sexta-feira, 19 de março de 2010

Como Era a Cidade de Tiro



Cidade-estado portuária da Fenícia, situada em região rochosa do Líbano. Centro do desenvolvimento da cultura fenícia, civilização marítima de Canaã. Na idade do Bronze Recente (1550-1200 a.C.), quando o sucessor do faraó Merneptah (1213-1203 a.C.), Ramsés III, submeteu os povos do mar e dominou praticamente a totalidade do território de Canaã, um dos objetivos foi controlar as vias que permitiam o comércio com a Síria e o Líbano. Tiro naquele tempo era uma importante cidade ao norte de Israel; dependente do Egito, mas beneficiada por migrações araméias. Também naquela época os filisteus monopolizaram o comércio, controlando a navegação pelo mar Mediterrâneo, mantendo parceiras com Tiro. Entre os séculos XI e IX a.C. a cultura fenícia alcançou seu apogeu.

Tiro foi o grande parceiro comercial dos israelitas. O rei Davi recebeu apoio de Hirão, rei de Tiro, a mais importante cidade-estado fenícia, para construção de sua residência em Jerusalém (2Sm 5.11-12).

Tiro, tinha o porto marítimo mais famoso das antigas terras da Bíblia, estava situado a 32 quilômetros ao sul de Sidom, em uma ilha a um quilômetro da terra firme. A cidade contava com dois portos, um no norte e o outro no sul. Seus muros eram de grande altura, especialmente no lado que dava para a terra firme.

Ali os artesãos fabricavam artigos e diferentes produtos artísticos de bronze e de prata, e preparavam a tinta púrpura que tornou Tiro famosa. Seus mercadores comerciavam com as muitas terras do Mediterrâneo e inclusive com as distantes ilhas britânicas. Tiro se converteu em uma “bem povoada e afamada cidade”. Mas o profeta assegura que a cidade pereceu, “Tu e teus moradores, que atemorizaste a todos os que habitavam ao teu redor” (Ez 26:17).

Reis e militares de muitos países sitiaram Tiro, mas não puderam apoderar-se da cidade. Em 333 a.C. Alexandre Magno a tomou, depois de sete meses de assédio. Mas Tiro levantou-se de novo pouco a pouco e se converteu em um centro de comercio na época do Império Romano. Em séculos recentes, porém o lugar foi reduzido de tamanho. Seus portos estão cheios de ruínas e são pouco mais que “um enxugadouro de redes” (Ez 26:14).

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