terça-feira, 23 de março de 2010

Como Era a Cidade de Cafarnaum




Um pequeno vilarejo da Galiléia, situado sobre as margens do lago de Genezaré, por um certo momento entra na história dos grandes eventos.
Estamos nos inícios de nossa era, quando Jesus “deixando Nazaré, veio habitar em Cafarnaum, sobre as margens do mar, nas regiões de Zabulon e de Neftali”
( Mt. 4,13 ).

A partir daquele dia Cafarnaum, o vilarejo dos pescadores, torna-se a “cidade de Jesus”. “E entrando em um barco, ele atravessou e foi para a sua cidade”(Mt.9,1)Com a casa de Jesus em Cafarnaum, o vilarejo dos pescadores se torna a capital do reino messiânico do Evangelho.Das ruínas desta cidade duas coisas se destacam: a casa de Simão Pedro e o edifício da Sinagoga do Centurião romano.
Nesta série sobre Cafarnaum primeiro vem apresentada um panorâmica geral sobre a cidade e como eram as suas casas.

A cidade de Cafarnaum

Segundo as escavações feitas, Cafarnaum era uma cidade muito pobre, mas bem organizada, a semelhança das cidades planejadas, ela foi construída de forma octogonal, comum a cultura grega daquele tempo. A cidade escavada é dividida em nove partes, chamadas de insulae, dispostas sobre os dois lados da estrada principal ou cardo maximus, uma estrada muito importante, que unia o Egito a Síria indo até Damasco sua capital. Era ao redor desta que as pessoas construíam suas casas. As casas de Cafarnaum

As famílias se reuniam em clãs, ou seja moravam no mesmo terreno dividido em duas partes. No meio ficava um corredor disponível a todos. Um único ingresso, sempre munido de porta, separava as casas da estrada.

No corredor colocava-se os fogões à lenha, máquinas de grãos de tipo artesanal e as escadinhas de acesso ao teto. Ao redor destes pequenos pátios, ou corredores, estavam os cômodos onde moravam cada família pertencente ao clan: em geral as casas eram formadas por uma sala leito ( um único cômodo onde inclusive se dormia ), iluminada por uma série de janelas que davam para um pequeno corredor interno.

A característica destas habitações entorno a corredores comuns era a falta de portais com portas: cada casa era sempre aberta em respeito as outras. A única porta estava situada sobre a estrada e podia ser fechada por dentro. As salas de moradia eram construídas com muros de grossas pedras informes de basalto com adornos internos refinados afogados em uma massa de terra.

Os pavimentos eram feitos com rochas de basalto, lisas e arredondas pela erosão. Alguns desses vinham embelezados por um complesso de terra amarela. De frente a uma parede da sala se encontra ( em algumas casas ) um banco feito de pedras para apoiar os pequenos objetos domésticos como vasos, lâmpadas e outros.
Os tetos eram feitos com travessas de madeira para sustentar a laje feita de terra empastada com palha. Esse tipo de teto assegurava frescor e sombra, a luz da sala era mantida por pequenas janelas, essas não possuiam grades, eram inteiramente abertas para a entrada livre do sol.

Foi seriamente danificada no terremoto de 746 e reconstruída a uma pequena distância, mais ao noroeste onde se situa a atual igreja Grego-Ortodoxa. Pouco se sabe de sua história posterior, seu declínio e eventual abandono durante o século XI.

Não há vestígio de nenhuma grande construção no local, apesar do grande prestígio de Jesus.

Um andarilho viajante encontrou no século XIII apenas algumas cabanas de sete pescadores muito pobres.

O local foi redescoberto em 1838 pelo geógrafo Bíblico americano Dr. Eduard Robinson. O Capitão Charles W.Wilson em 1866, explorador britânico, identificou as ruínas da sinagoga e em 1894, a Custória Franciscana da Terra Santa Comprou uma parte do antigo sítio. As principais escavações franciscanas realizaram-se entre 1968 e 1984, e as escavações do sítio vizinho, greco-ortodoxo entre 1978 e 1982.

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