! A seguir veremos quais argumentos o autor nos mostra, a fim de provar que a “ordem de Melquisedeque” é superior à de Arão:
O argumento histórico: Melquisedeque e Abraão (Hb 7.1-10)
O relato desse acontecimento encontra-se em Gn 14.17-24, de modo que é importante fazer uma leitura dessa passagem. O autor da epístola aos Hebreus deseja que seus leitores observem vários fatos acerca desse homem misterioso chamado Melquisedeque.

Ele era rei e sacerdote (vs 1) – devemos atentar para o fato que no sistema do Antigo Testamento, o trono e o altar eram separados. As pessoas que tentaram usurpar o sacerdócio foram julgadas por Deus. Todavia, vemos aqui um homem que exercia duas funções: a de rei e a de sacerdote! Arão nunca teve este privilégio. É importante observar que Melquisedeque não era uma “imitação” de sacerdote, antes, era “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18-22). Seu ministério era legítimo.

Seu nome é sugestivo (vs 2b) – Na Bíblia, muitas vezes os nomes e seus significados são importantes. Hoje em dia, escolhemos os nomes dos nossos filhos sem maior consideração por seu significado, mas não era assim nos tempos bíblicos. Em hebraico, o nome Melquisedeque significa “rei de justiça” – malki: meu rei; tsedek: justiça. A palavra “Salém” – significa “paz” (está ligado a shalom). Portanto o nome Melquisedeque pode ser: “rei de justiça” quanto “rei de paz”. A “justiça” e a “paz” aparecem juntas com freqüência nas Escrituras (Sl 85.10; Is 32.17; Tg 3.17,18; Hb 12.10,11).

Seu histórico familiar é diferente (vs 3) – Melquisedeque era um homem (Hb 7.4), de modo que teve pai e mãe. No entanto, não há registro algum de sua genealogia no Antigo Testamento. Trata-se de algo significativo, pois os antepassados da maioria das pessoas mais relevantes do Antigo Testamento são identificados. Era especialmente importante que os sacerdotes tivessem como comprovar sua linhagem (Ed 2.61-63; Ne 7.63-65). Aqui o autor de Hebreus usa de um argumento baseado no silêncio, mas que, ainda assim, não deixa de ser válido.

Melquisedeque não era um anjo nem uma criatura sobre-humana; também não era uma manifestação de Jesus Cristo no Antigo Testamento. Era um homem de verdade, um rei de verdade, em uma cidade de verdade. Mas, no que se refere aos registros, ele nunca nasceu nem morreu. Nesse sentido, ele é um retrato do Senhor Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus. Apesar de Jesus Cristo ter morrido, o Calvário não foi o fim; Ele ressuscitou dentre os mortos e, hoje, vive “segundo o poder da vida indissolúvel” (Hb 7.16). A aplicação é clara: nem Arão nem qualquer um de seus descendentes poderiam afirmar ser “sem genealogia” (Hb 7.3), ter um ministério sem fim nem declarar sacerdote e rei, como Jesus Cristo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Veneno da Serpente


Destilando a morte em pequenas doses

Precisamos ser cautelosos, pois o Diabo está vivo e ativo neste mundo. Com o objetivo de dominar as almas humanas, ele está sempre tentando influenciar as pessoas, destruindo valores morais e espirituais, levando corrupção e caos. Suas mensagens chegam através de duas vias: mundana e religiosa. A primeira é mais notória. A segunda é muito sutil e, portanto, mais perigosa.

Primeira via - mundana

O mal pode chegar através de uma simples conversa (I Cor.15.33; Mt.16.22-23; Sal.140.3), mas existem modos bem mais sofisticados. Os meios de comunicação, além de todo conteúdo positivo que nos trazem, também transmitem o veneno do Diabo em muitas de suas atrações, até mesmo em alguns desenhos animados. Existe um modo de vida sendo ensinado durante 24 horas por dia através de toda espécie de mídia, atingindo a todos, mas principalmente as crianças e adolescentes, cujo caráter está em formação.

Em meio a enredos artísticos bem elaborados, estão inseridas mensagens que estimulam a prostituição, o adultério, a desonestidade, o ateísmo, etc. Trata-se da apologia ao pecado. Não podemos nos alienar nem “sair do mundo” (João 17.15; I Cor.5.9-10), mas precisamos estar conscientes a respeito desse mal para que possamos identificá-lo e vencê-lo. Não significa também que vamos receber tudo o que vier, na tentativa de aproveitar uma parte. Aproveitar um fruto “meio podre”, se é que existe, é uma decisão arriscada. Algumas coisas são totalmente imprestáveis e nossa mente não é lata de lixo. Outras vezes, porém, agiremos como quem come um peixe: separando os espinhos. Não podemos criar regras fixas quanto a isso, mas precisamos buscar do Senhor a sabedoria e o discernimento para cada situação. Por exemplo, não me convém ler livros de bruxaria, mas o que dizer de um romance? Poderei optar por ler ou não, mas, se escolher a leitura, ainda precisarei ficar atento, pois até nos livros mais inocentes poderemos encontrar ensinamentos anticristãos.

Segunda via - religiosa

Quando Satanás tentou Eva, ele usou as palavras de Deus com uma alteração mínima, mas suficiente para inverter o sentido original. “Foi assim que Deus disse? Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3.1). Uma pequena quantidade de veneno foi o bastante para aniquilar a vítima: o ser humano.

Na tentação de Cristo, o inimigo usou novamente as palavras de Deus, alterando-lhes o contexto e propósito (Mt.4.1-11). Ainda hoje, ele continua operando da mesma forma. Quantas são as distorções de textos bíblicos que acabam se transformando em doutrinas estranhas ou dando origem a falsas religiões! Jesus disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus...” (Mt.16.6-12). Ele se referia à doutrina daqueles religiosos que distorciam a lei de Moisés, criando tradições que anulavam o propósito original da lei. Por exemplo, o mandamento “honra teu pai e tua mãe” foi anulado pela tradição (Mt.15.1-9). Muitos fariseus se recusavam a cuidar de seus pais sob o pretexto de já terem levado uma oferta ao templo. Assim, transferiam ao corpo sacerdotal a responsabilidade pelo cuidado dos pais. Tal costume religioso, chamado “corbã”, tinha um fundamento lógico e podia até funcionar. Porém, a ordem de Deus não foi aquela. A desobediência tinha sido, portanto, institucionalizada pela religião.

O fermento é semelhante ao veneno, no que diz respeito à sua eficácia. Uma pequena quantidade é suficiente para levedar toda a massa (I Cor. 5.6-8; Gál. 5.9). O problema é que nós o consideramos inofensivo e, quando percebemos, já fomos contaminados. O “fermento” doutrinário ou pecaminoso tem sempre algo de humano e carnal, mas, em última análise, seu “fornecedor” é o Diabo.

O antídoto – a palavra de Deus

A serpente perguntou: “Foi assim que Deus disse?”.

Precisamos conhecer a palavra de Deus, a bíblia, para que possamos responder com autoridade às irônicas perguntas ou sugestões do maligno. Jesus nos deu o exemplo, trazendo em seus lábios a expressão exata daquilo que “está escrito”. A palavra de Deus nos limpa, renova a nossa mente, eliminando os efeitos de toda mensagem maligna. Porém, se não sabemos o que Deus disse, como poderemos refutar as filosofias mundanas, heresias e tentações que grassam à nossa volta? A ignorância a respeito das Escrituras não serve como argumento para inocentar alguém diante de Deus. Houve grande dificuldade para que a bíblia fosse escrita e chegasse até nós. Agora, será que a preguiça e o desinteresse serão dificuldades suficientes para justificar o fato de muitos não lerem a bíblia? Conhecendo a palavra de Deus, estaremos prontos para responder àqueles que nos questionarem sobre a razão da nossa fé (I Pd. 3.15). Estaremos aptos também a identificar o veneno da serpente quando ela nos atacar (II Cor. 11.3). Entretanto, o conhecimento é apenas a primeira parte da questão. Eva sabia muito bem o que Deus havia dito. O que lhe faltou foi obediência. Temos o antídoto, mas ele será inútil se não for aplicado. O inimigo procura nos matar espiritualmente, mas, fortalecidos pela palavra do Senhor, teremos “vida, e vida em abundância”.

Fé Na Biblia, Por que?



bíblia é um livro incomparável, o mais vendido do mundo, o maior best-seller de todos os tempos, tendo sido traduzido em mais de 2000 idiomas e dialetos. Isto se justifica pelo valor que a humanidade lhe atribui e pela fé que nele deposita. A bíblia é tão reconhecida como sagrada que, quando não havia imprensa, milhares de cópias desse livro eram feitas manualmente. Só do Novo Testamento os arqueólogos já encontraram mais de 5000 cópias, entre pergaminhos e papiros. Para termos um elemento comparativo, da obra de Platão foram encontradas apenas 7 cópias manuscritas.

Grande parte da humanidade acredita na bíblia. Entretanto, como podemos afirmar que é verdade o seu conteúdo?

Nós, cristãos evangélicos, a temos como base principal das nossas convicções e fonte dos nossos argumentos referentes à espiritualidade. Contudo, o que podemos responder quando alguém questiona a veracidade das Sagradas Escrituras? Usar um versículo bíblico não vai resolver o problema. O testemunho interno só tem valor para os crentes. Os incrédulos dizem que a bíblia é um livro como outro qualquer, foi escrita por homens e, afinal, “papel aceita tudo”.

Precisamos de evidências extra-bíblicas para demonstrar sua credibilidade. Por quê acreditamos na bíblia? Apenas porque nos foi ensinado dessa forma? É assim que tudo começa, mas, se for só por isso, poderíamos crer também no Alcorão, no Livro do Mórmon, no Evangelho Segundo Allan Kardec e outros. O que a bíblia tem de especial?

Fato é que os referidos livros e outros tidos como sagrados, citam a bíblia ou a tomam como base para elaboração de doutrinas e dogmas, mesmo que muitos deles se distanciem da essência bíblica. Se a Bíblia é tão importante, a ponto de ser usada por religiões fora do cristianismo e do judaísmo, este é um elemento a favor da sua veracidade e superioridade. Mas, ainda assim, a pergunta persiste: por quê acreditamos na bíblia?

Um aspecto importante a se observar é a validade permanente das Sagradas Escrituras. Os livros didáticos perdem sua utilidade de um ano para o outro, mas a bíblia é sempre atual, embora já tenha mais de 2000 anos. Lendo-a hoje, aprendemos lições tão específicas e diretas como se aquele texto tivesse sido escrito para nós agora. Esta característica parece testificar a favor da origem divina da Bíblia. Contudo, tal argumento ainda não tem poder de prova. Por quê cremos na bíblia?

A fé cristã tem seus aspectos misteriosos e inexplicáveis (ITm.3.9), mas ela não é cega nem ingênua. Pedro disse que deveríamos estar preparados para expor as razões da nossa esperança (IPd.3.15). A nossa crença tem fundamento racional e lógico, embora não se limite a esses parâmetros.

Para quem não crê como nós, podem ser úteis os achados arqueológicos que vêm confirmando relatos bíblicos.

Por exemplo:

- Os desenhos e escritas no templo de Carnac, Egito, contam a vitória do Faraó Sisa contra o reino de Judá há 3000 anos, mencionado em 1 Reis 14:25,26.

- A Pedra Moabita, exposta no Museu do Louvre, em Paris, fala sobre a rebelião do Rei Mesa, de Moabe, contra Israel, relatado em 2 Reis 1:1; 3:4-27.

- A Crônica de Nabonido, exposta no Museu Britânico, descreve a queda da antiga Babilônia, da mesma forma que ocorre em Daniel 5:30,31.

Existem muitas outras descobertas científicas que correspondem ao relato bíblico. No que tange ao Novo Testamento, os livros de história geral trazem diversas confirmações, principalmente relacionadas ao Império Romano. Portanto, o pesquisador sincero e imparcial deverá admitir que o aspecto histórico da bíblia tem sido confirmado, embora ainda não se tenha provado, cientificamente, a sua totalidade. Porém, vejamos outros argumentos.

O propósito dos escritores bíblicos não era acadêmico. Por isso, utilizaram linguagem popular. Não obstante, algumas afirmações científicas que a bíblia traz são exatas e extremamente avançadas para a época em que foram escritas (Por exemplo: Jó 26.7; Is.40.22). Tais elementos parecem indicar uma origem sobrenatural para as Sagradas Escrituras, demonstrando que seus escritores, embora humanos, foram inspirados por Deus.

Talvez a maior prova da veracidade bíblica para o incrédulo seja aquela que se refere ao povo de Israel. Sua existência hoje, depois de ter sido perseguido com fúria, é um milagre. Seu retorno à Palestina depois de quase 2000 anos, é outro prodígio divino.

Israel ficou fora do mapa durante muito tempo, mas, sendo citado no livro de Apocalipse (7.4; 11.2; 20.9), em conexão com os fatos do fim do mundo, era imperioso que aquele povo voltasse a ser um Estado. Isto aconteceu em 1948.

Afinal de contas, muitas profecias mostravam que o povo judeu voltaria para a sua terra. (Dt.30.1-10; IRs.8.46-52; Jr.18.5-10; Jr.16.15-16; Jr.29.12-14; Ez.36.33; Os.11.10; Ez.6.8; 11.17; 20.34,41; 28.25. Nee.1.9; Is.43.5; 56.8; Mq.2.12; Zc.10.8). O cumprimento de tais promessas é uma prova contundente de que a bíblia é verdadeira.

Se é verídico o seu aspecto histórico e profético, somos levados a considerar com muita seriedade o restante de suas questões espirituais. Nesse âmbito, nada melhor que a experiência pessoal.

O que a bíblia diz funciona. Ela diz que, em nome de Jesus, enfermos seriam curados, demônios seriam expulsos, e pessoas seriam transformadas e salvas. Isso tem acontecido inúmeras vezes.

O que a bíblia diz funciona. Portanto, podemos concluir que ela é a Palavra de Deus. Nenhum homem poderia produzir os efeitos que ela produz ou prever os fatos que ali estão escritos.

Cabe, então, a cada um de nós, um posicionamento em relação à bíblia. Não é suficiente tê-la em nossas estantes ou bibliotecas. Precisamos nos dedicar à sua leitura e estudo, pois através dela conhecemos o Senhor Jesus Cristo e, por meio dele, chegamos ao Pai celestial.

A bíblia fala sobre o princípio do universo, como nenhum outro livro, mas ela fala também sobre o futuro, inclusive sobre a eternidade. O conhecimento bíblico não pretende satisfazer a curiosidade humana, mas nos conduzir a salvação, livrando nossas almas do inferno e garantindo nossa entrada no reino dos céus.


Fonte de dados arqueológicos:

http://www.geocities.com/companheiroscristaos/02Acreditar.html

http://www.suaescolha.com/features/bible.html#1

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lugar Errado



“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.” (Mateus 28:6 ARC
)

Muitas pessoas ainda procuram a Jesus no lugar errado, por exemplo, na cruz ou no sepulcro. Ele não está mais naquela cruz, pois ressuscitou. Também não está mais no sepulcro, pelo mesmo motivo. Vamos entender isso de forma mais clara e mais profunda.

Procurar Jesus na cruz é ignorar tudo que aconteceu depois da crucificação. É o comportamento de Tomé, tão criticado por alguns que o têm por um incrédulo. Toda vez que ignoramos promessas como “estarei convosco todos os dias”, ou se desdenhamos coisas como “estes sinais seguirão os que crerem”, ou ao negligenciar mandamentos como “ide por todo mundo”, o que fazemos é exatamente parar o cronômetro da história na cruz. Mas isso não invalida tudo que Jesus de Nazaré fez neste período, apenas nos deixa à margem. O prejudicado, portanto, é apenas e tão somente quem tem este tipo de conduta. Está buscando Jesus na cruz, pois estou falando de pessoas que oram, que afirmam crer nele, estão nas nosssas igrejas, dão dízimo. Apenas não conseguem ir adiante da cruz.

Procurar Jesus no sepulcro é o que fazem os que se intitulam céticos, racionalistas, ateus, ou simplesmente não aceitam nada sobrenatural. Tudo tem de ter lógica, tem de ser científico, tem de fazer sentido. A ressurreição é um ato sobrenatural de Deus e não de fazer sentido racional. Não crer nisso o deixa historicamente no sepulcro. Mas igualmente, não muda a verdade dos fatos e tão somente coloca à margem os que assim procedem. Há pessoas assim dentro de nossas igrejas, mas muito mais fora delas. A própria constituição da igreja e seu cotidiano é incompatível com este tipo de coração.

O que faremos então? Vamos manter Jesus na cruz? Ou sepultado? Não sou companheiro para isso. Meu Jesus ressuscitou, não está mais ali. Creio nas promessas, nos milagres, nos sinais, no sobrenatural de Deus. O mesmo poder que ressuscitou a Cristo age em mim hoje e é pelo Seu Santo Espírito.

Mário Fernandez

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