"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro em vós." (Lucas 17: 20-21).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Perdão




O perdão é, basicamente, a dispensa do pagamento de uma dívida. Esse é o sentido mais natural e aplica-se no caso em que o devedor não tem como pagar e depende da misericórdia do credor. Logo, o perdão significa que não haverá mais cobrança, nem castigo. A Bíblia estende essa idéia para os pecados, as ofensas, como sendo também dívidas. Nossos pecados contra Deus ou contra outras pessoas, são dívidas espirituais que deveriam ser pagas. O pecado é tudo aquilo que prejudica, ou seja, causa prejuízos de vários tipos (morais, físicos, espirituais, materiais). Seria então necessário reparar esse prejuízo, ou compensá-lo de alguma forma. Aí está a idéia da dívida. Mas, como poderíamos pagar nossa divida diante de Deus? Somos devedores que não têm como pagar. A nossa salvação é que alguém pagou nossa dívida (Colossenses 2.13-14). A morte de Jesus teve exatamente esse objetivo. Como o pecado poderia ser pago? Pela morte do pecador. Porém, Jesus se colocou no lugar dos pecadores e morreu no lugar deles. O que nos resta fazer então? Nada de tentar compensar os pecados através de boas obras, (embora elas devam ser praticadas por outros motivos). Nada de auto-flagelo e penitências. Estaríamos, assim, desprezando a obra de Jesus. O que precisamos é :

1) Reconhecer os nossos pecados.
2) Arrepender. Arrependimento é mudança de rumo. É uma decisão de passar a agir diferente.
3) Confessar os pecados (I João 1.9).
4) Pedir o perdão divino.

Se Deus, tão graciosamente, nos perdoou, devemos também perdoar aqueles que nos ofendem. Se não perdoarmos, também Deus não nos perdoará (Mateus 6.12,14,15). Se Deus é bom para conosco, não podemos ser maus para os nossos irmãos e nem para os nossos inimigos (Mateus 18.15-34 Mateus 5.44-45). Pedro perguntou quantas vezes por dia ele deveria perdoar ao seu irmão. Jesus disse: "setenta vezes sete". Vemos então que não devemos ECONOMIZAR o perdão. A ausência do perdão, a mágoa, o ressentimento, fazem mais mal ao ressentido do que ao que pecou. Manter a mágoa no coração é como segurar uma brasa na mão. O estrago pode ser grande. A falta de perdão, o ódio, pode causar até doenças. Por outro lado, a pessoa que não foi perdoada, fica, de alguma forma, presa espiritualmente.

Como dissemos, não temos como pagar nossa dívida para com Deus. Entretanto, se o nosso pecado contra o irmão envolver um prejuízo material, devemos ressarci-lo, pagar o prejuízo, se isso for possível (Lucas 19.8 Êxodo 22.1). E, assim como pedimos perdão a Deus, devemos também pedir às pessoas ofendidas. Se, porém, o ofendido já tiver falecido, isso não será impedimento para que Deus nos perdoe, desde que haja arrependimento. (Exemplo: Davi e Urias).

Muitas vezes, pode parecer difícil perdoar. O sentimento é difícil de ser controlado, principalmente em caso de pecados graves, em caso de crimes. Porém, o mais importante é a nossa VONTADE e não o nosso sentimento. Reconhecendo que devemos perdoar, devemos orar dizendo : "Senhor, eu perdôo aquela pessoa, em nome de Jesus". Os sentimentos podem não corresponder no momento, mas isso é uma decisão e não uma emoção. Precisamos declarar o perdão. Se perdoarmos em uma atitude de decisão, com o tempo os sentimentos encontrarão os seus devidos lugares.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mansidão ou Valentia?


Valentia ou mansidão?
Todo mundo quer descobrir o segredo para possuir coisas de valor. Quantos não estão por aí prometendo e vendendo fórmulas mirabulantes? Políticos, empresas, profissionais liberais, escritores e claro pessoas do meio religioso também! Sucesso rima com dinheiro, que rima com mansões, carros, fama, roupas e jóias caras, banquetes, férias fantásticas e etc.

Todavia não é nehum segredo como tomar posse do reino que já nos foi preparado e está no meio de nós. A promessa do “Reino dos Céus aqui na terra” (como alguns ironicamente falam) não é uma patente do chamado evangelho da prosperidade e sua propaganda enganosa. Jesus promete-nos não somente os céus mas também a terra.

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5.5) - ensinou ele para os seus discípulos. Terra é no Antigo Testamento muito mais que um fator de produção. Jesus não estava contando nenhum segredo, mas apenas relembrava o Salmo 37.11. Tanto nesse contexto (Salmo 37) como no das bem-aventuranças temos uma excelente lição sobre a prosperidade duradoura e a passageira. Como evitar esta e adiquirir aquela. Aí é que entra a mansidão como ponto central. Não é à toa que Moisés foi quem fez Israel herdar a terra prometida, ele foi o homem mais manso do planeta (Nm 12.3) - dizia um gaiato que ele foi ainda o maior corretor de imóveis, pois fez uma multidão andar 40 anos só pra ver uma terra! Mas Josué foi o conquistador. E ele foi valente! Como fica então, precisamos de mansidão ou de valentia?

Seria mansidão antônimo de valentia? Usamos a palavra manso normalmente para os animais, um é manso ou foi amansado e o outro é bravo, selvagem. Um é bonzinho, mansinho, já o outro é perigoso, morde, ataca - engraçado que a agressividade dos animais é uma expressão não de coragem mas do seu do medo. Manso na Bíblia, no texto original em grego - praus - é sinônimo de gentil, humilde e cortês. A mansidão é expressa através de atitudes e condutas para com outros. Paulo diz: "Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?" (1 Cor 4.21). Saber enfrentar os conflitos com mansidão não impede o ser corajoso, ousado ou valente, nem muito menos o uso da força em situações extremas e necessárias.

John Stott chama à atenção para certa seqüência lógica e harmônica das bem-aventuranças. Os mansos estão depois dos que choram. Choro de alguém que reconheceu e sente suas fraquezas, suas necessidades e dores. Então ele se mostra quebrantado e manso. Sabendo quem sou diante de Deus, minhas virtudes e meus vícios, não me irritarei para defender meus interesses ou impor o que eu quero, mas me sujeitarei, deixando mansamente que Deus lute por mim. Depois e somente depois é que vem a fome e sede de justiça: a indignação e desejo de achar soluções para os desequilíbrios legais, morais ou sociais nos quais estou envolvido. Isto resultará fatalmente em ações concretas, mas agora conduzidas da forma correta, no espírito de mansidão. Não convém termos fome de justiça sem antes a devida mansidão, assim como não poderemos ser saciados se antes não herdarmos a terra, afinal não é da terra que geralmente tiramos nosso sustento?

Herdar a terra... nós cristãos brasileiros temos que repensar esse assunto. As questões do momento são bem concretas, coletivas e não menos espirituais, como a reforma agrária, distribuição de renda e ecologia. A miséria e a violência contra o homem e a natureza exigem um posicionamento pró-ativo nosso. Será que nossa fé não diz nada sobre a avareza, a justiça e a pobreza? Graças a Deus por todos aqueles que têm se empenhado varonilmente nessa causa.

Assim fica claro que não são os gananciosos, não os “super” competitivos, nem os valentões que herdarão a terra. Deus tem para seus filhos nessa vida terras e bens para serem herdados, repartidos, cultivados (não cultuados) e usados para Sua glória, pois o mundo é nosso (1 Co 3.22). Mas se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Co 15.19). Pois na verdade esperamos novos céus e nova terra onde habitam a justiça (2 Pe 3.13). A mansidão nos proteje para não trocarmos o duradouro pelo passageiro

Atitude de Fé


“Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.” (João 21:6 ARA)


A obediência destes pescadores chama a atenção, principalmente considerando que eram pescadores experientes e não haviam reconhecido a Jesus naquele momento. Vigiar as nossas fraquezas é prudente e recomendável. Mas vigiar onde somos fortes (ou experientes) é um ato de fé.

Se você meu leitor for apenas um pouco parecido comigo, vai entender do que estou falando. Ouvir novamente aquela palavra sobre aquele mesmo assunto, que a gente se acha tão maduro. Receber conselho outra vez, sobre algo que nunca caímos. Ter de escutar a mesma história com a mesma ilustração pela milésima vez, da mesma pessoa, pelos mesmos motivos. Receber ordens novamente, para fazer tudo de novo, depois de tanto tempo.

São meros exemplos que eu tolero com dificuldade ou nem tolero. Minha paciência tem limite. Mas a de Deus não. E os pescadores aqui foram abençoados por terem tido esse tipo de paciência. Imagine, pescador a vida inteira, pescando no mesmo lugar, depois de uma noite sem resultado, dando o maior duro – simplesmente lançar a rede de novo só por que um sujeito mandou. Lembre-se: só se aperceberam de que era Jesus bem depois.

O nosso ego é um inimigo considerável, não devemos menosprezá-lo. Eu critiquei no passado um pastor por seu posicionamento, hoje eu o imito – já pedi perdão. Mas tenho aprendido que essa falta de fé custa um lote de peixes na vida da gente. Se gostamos do barco vazio, amém, mas vamos admitir isso. Não adianta reclamar sem estar disposto a enchê-lo.

Na prática, o que podemos fazer é encarar tudo que nos parece absurdo como ato de fé. O que não for compatível com a fé, pulemos fora de imediato. Obviamente, para qualquer um dos dois casos, arcaremos com as consequências.

“Senhor, não quero perder de ser abençoado por teimosia ou falta de fé. Ensina-me a distinguir a Tua voz para ser obediente voluntária e imediatamente.”

Mário Fernandez

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Rei Doente



Vitorioso e vencedor, triunfante e destemido, respeitado e admirado, Davi era modelo para todos. Porém, Davi estava doente e já quase não conseguia esconder de ninguém o mal que o afligia n’alma e lhe alquebrava o corpo.
Os dias de Davi eram tristes e sombrios, embora o sol lá fora fosse resplendente. Muitas vezes a comida a sua mesa voltava para a cozinha intocada.
As noites eram insones. Os dias de glória e conquistas eram meras lembranças. O Davi temente e vitorioso era somente um vestígio do passado. O Davi do presente era a derrota personificada.
Implacável, o pecado cobrava o seu preço. Davi sequer sentia vontade de orar e oferecer sacrifícios ao Senhor. Havia algo profundamente errado e Davi sabia disto.

“Ó Senhor, não me
repreendas na tua ira, nem
me castigues no teu furor”

Os dias se passavam. E Davi arrastava-se pelos corredores do palácio real.

“Pois já as minhas iniqüidades
sobrepassam a minha cabeça;
como carga são demais
para as minhas forças”

Abatido Davi orava.

“Estou fraco e mui quebrantado;
tenho rugido pela inquietação
do meu coração”

Davi havia errado e sabia disto.
“Porque eu declarei a minha
iniqüidade; afligir-me-ei por
causa do meu pecado”

Aflito Davi buscava socorro no Senhor.

“Não me desampares, Senhor,
meu Deus,
não te alongues de mim.
Apressa-te em meu auxilio,
Senhor, minha salvação”

Numa determinada manhã, o cabisbaixo Davi tinha diante de si Natan. O profeta, com a autoridade outorgada por Deus, foi extremamente duro. Não com o rei, mas com o homem Davi.
Ele havia cometido um terrível pecado. Tomara para si Bate-Seba. Cometendo o primeiro erro. Cometeria um ainda pior, mandando Urias para morrer na batalha. Davi sentia-se acusado por sua consciência, daí o seu desespero.
E desesperado ele buscava o perdão do Senhor. Natan era o portador do perdão divino. Duro perdão, pois o Senhor levaria o filho que Bate-Seba esperava. A criança não viveria.

“Tem misericórdia de mim,
ó Deus, segundo a tua benignidade;
apaga as minhas transgressões,
segundo a multidão das tuas misericórdias.
Lava-me completamente da minha
iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.
Porque eu conheço as minhas transgressões,
e o meu pecado está sempre diante de mim”

Davi recebera do Senhor a dádiva do perdão, contudo as marcas do pecado iriam permanecer para sempre na sua vida. Tal como cicatrizes que teimam em não sumir mesmo depois de curado o ferimento, permanecendo indelével e permanente.
Por causa de uns instantes de prazer efêmero, Davi perderia a paz e sofreria as conseqüências...
Davi não estava mais doente.
Davi aprendera a lição.
Sabia que fora perdoado pelo Senhor.
Jehozadak Pereira

Estevão Um Exemplo Silencioso de Fé


“...Senhor Jesus, recebe o meu espírito! ...Com estas palavras adormeceu”.
Atos dos Apóstolos 7:59-60

Saulo havia convivido a vida toda com os rabinos e os sacerdotes judeus, e conhecia melhor que ninguém os seus hábitos, as suas virtudes, os seus costumes e, sobretudo suas falhas. Saulo presenciara por diversas ocasiões, situações que envolviam a morte dos mesmos rabinos e sacerdotes. E o que Saulo testemunhara era o desespero absoluto daqueles homens, que embora julgassem ser servos de Deus, pareciam ter horror da morte, e isto Saulo não compreendia.

Os tempos não eram de tranqüilidade para os cristãos, perseguidos a todo instante e por todo tempo, por causa da sua fé. Espancados, arrancados para fora de suas casas, separados das suas famílias, jogados nas prisões, ultrajados, maltratados, vilipendiados e por algumas vezes apedrejados ao confirmarem a sua fé. E foi um apedrejamento que mudaria para sempre e de uma vez por todas a vida de Saulo de Tarso.

Estevão havia sido pressionado pelo tribunal eclesiástico que usando de todos os recursos possíveis e imagináveis, inclusive subornando testemunhas para o acusar. Estevão não arredava pé das suas convicções de fé, e defendia-se diante da assembléia. Insuflados pelos sacerdotes, o povo lançou-se sobre Estevão e arrastando-o para fora da cidade o apedrejou.
O comportamento e a atitude de Estevão longe de ser uma atitude de desespero, diante da morte iminente, era uma atitude de destemor, de confiança, de coragem. Saulo que a tudo observava não podia compreender Estevão. Aquele homem era um condenado a morrer e parecia não temer isto? Estevão parecia orar? A serenidade e a tranqüilidade de Estevão incomodaram Saulo profundamente. Aliás, a atitude de todos aqueles cristãos incomodavam o sempre irritadiço Saulo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Esperiencia de Jacó



Gn.32.22-32

Àquela altura de sua história, Jacó era um homem rico, tinha mulheres,
servos e filhos. Era abençoado e próspero. O que mais poderia querer ou precisar?

1- O que você precisa hoje?
Deus pode curá-lo, libertá-lo, dar-lhe bênçãos materiais, mas a maior necessidade humana
é espiritual.

2- Jacó precisava de uma mudança de caráter.
Isto estava representado pelo seu nome, pois Jacó significa "enganador".
São tantos os motivos que levam as pessoas a buscarem a Deus, mas o que mais
precisam é de uma mudança de caráter. Seu nome foi mudado para "Israel".
O Senhor deseja mudar o "nome" daqueles que são conhecidos como "desonestos", "mentirosos", etc.

3- Jacó ficou sozinho para sua experiência com Deus (Gn.32.24).
Na nossa relação com Deus, podemos ser conduzidos e orientados, mas em algum momento precisamos
tomar decisões individuais. Só assim teremos nossa própria experiência e convicção. Não basta viver
pedindo oração. É preciso que cada um ore. Não é suficiente viver sustentado pelo conhecimento dos outros.
Cada um deve buscar sua própria experiência com Deus.

Conclusão: A luta de Jacó com Deus tornou-se símbolo da oração perseverante.
Busque ao Senhor e tenha seu caráter transformado (II Cor.3.18).

Tem Que Dar Certo?


Eu já cantei "vai dar tudo certo, em nome de Jesus". Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida de meus ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a minha boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Não vou nem mencionar os casamentos que celebrei e que terminaram em divórcio. Confesso minha infantilidade: repeti jargões ufanistas, sem critério. Pior, capitalizei em cima de ilusões.

Percebo que não estou só. Políticos, conferencistas motivacionais, assim como líderes religiosos, adoram repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria um marido "no tempo certo". Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que "o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios". Pais e mães perderam a fé porque jamais cogitaram que um câncer "seria permitido" em uma família piedosa e obediente.

É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que "um dia vão chegar" - mas que não chegam nunca; ver pessoas atribuindo aos "paradoxos" e aos "mistérios insondáveis da eternidade", os contratempos que a vida impõe. Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas; faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados; professores de escola pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem.

Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica assimétrica não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (veja a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida; homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas; mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia; rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o salário de balconista.

Não se deve desprezar a realidade em nome da esperança. Não se deve negligenciar as amarras sociais em nome das promessas de Deus. Não se deve perpetuar fantasias em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de me descolar da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias.

Por isso, assumo um compromisso com a verdade. Obrigo-me não à verdade metafísica, absoluta, da religião ou da filosofia. Estou abraçado à verdade que o cotidiano impõe. Acredito que só promoverei a liberdade se ensinar o meu próximo a olhar a realidade sem enganos. ? "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!".

Soli Deo Gloria.

Pr. Ricardo Gondim
Igreja Assembléia de Deus Betesda
Avenida Engenheiro Alberto de Zagottis, 1000
Jardim Marajoara, CEP 04675-230

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